quinta-feira, 19 de junho de 2014

ENGENHO PAU D'ARCO DE BANANEIRAS/PB

Entre 1800 e 1860, na área rural de Bananeiras, existiram muitos engenhos. Alguns sem qualquer importância, que não passavam de engenhocas rudimentares e que serviam apenas para produção caseira, mas, outros destacaram-se pela sua importância social e econômica para a região. 
Dentre estes últimos, temos TANQUES, GAMELLAS, CANAFISTULA, FARIAS E PAU D'ARCO.
Não é certa a data em que o engenho Pau D'Arco entrou em funcionamento, mas encontramos registros que comprovam que desde 1836 alguma atividade produtiva ali se desenvolvia. Tais registros estende-se  a 1858, significando que funcionou, pelo menos, durante 2 décadas. 
O proprietário do engenho era JOAQUIM DO REGO TOSCANO que aparece também como coronel JOAQUIM DO REGO TOSCANO DE BRITO, casado com Angela Maria, grande proprietário de terras na região e um dos que mais se aproveitou da mão de obra especializada de portugueses, que eram recrutados diretamente no porto do Recife, que atuavam como artificies.
Até hoje não consegui estabelecer o parentesco de JOAQUIM com o padre EMYGDIO (EMIGDIO) DO REGO TOSCANO DE BRITO, que aparece nos registros paroquiais de Bananeiras durante aproximadamente quarenta anos, ora oficiando um casamento, ora um batismo. O padre faleceu em Pilões/PB em 1879, onde foi enterrado.
Tinha ligações com a cidade de Santa Cruz/RN, como comprova o registro abaixo extraído do livro de Batismo de Santa Cruz, onde consta o batizado de Francisco, em 1887, filho de Candida, escrava pertencente ao espólio do padre.
imagem arquivo pessoal
Padre Emigdio celebrou muitos batizados da família PINTO, inclusive o de ANTONIA, em 23/11/1845, filha de de MANOEL JOZÉ PINTO (meu pentavô) e de sua segunda esposa JOSEFA. Este batismo ocorreu no oratório do engenho PAU D'ARCO.
Cabe ressaltar que, anos antes - em 1841 - JOAQUIM DO REGO TOSCANO foi testemunha do casamento de MANOEL e JOSEFA, conforme registro abaixo
imagem arquivo pessoal
Em Pau D'Arco haviam muitos escravos, intitulados nos livros paroquiais de "gentio de Angola", o que confirma o uso de mão de obra escrava para os serviços do engenho. Muitos destes escravos permaneceram no local, pois são encontrados registros deles até 1897, sendo crível que passados mais de século, ainda existam nas redondezas algum  de seus descendentes. 
Atualmente, o antigo engenho ainda conserva seu nome, mas não sua opulência do passado. É uma localidade rural de Bananeiras, com poucos moradores, muitas das vezes chamada de Sítio Pau D'Arco.
Contemporâneo ao engenho Pau D'Arco o engenho IMBIRIBEIRA,de VICENTE DO REGO TOSCANO (casado com Maria Joana), distava cerca de "10 léguas" do primeiro. Pelo sobrenome do proprietário é lícito afirmar que são da mesma família. No entanto, não tenho maiores informações a respeito.
Outros indivíduos da mesma família encontrados em Bananeiras são:
ANTONIO DO REGO TOSCANO, casado com JOANNA MARIA. Filho ANTONIO (batizado em 10/8/1847).

PROCÓPIO DO REGO TOSCANO, casado com ROMANA MARIA, filhos: 1) ANTONIO (29/06/1857); 2) FRANCISCA (8/08/1864) e 3) SALVINA (1863) e 4) SALUSTIANO (1876)

ALVARO DO REGO TOSCANO casado com MARIA GUILHERMINA DE SOUZA (filha de 
DOMINGOS RIBEIRO DE SOUZA - meu hexavô). Filha: FRANCISCA (batizada em 13/01/1865 e MARIA em 1862. 

    


2 comentários:

Pesquisadora Nilza Cantoni disse...
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Reinaldo Pinto disse...
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