sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ENGENHOS DE AÇÚCAR E ALAMBIQUES (ARARUNA, BANANEIRAS E SERRARIA - 1916)

1916 –Fonte Anuário Estatístico da Paraíba do Norte

ARARUNA

Máquinas de descaroçar algodão

PROPRIETÁRIO
LOCAL
TIPO
Antônio Lopes de Morais
Cachoeirinha
A vapor
Ignácio Francisco da Cunha
Cachoeirinha
A vapor
João Baptista de Andrade
Cachoeirinha
A vapor
João Gomes de Oliveira
Cacimba do Gado
A vapor
Vicente David
Calabouço
A vapor
Estevam Soares Bezerra
Carnaúba
A vapor
Pedro Moreira de Alcântara
Jardim
A vapor
Pedro Targino Pereira da Costa
Maquiné
A vapor
João Vianna Torres
Riachão
A vapor
Dr. José E. de Melo
Tanques
Bolandeira
Joaquim Baptista Espínola
Várzea
Bolandeira


BANANEIRAS       
                                                                                                           
Máquinas de descaroçar algodão

PROPRIETÁRIO
LOCAL
TIPO
João Rodrigues de Assumpção
Alagoa do Mathias
A vapor
Antônio Alves da Rocha
Bananeiras
A vapor
Balduino Ernesto Monteiro
Olho d’agua seco
A vapor
José Rodrigues da Costa
Poço Escuro
A vapor
Maximiano Pereira de Lemos
Umary
A vapor


Engenhos de Açúcar e Rapadura      
   
PROPRIETÁRIO
LOCAL
TIPO
Antônio Guedes Pereira
Borborema
A vapor
Francisco Guedes Pereira
Camará
A vapor
Pedro Guedes Pereira
Canafistula
A vapor
Segismundo Guedes pereira
Gamelas
A vapor
Josino Zeferino de M. Henriques
Genipapo
A vapor
José Pio Rodrigues da Costa
Olho d’agua seco
A vapor
Francisco Barbosa de farias
Pilões
A vapor

Alambique para fabricação de aguardente

PROPRIETÁRIO
LOCAL
Anísio da Costa Maia
Bela Vista
José Marques de Araújo
Couro
Dr. Francisco de Gouveia Nóbrega
Goyamunduba
Diocleciano B Cavalcanti
Goyamunduba



SERRARIA

Engenhos de Fabricar Açúcar e Rapadura

PROPRIETÁRIO
LOCAL
TIPO
Bernardo Marinho de Souza
Mata do Frade
A vapor
João B. P. de Melo
Mercês
A vapor
Joaquim Joel P. de Melo
Pasto
A vapor
José Filgueira de Menezes
Pilões
A vapor
Francisco Lins da Cunha Lima
Pinturas
A vapor
D. Olympia B da Cunha
Poções
A vapor
Daniel F. de Menezes Lyra
Riachão
A vapor
Benjamim F. M Sobrinho
Rio do Braz
A vapor
Alfredo de M Henriques
Santo Antônio
A vapor
Francisco Xavier Pereira da Cunha
São Francisco
A vapor
André Avelino de Almeida
São Tomé
A vapor
D. Maria A de Sá Marinho
Serraria
A vapor
José Duarte dos Santos
Tremedal
A vapor
Benjamim F de Mello Lyra
Várzea
A vapor


Alambiques

PROPRIETÁRIO
LOCAL
D Maria Espínola
Baixa Verde
Lindolfo Cavalcanti
Barreira
Ananias C. Baracuhy
Boa Fé
Manoel Dutra Filho
Caipora
Felix José de C. Vanderley
Cajazeiras
José Guilherme Raposo
Caiana
D. Etelvina de H. Lyra
Cantinhos
Elvídio Duarte de Lima
Coitezeira
Manoel Antônio Neves
Guarabira
Nuno Guedes Pereira
Ipiranga
Dr. Antônio Guedes Alcoforado
Jasmim
Antônio B Duarte dos Santos
Labirinto
Ozeas Guedes Pereira
Laranjeiras
Francisco Duarte de Lima
Martiniano
João Fernandes da Silva
Olho D’agua
Atílio Gallo da Silva Pinto
Pau d”arco
João Filgueiras de Menezes
Pilões
Francisco Lins C Lima
Pinturas
D.Olympia R. da Cunha
Poções



quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

DESCRIÇÃO DA CAPITANIA DE MAMANGUAPE (1757)

A capitania de Mamanguape assim chamada compreende 40 léguas ao comprido e 16 de largo pouco mais ou menos, e do principal rio que nela se acha está situado entre as duas capitanias da Paraíba e do Rio Grande, servindo-lhe de divisa entre uma e outra pela do norte o riacho dos Marcos e pela parte sul Miriry o qual do seu nascimento até a barra estreita e pouco funda e só é capaz para embarcações de remos.

Duas léguas para o norte pela mesma costa está a barra do Rio Mamanguape, pelo qual só costumar entrar barcos que navegam pelo rio acima seis léguas até o porto do Jaraguha onde se acha situada uma aldeia de índios, a quem chamam de Preguiça; e em distância de duas léguas está a povoação, donde se acha edificada a matriz da Freguezia (São Pedro e São Paulo) e desta doze léguas é o lugar do Pahó (Alagoa Grande), acima deste oito léguas está o Brejo das Areias (Areia), donde por esta parte faz termo a capitania, tem este rio o seu nascimento na capitania do Cariri Velho.

Da barra deste correndo para o norte duas léguas está a Baia da Traição, barra franca em uma entrada capaz de receber muitos navios, a vista dos quais em um alto está uma aldeia de índios a quem chama  de Bahia e correndo pela mesma está a barra do rio Camaratuba, estreita e cheia de caxapós e incapaz de qualquer navegação, pelo rio dito acima três léguas está o lugar de Tamacaracá e deste 2 léguas está um engenho de fabricar açúcar, meia légua do qual está o lugar de Imberibeira, deste lugar até onde nasce o dito rio que são 7 léguas, acham-se pelas margens vários habitadores morando a distâncias.
Da barra deste correndo o mesmo rumo três léguas, esta uma pequena barreta do riacho dos Marcos rasa, e costeada de pedras, tem este riacho até onde nasce seis léguas ou sete, em a qual distancia alguns moradores dispersos e uma aldeia de índios a que chamam de Tapessarama, contém está capitania em si mais o lugar de São João distante da povoação três léguas para o poente em distância de seis léguas pelo mesmo rumo está o lugar Araçagy que tem a sua denominação de um riacho que faz barra no rio Mamanguape, distante deste sete ou oito léguas está a Serra das Bananeiras, a qual além de muitos moradores, contam em si uma aldeia de índios a que chamam Boa Vista e pela parte do poente em distância de dez ou doze léguas está a Serra da Cabeça (atual Pedra da Boca – Araruna), donde faz divisão desta capitania, esta ´a relação mais verídica que se pode dar conforme a melhor notícia que se pode adquirir.

(Relação dos lugares e povoações de Mamanguape- 1757 – Domingos Monteiro da Rocha)