sábado, 11 de maio de 2013

A FAMÍLIA “PINTO” DE BANANEIRAS

Extraído do livro GENEALOGIA SERTANEJA - CAPÍTULO XIII - página 159 e seguintes.

Após ter encontrado nos registros paroquiais de Bananeiras, dados sobre meus ancestrais diretos, especialmente os de MANOEL JOZÉ PINTO E ANNA JOAQUINA, pesquisei sobre a existência de outros membros da mesma família naquela cidade, na mesma época.
Em 2004, como dito anteriormente, cheguei a FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO, o “Chico Gago”, que LUIZ PINTO (No livro Padre Pinto um Peregrino da Fé )  assim relatou suas origens:

“A família Teixeira Pinto, Silva Pinto, Silva Teixeira Pinto que ela apresenta – talvez um dia possa chegar à conclusão de que essa confusão, essa misturada, tudo isso, no fundo, é a mesma coisa, o mesmo tronco, a mesma origem”. A distribuição dos ramos é que se perdeu em meca e seca; as entradas é que se desencontraram, os entrelaçamentos tiveram orientação diversa. Difícil, assim, se torna um estudo perfeito das verdadeiras origens, através dos velhos troncos europeus.
Por exemplo, um meu tio – Augusto Agripino da Silva Pinto, irmão do Padre, casou-se na família Gurgel Cunha, do Rio Grande do Norte. Como, no pensar de alguns, àquele tempo, os Cunha e Gurgel tinham maior projeção no meio que os Pinto, uma de suas filhas Ana, casada naquela família, aboliu absurdamente o sobrenome Pinto dos seus descendentes. De modo que, hoje, os netos de Augusto Pinto não são Pinto, pelo nome.
Assim, também, alguns dos netos do meu outro tio, irmão do meu pai, João Pinto de Meneses.
Um dos seus filhos arrancou a origem Pinto dos seus descendentes. Hoje esses netos de João Pinto de Meneses não o são quanto ao apelido Pinto.
Ora, João Pinto de Meneses. O “Meneses” era da velha Dona de Magalhães Meneses, sua mãe, esposa do meu avô João Teixeira da Silva Pinto. Pelas leis normais, não era o Pinto que deveria desaparecer, pois é nome do pai, porém o Meneses. Mas assim não pensam cabeças vazias e lá se vai a família se diluindo, sobretudo pela falta de continuidade, de cultura, de amor á tradição e á verdade. Deixam-se essas questões
ao livre arbítrio de quem não sente as coisas como devem ser sentidas, e a deturpação da verdade cria esses empecilhos, esses embaraços com que se encontra o historiador, nas suas pesquisas.
É possível mesmo que todos esses “Pinto” que se distribuem pelo Brasil tenham a mesma origem. Quando do meu curso de direito, na cadeira de Penal, encontrei um brilhante Professor Ferreira da Silva Pinto. E milhares de outros exemplos pululam por aí. Mas são suposições que não armam painel de verdade, para efeito de afirmação.
De modo que, nosso intuito – é bom frisar bem – é apenas esclarecer certos fatos, certos parentescos, através da vida do Padre José Pinto, o que não sairá perfeito, agora, por várias circunstâncias, mas sairá algum dia, estou certo, quando as gerações novas completarem seu teto cultural: Expedito da Costa Pinto, Dulcelis de Albuquerque Pinto, Luiz Alberto Xavier Pinto, Amaury de Albuquerque Pinto, Maria do Livramento Ribeiro Pinto, Paulo Roberto Xavier Pinto, e centenas de outros, geração que varia dos 30 anos aos 7 anos de idade, mas que, dentro de dispositivos normais de apreciação, já demonstraram que seguirão
a estrada clara da cultura e amor às investigações da história, honrando uma estirpe ilustre.
O capítulo que se refere á origem dos Pinto, no que tange ao período de Francisco Teixeira Pinto, meu bisavô, o chamado Chico Imaginário ou Chico Gago, esse é absolutamente documentado através de fontes as mais seguras, claras, abertas a todas as investigações. No mundo das suspeitas, se tivermos de andar, será na área que se estende de Bento Teixeira Pinto ao velho Chico Gago, que é uma área larga, acidentada, a qual tem de percorrer às apalpadelas, por deduções, cálculos, pontos que surgem aqui e alhures.
Embora intimamente tenhamos certeza de que o tronco dos Pinto no Brasil é o autor da “Prosopopeia”, o discutido, o maldizido, o maldado Bento Teixeira Pinto. Provas concretas para afirmá-lo, nós não as temos, mas ninguém as terá também para negar. O que não padece a menor dúvida é que houve os Teixeira Pinto do Nordeste, sobretudo Recife, Natal e Fortaleza. Livros existentes os apontam. Borges da Fonseca, na “Nobiliarquia Pernambucana”, cita alguns. E por que essa sequência de Teixeira Pinto, que se nota desde o século XVI até os nossos dias? Terá sido uma invenção à toa? Foi um nome qualquer apanhado ao acaso em qualquer lugar? Não é de crer. Na época havia mais pureza nas tradições de família, mais respeito mesmo.
Tenho um primo em Natal, Dr. Wilson Gurgel da Cunha, filho de Ana da Silva Pinto, neto de Augusto Agripino da Silva Pinto, que não conserva a tradição de Pinto da família. Trata-se de um cirurgião dentista, moço inteligente, a quem prezo e estimo, mas, pelo nome, não pertence à descendência do velho Augusto Pinto, que outra coisa não foi senão seu avô materno. Não é cacete isso? É-o, sem dúvida alguma.
Com este ensaio, os Pinto vão se acelerar, vão ver que eles foram alguma coisa, que a linha vertical da família não morreu, que não lhes faltam inteligência, bravura cívica, coragem e altos sentimentos de nobreza, fenômenos que os enquadram entre as melhores e maiores famílias deste país da Santa Cruz.”

Com base neste relato e no da professora Zilma Ferreira Pinto, fiz minhas pesquisas.
Encontrei alguns registros onde consta FRANCISCO TEIXEIRA PINTO, FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA e, em outros, como FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO.

Em 1838, ele é padrinho de Rosa e, consta como Francisco Theixeira Pinto:
“Aos trinta de maio de mil oito centos e trinta e oito pelo Reverendo Manoel de Carvalho foi baptizada solenemente a parvola Roza de idade de mez e meio filha legítima de Antonio Rodrigues e Antonia Roza, pardos moradores no Cumati desta freguezia forão padrinhos Francisco Theixeira Pinto casado e Manoella Bezerra solteira, do que para constar fiz este assento que assigno”. (Livro de Batismo de Bananeiras).

No batismo do filho Manoel, em 1838, assina Francisco Teixeira da Silva.
imagem: family search
Aos três de setembro de mil oito centos e trinta e oito pelo reverendo vigário José dos Santos foi baptizado em solenidade o párvolo Manoel de idade de dois mezes filho legítimo de Francisco Teixeira da Silva e Carlota Maria, brancos e moradores nesta vila forão padrinhos Leonardo Bezerra e sua mulher D. Maria Luiza , o que para constar fiz este assento que assino. O vigário João Luiz Pereira Barboza Pinto de Lemos” (Livro de Batismo de Bananeiras).

Já em 1840, no batismo de José, aparece como Francisco Texeira da Silva Pinto.
imagem: family search
“José, pardo, filho legítimo de José Joaquim dos Santos e Mathildes Ribeiro, moradores no Cumati, com treiz meses de nascido foi por mim batizado aos vinte e nove de dezembro de mil oito centos e quarenta, forão padrinhos Francisco Theixera da Silva Pinto e sua mulher Carlota Correa de Lacerda.” (Livro de Batismo de Bananeiras).

Como Francisco Teixeira da Silva Pinto em 1843, quando foi padrinho de casamento de Antonio Frêre d’Amorim e Joanna Maria .Seu filho, Manoel, também aparece nos registros paroquiais de Araruna,
conforme abaixo.

“Aos vinte e oito dias de maio de 1866 na Matriz de N. Senhora da Conceição d’Araruna baptizei solenemente e puz os santos óleos à Luisa, parda com hum mês e onze dias de idade, filha legítima de João José da Silva e Josepha Maria da Conceição, moradores nas Guaribas desta freguezia, forão padrinhos Manoel Thexeira da Silva Pinto e sua mulher Líbia Maria da Câmera Pinto” (Livro de Batismo de Araruna).

O filho Joaquim, também, em Araruna em 1867.
“Aos vinte e oito dias de novembro de 1867 na Matriz de N. Senhora da Conceição d’Araruna baptizei solenemente e puz os santos óleos à Amélia, parda com trez dias de nascida filha natural de Maria do Carmo moradora nesta freguezia d’Araruna, foi padrinho Joaquim Ribeiro da Silva Pinto e Nossa Senhora.”
Assim, considerando os documentos acima, creio que FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO não veio do Recife e se estabeleceu em João Pessoa.
Ele viveu em Bananeiras, pelo menos durante dez anos, sendo provável que tenha casado naquela cidade com Carlota, que sem dúvida era natural de Bananeiras, local onde nasceram todos os filhos do casal.
O fato de alguns filhos do casal serem proprietários de terras nos sítios Buraco e Bacopari (locais ligados à família de Joaquim José Pinto e Manoel Jozé Pinto) me levam a crer não ser mera coincidência.
Assim, a conclusão lógica é que Francisco só pode ser parente muito próximo de MANOEL JOZÉ PINTO e de JOAQUIM.JOSÉ PINTO, respectivamente meu pentavô e meu tetravô. 
Pela data provável de seu nascimento (1814) FRANCISCO TEIXEIRA PINTO, só pode ser irmão ou filho de meu pentavô MANOEL JOZÉ PINTO, 
Não encontrei o registro de batizado de Manoel e nem do filho Joaquim, uma vez que os livros de Mamanguape, a quem pertencia Bananeiras, estão em péssimo estado de conservação, existindo lacunas de vários anos. Também, não encontrei nada relacionado a Francisco, o que não descarta o seu vínculo
com a minha família.
Pelas informações que obtive da professora Zilma, Francisco teria se casado em segundas núpcias com MARIA UMBELINA.
Em pesquisa nos livros paroquiais da freguesia de Nossa Senhora das Neves (João Pessoa) encontrei um Francisco Teixeira da Silva Pinto, casado com Maria Umbelina da Penha, que batizou os filhos Francisco em 01/10/1854, Izabel em 26/03/1856, Idalina em 10/04/1957 e Francisco em 01/11/1859.
Encontrei ainda, o registro do batizado de Arthur nascido em 01/02/1898, o qual seria filho de Arthur Pinto e Secunda Umbelina dos Santos.
Esta Secunda seria SECUNDINA UMBELINA DA SILVA PINTO, filha de UMBELINA e FRANCISCO, teria nascido por volta de 1861, em João Pessoa. Quanto ao ARTHUR, que aparece como ARTHUR PINTO DOS SANTOS, ainda é um mistério. Um dos filhos de JOAQUIM JOSÉ PINTO (meu tetravô - cuja pequena biografia tratei em outro post) se chamava ARTHUR, nasceu em 1857, em Bananeiras e dele não tenho maiores informações, o que me faz pensar que poderia ser a mesma pessoa, ou seja, o filho de Joaquim, neto de Manoel José Pinto, teria se casado com a filha do FRANCISCO (Chico Gago), o que poderia reforçar a tese do parentesco entre as famílias.
Ressalto que a esposa de JOAQUIM JOSÉ SANTOS se chamava INÁCIA, filha de ANTONIO DE SOUZA SANTOS e FRANCISCA GOMES D'OLIVEIRA (meus pentavós). Sendo perfeitamente factível que ARTHUR, filho de JOAQUIM  e INÁCIA, venha a adotar o sobrenome SANTOS,  vez que era comum na época os netos assumirem os sobrenomes dos avós.
Para sanar definitivamente a questão seria necessário pesquisas nos livros paroquiais de João Pessoa, para obter o registro de casamento de ARTHUR E SECUNDINA (ou SECUNDA como aparece também).
Considerando a data de nascimento de ERNESTINA (1895) e dos outros filhos: ARTHUR (01/02/1898) e UBALDINO (10/04/1899), o casamento ocorreu entre 1881-1894, um período bem grande para pesquisa em livros paroquiais, mas bem interessante, já que, com o conhecimento do nome dos pais do ARTHUR teríamos mais uma prova da ligação das famílias, a minha de MANOEL JOZÉ PINTO e a de FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO, embora eu tenha  a mais absoluta certeza de tal fato.  

FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO E CARLOTA CORREA DE LACERDA, teriam tido  JOSÉ (1836), MANOEL (1838), JOSEFA,  BARBARA (1846), JOÃO, JOAQUIM.

Destes filhos:
JOSE ANTONIO DA SILVA PINTO E ANNA EMILIANA (APARECE COMO EMÍLIA E EURELIANA) CANDIDA CAVALCANTE (falecida em 22/07/1885)
FILHOS:
1) JOSÉ ANTONIO DA SILVA PINTO (1860) QUE SERIA O Padre Pinto.
2) FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO ( 08/01/1862), foi casado  com TOLENTINA MARIA DE ALBUQUERQUE (aparece em Jardim do Seridó/RN, em 1889, como padrinho de Godofredo da Cunha Medeiros), .
3) ANTONIO AMÉRICO DA COSTA* PINTO (08/05/1863)
4)JOÃO FAUSTO DA COSTA* PINTO ( 19/12/1865)
5) PEDRO  AMÉRICO DA COSTA* PINTO (1867)
6) MANOEL  HILARIO DA SILVA PINTO (1873)
7) LUIS GONZAGA DA SILVA PINTO ( 21/06/1881)
8) AUGUSTO AGRIPINO DA SILVA PINTO (2/6/1883) . 
Além destes há notícia de MARIA ANNA, também filha do casal.

JOÃO TEIXEIRA DA SILVA PINTO E MAQUILINA DE MAGALHÃES MENEZES
1) LUIS – 14/11/1885
2) JOÃO – 14/11/1883
3) FRANCISCO  12/07/1884
4) JOÃO – 16/06/1887  


* - O sobrenome COSTA ainda não foi esclarecido. Provavelmente, deriva dos sobrenomes dos avôs/avós. Eu mesma tenho em minha árvore genealógica o sobrenome COSTA, o

# Minhas pesquisas atuais indicam um vínculo de parentesco de MANOEL JOZÉ PINTO, com JOÃO JOZÉ TEIXEIRA, morador no Bacupari, que foi padrinho de batismo da filha de Manoel, Bernardina, nascida em 19/0/1856..  A madrinha foi ENEDINA ALEXANDRINA, irmã de JOÃO JOZÉ TEIXEIRA, ambos solteiros na época. Manoel seria tio de JOÃO e de ENEDINA. 

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