sábado, 1 de junho de 2013

FAMÍLIA SOUZA

O ancestral mais antigo que encontrei foi DOMINGOS RIBEIRO DE SOUZA (nascido aproximadamente em 1774, falecido após 1845).
Não encontrei o seu registro de nascimento e tampouco o de casamento.
Pelos cálculos que fiz, considerando também o ano aproximado de nascimento de sua neta IGNÁCIA FRANCISCA DE JESUS (1824) cheguei a 1774 (50 anos). Com certeza não nasceu antes de 1770. Morreu com quase oitenta anos, por volta de 1854.
Ele é um dos meus hexavôs e foi casado com MARIA FRANCISCA DOS SANTOS, nascida aproximadamente em 1781.
Nos livros de antigos registros paroquiais de Araruna, encontrei um grande número de pessoas com o sobrenome SOUZA, o que indica haver uma ligação bem grande da família com a cidade.
Há inúmeras referências que indicam que esta família seria descendente de ANTONIO DE SOUZA, um dos sesmeiros que adquiriu terras no rio Trairi (Sesmaria 205 – de 4/4/1735 – onde consta ser morador da Paraíba). Há indícios que ele seria avô de DOMINGOS RIBEIRO DE SOUZA (trisavô de Inácia). Contudo, não me aprofundei mais neste tema já que esta família é imensa e o sobrenome SOUZA não permaneceu na minha linha direta.
Em relação à família RIBEIRO, encontrei muitas referências no século XVIII, em Mamanguape (PB), cuja freguesia envolvia Bananeiras e, posteriormente,
no século XIX, por volta de 1835, já na região de Bananeiras (que naquela época englobava Araruna e Tacima). Em Araruna tiveram certa projeção, sendo certo que existe entrelaçamento desta família com a família PINTO.
Sobre DOMINGOS RIBEIRO DE SOUZA, não consegui muitas informações. Tenho documentos de apenas três de seus filhos: ANTONIO DE SOUZA SANTOS (meu pentavô), JOSEFA MARIA DA CONCEIÇÃO que se casou com MANOEL JOZÉ PINTO (outro pentavô) e MANOEL DE SOUZA RIBEIRO (que também assinava MANOEL DE SOUZA SANTOS). Mas, entre um e outro nascimento decorreram mais de 20 anos, sendo lícito concluir a existência de muitos outros filhos do casal. Infelizmente, não consegui encontrar livros paroquiais desse período (1797 a 1818) que comprovassem o nascimento dos filhos. Na verdade, existe um livro de Batismo de Mamanguape (PB) de 1808/1816 onde estão registrados vários batismos feitos na capela de Bananeiras, mas, por infelicidade, na maioria deles só constam os prenomes dos pais da criança o que impossibilita identificar a família na ausência dos sobrenomes.
Fiz uma lista de todos os casais com o mesmo prenome – DOMINGOS e MARIA – para futura consulta, mas, por ora, não há como listá-los dada a inconsistência dos dados.

ANTONIO DE SOUZA SANTOS (nascido aproximadamente em 1797) , filho de DOMINGOS RIBEIRO DE SOUZA E MARIA FRANCISCA DOS SANTOS.
Era casado com FRANCISCA GOMES D’OLIVEIRA, pai de Ignácia Francisca de Jesus (minha tetravó), nascida por volta de 1824, no sítio Buraco, em Bananeiras.
INÁCIA FRANCISCA DE JESUS se casou em 20/09/1839, em Bananeiras,com JOAQUIM JOSÉ PINTO, nascido por volta de 1820, o qual era filho de MANOEL JOZÉ PINTO (vide outra postagem no blog).
Vale lembrar que MANOEL JOZÉ PINTO se casou em 19/04/1941, em Bananeiras, com JOSEFA, outra filha de DOMINGOS RIBEIRO DE SOUZA e MARIA FRANCISCA DOS SANTOS.
Assim, Josefa era, ao mesmo tempo, tia de Inácia e madrasta de JOAQUIM JOSÉ PINTO.
O nome de ANTONIO DE SOUZA SAPelo menos nas quatro primeiras décadas de colonização, o contato inicial entre os portugueses e os índios foi amistoso. Os portugueses precisavam da ajuda dos índios para conseguir extrair o pau-brasil, em troca davam todo tipo de mercadoria (colares, facas, miçangas, etc).
Mas, à medida que o comércio do pau-brasil diminui e o cultivo da cana de açúcar se intensifica, os conflitos começam a surgir.
Os portugueses precisavam da terra antes ocupada pelos índios. Os índios, por sua vez, não tinham a menor intenção de abrir mão do seu território, o que foi determinante para a sua extinção.
Na capitania da Paraíba achavam-se diferentes aldeias de índios da nação tapuia.
Tapuya ou tapuio, para os tupis, habitantes das costas do Brasil, eram todas as tribos indígenas que não eram do tronco tupi-guarani e eram consideradas inimigas pelos tupis.
Os sucurus (XUCURÚS OU ZUCURÚS) viviam entre os rios Curimataú e Aracagi, pertenciam a nação Tarairiú, e, juntamente com os Canidés , também Tarairiú, foram aldeados na missão de Santo Antonio de Boa vista, na região hoje ocupada por Solânea.

Alguns registros antigos de Mamanguape apontam a existência destes índios, que se tornaram escravos dos colonizadores brancos. Existem alguns registros que comprovam tal fato, como o abaixo:
imagem family search
Batizado de Manoel, filho de LUZIAtapuyaescrava de Filipe de Lima, morador da Saquarema. em 03/08/1732.

imagem family search

Batizado de Firminiano, filho natural de Antonia, tapuya, escrava do tenente Antonio Gomes de Macedo, em 09/03/1732.  Aparece a Capela de BOA VISTA, administração dos sucurus e canindés.

imagem family search
Batizado de Luiza, filha de Joana escrava de João Pimentel, tapuya, batizada em 07/01/1732,NTOS, além de aparecer no registro de casamento de INÁCIA com JOAQUIM, em 1839, também aparece em dois outros registros. No primeiro, Antonio é o padrinho de Ignácio, seu neto, filho de seu filho LUIZ JOSÉ DE SOUZA com CATHARINA RODRIGUES batizada em 13/08/1837 em Bananeiras (PB). A madrinha é sua filha Josefa (futura esposa de Manoel, pai de Joaquim).
O registro é este:
Aos treze de agosto de mil oito centos trinta e sete baptizei com os santos óleos o párvulo Ignacio, de idade de um mês, filho de Luiz José de Souza e Catharina Rodrigues, pardos, moradores no Buraco, forao padrinhos Antonio de Souza Santos, cazado, e Josefa Maria, solteira, do que para constar lavrei o referido assento Vigário Jose dos Santos Castro”.
Imagem: family search



No segundo registro é padrinho de outra neta, Antonia:
Aos vinte e oito de junho de mil oitocentos e quarenta pelo reverendo vigário João Luiz Pereira de Lemos foi batizada solenemente a párvola Antonia de dois meses de idade, filha legítima de João Fernandes de Souza e Ana Lopes da Silva, forao padrinhos Antonio de Souza Santos e Francisca Gomes d’Oliveira, do que para constar lavrei o termo”

Imagem: family search


Só consegui achar documentos comprobatórios de seis filhos, sendo certo que este não é o número da prole que parece bem mais extensa.
Os filhos do casal que consegui encontrar nos registros paroquiais são:  José Felix (ou Felis) de Souza (1817), João Fernandes de Souza, Luiz José de Souza, Manoel Joaquim de Souza, Inácia Francisca de Jesus e Joana Maria de Souza.
Note-se que todos os filhos adotam o sobrenome SOUZA, provavelmente em reconhecimento ao avô paterno DOMINGOS RIBEIRO DE SOUZA. No entanto, todos também são OLIVEIRA, por parte de mãe (FRANCISCA GOMES D’OLIVEIRA), mas só alguns dos netos do casal é que assumem o sobrenome OLIVEIRA .
Os outros adotam o sobrenome “RIBEIRO DE OLIVEIRA”.
Quanto ao “dos SANTOS” concluímos que foi abandonado pela família.
Talvez porque naquela época tal “sobrenome” estava diretamente ligado à origem indígena tal qual “do Nascimento”.
Ainda não consegui fazer nenhuma ligação da minha família com a de HORTÊNCIO JOSÉ DE SOUZA, patriarca, segundo a professora Zilma Ferreira Pinto, dos FERREIRA de Tacima/PB.    
Existem vários registros paroquiais onde esse aparece, que indicam haver algum vínculo. Não só pelo sobrenome SOUZA mas pelas coincidências de nomes e lugares.
Um desses registros é de 1843, onde HORTÊNCIO JOSÉ DE SOUZA foi testemunha em um casamento, na época era solteiro.
reprodução parcial do registro. Imagem family search


O mais interessante é que os filhos de JOAQUIM JOSÉ PINTO e IGNÁCIA, na grande maioria passaram a assinar como SOUZA PINTO OU PINTO DE SOUZA.
Mais interessante foi descobrir que meu trisavô EMIGDIO, durante o tempo em que passou em Santa Cruz/RN (mais de 30 anos) só se apresentava como EMÍGDIO JOSÉ DE SOUZA, passando novamente a assinar como SOUZA PINTO, quando volta para Solânea/PB, por volta de  1890.
Outros irmãos de Emígdio aboliram totalmente o sobrenome PINTO. Muitos são simplesmente SOUZA. 

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