sábado, 11 de maio de 2013

TACIMA - PB

Toda vez que faço pesquisas nos livros paroquiais fico abismada com a quantidade de informações que trazem. Além das datas de nascimento, casamento, óbitos e filiação sempre aparece o nome da capela, igreja ou matriz.
O livro de Batismo de 1808-1816* de Mamanguape (Paraíba) não me deixa mentir.
Recentemente encontrei vários registros interessantes, dentre os quais o de EUZÉBIA, que transcrevo abaixo:
"Aos sinco de março de mil oitocentos e dezenove de minha licença, digo aos vinte e nove de abril do dito anno de minha licença na Fazenda do Tacima, Districto do Rio Grande o Reverendo Padre David Martins Gomes Delgado Freire baptizou a párvola Euzébia, nascida a sinco de março do mesmo anno, filha legítima de Izidorio de tal e Francisca Gomes desta freguezia, foram padrinhos José Roberto da Silva e sua mulher Paula Maria, do que para constar lavrei e assigno"
Imagem family search.

Sem dúvida é uma informação muito importante para a história da cidade de Tacima.
A origem de Tacima, igual a tantas outras cidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte, sem dúvida, foi um curral de criar gado, depois fazenda, arraial, povoado até se transformar em vila e, finalmente cidade.
No registro vemos que Tacima era considerada, na época (1819), distrito do Rio Grande (do Norte), e lá  não existia nenhum oratório ou capela.


* vai até 1819.

A FAMÍLIA “PINTO” DE BANANEIRAS

Extraído do livro GENEALOGIA SERTANEJA - CAPÍTULO XIII - página 159 e seguintes.

Após ter encontrado nos registros paroquiais de Bananeiras, dados sobre meus ancestrais diretos, especialmente os de MANOEL JOZÉ PINTO E ANNA JOAQUINA, pesquisei sobre a existência de outros membros da mesma família naquela cidade, na mesma época.
Em 2004, como dito anteriormente, cheguei a FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO, o “Chico Gago”, que LUIZ PINTO (No livro Padre Pinto um Peregrino da Fé )  assim relatou suas origens:

“A família Teixeira Pinto, Silva Pinto, Silva Teixeira Pinto que ela apresenta – talvez um dia possa chegar à conclusão de que essa confusão, essa misturada, tudo isso, no fundo, é a mesma coisa, o mesmo tronco, a mesma origem”. A distribuição dos ramos é que se perdeu em meca e seca; as entradas é que se desencontraram, os entrelaçamentos tiveram orientação diversa. Difícil, assim, se torna um estudo perfeito das verdadeiras origens, através dos velhos troncos europeus.
Por exemplo, um meu tio – Augusto Agripino da Silva Pinto, irmão do Padre, casou-se na família Gurgel Cunha, do Rio Grande do Norte. Como, no pensar de alguns, àquele tempo, os Cunha e Gurgel tinham maior projeção no meio que os Pinto, uma de suas filhas Ana, casada naquela família, aboliu absurdamente o sobrenome Pinto dos seus descendentes. De modo que, hoje, os netos de Augusto Pinto não são Pinto, pelo nome.
Assim, também, alguns dos netos do meu outro tio, irmão do meu pai, João Pinto de Meneses.
Um dos seus filhos arrancou a origem Pinto dos seus descendentes. Hoje esses netos de João Pinto de Meneses não o são quanto ao apelido Pinto.
Ora, João Pinto de Meneses. O “Meneses” era da velha Dona de Magalhães Meneses, sua mãe, esposa do meu avô João Teixeira da Silva Pinto. Pelas leis normais, não era o Pinto que deveria desaparecer, pois é nome do pai, porém o Meneses. Mas assim não pensam cabeças vazias e lá se vai a família se diluindo, sobretudo pela falta de continuidade, de cultura, de amor á tradição e á verdade. Deixam-se essas questões
ao livre arbítrio de quem não sente as coisas como devem ser sentidas, e a deturpação da verdade cria esses empecilhos, esses embaraços com que se encontra o historiador, nas suas pesquisas.
É possível mesmo que todos esses “Pinto” que se distribuem pelo Brasil tenham a mesma origem. Quando do meu curso de direito, na cadeira de Penal, encontrei um brilhante Professor Ferreira da Silva Pinto. E milhares de outros exemplos pululam por aí. Mas são suposições que não armam painel de verdade, para efeito de afirmação.
De modo que, nosso intuito – é bom frisar bem – é apenas esclarecer certos fatos, certos parentescos, através da vida do Padre José Pinto, o que não sairá perfeito, agora, por várias circunstâncias, mas sairá algum dia, estou certo, quando as gerações novas completarem seu teto cultural: Expedito da Costa Pinto, Dulcelis de Albuquerque Pinto, Luiz Alberto Xavier Pinto, Amaury de Albuquerque Pinto, Maria do Livramento Ribeiro Pinto, Paulo Roberto Xavier Pinto, e centenas de outros, geração que varia dos 30 anos aos 7 anos de idade, mas que, dentro de dispositivos normais de apreciação, já demonstraram que seguirão
a estrada clara da cultura e amor às investigações da história, honrando uma estirpe ilustre.
O capítulo que se refere á origem dos Pinto, no que tange ao período de Francisco Teixeira Pinto, meu bisavô, o chamado Chico Imaginário ou Chico Gago, esse é absolutamente documentado através de fontes as mais seguras, claras, abertas a todas as investigações. No mundo das suspeitas, se tivermos de andar, será na área que se estende de Bento Teixeira Pinto ao velho Chico Gago, que é uma área larga, acidentada, a qual tem de percorrer às apalpadelas, por deduções, cálculos, pontos que surgem aqui e alhures.
Embora intimamente tenhamos certeza de que o tronco dos Pinto no Brasil é o autor da “Prosopopeia”, o discutido, o maldizido, o maldado Bento Teixeira Pinto. Provas concretas para afirmá-lo, nós não as temos, mas ninguém as terá também para negar. O que não padece a menor dúvida é que houve os Teixeira Pinto do Nordeste, sobretudo Recife, Natal e Fortaleza. Livros existentes os apontam. Borges da Fonseca, na “Nobiliarquia Pernambucana”, cita alguns. E por que essa sequência de Teixeira Pinto, que se nota desde o século XVI até os nossos dias? Terá sido uma invenção à toa? Foi um nome qualquer apanhado ao acaso em qualquer lugar? Não é de crer. Na época havia mais pureza nas tradições de família, mais respeito mesmo.
Tenho um primo em Natal, Dr. Wilson Gurgel da Cunha, filho de Ana da Silva Pinto, neto de Augusto Agripino da Silva Pinto, que não conserva a tradição de Pinto da família. Trata-se de um cirurgião dentista, moço inteligente, a quem prezo e estimo, mas, pelo nome, não pertence à descendência do velho Augusto Pinto, que outra coisa não foi senão seu avô materno. Não é cacete isso? É-o, sem dúvida alguma.
Com este ensaio, os Pinto vão se acelerar, vão ver que eles foram alguma coisa, que a linha vertical da família não morreu, que não lhes faltam inteligência, bravura cívica, coragem e altos sentimentos de nobreza, fenômenos que os enquadram entre as melhores e maiores famílias deste país da Santa Cruz.”

Com base neste relato e no da professora Zilma Ferreira Pinto, fiz minhas pesquisas.
Encontrei alguns registros onde consta FRANCISCO TEIXEIRA PINTO, FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA e, em outros, como FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO.

Em 1838, ele é padrinho de Rosa e, consta como Francisco Theixeira Pinto:
“Aos trinta de maio de mil oito centos e trinta e oito pelo Reverendo Manoel de Carvalho foi baptizada solenemente a parvola Roza de idade de mez e meio filha legítima de Antonio Rodrigues e Antonia Roza, pardos moradores no Cumati desta freguezia forão padrinhos Francisco Theixeira Pinto casado e Manoella Bezerra solteira, do que para constar fiz este assento que assigno”. (Livro de Batismo de Bananeiras).

No batismo do filho Manoel, em 1838, assina Francisco Teixeira da Silva.
imagem: family search
Aos três de setembro de mil oito centos e trinta e oito pelo reverendo vigário José dos Santos foi baptizado em solenidade o párvolo Manoel de idade de dois mezes filho legítimo de Francisco Teixeira da Silva e Carlota Maria, brancos e moradores nesta vila forão padrinhos Leonardo Bezerra e sua mulher D. Maria Luiza , o que para constar fiz este assento que assino. O vigário João Luiz Pereira Barboza Pinto de Lemos” (Livro de Batismo de Bananeiras).

Já em 1840, no batismo de José, aparece como Francisco Texeira da Silva Pinto.
imagem: family search
“José, pardo, filho legítimo de José Joaquim dos Santos e Mathildes Ribeiro, moradores no Cumati, com treiz meses de nascido foi por mim batizado aos vinte e nove de dezembro de mil oito centos e quarenta, forão padrinhos Francisco Theixera da Silva Pinto e sua mulher Carlota Correa de Lacerda.” (Livro de Batismo de Bananeiras).

Como Francisco Teixeira da Silva Pinto em 1843, quando foi padrinho de casamento de Antonio Frêre d’Amorim e Joanna Maria .Seu filho, Manoel, também aparece nos registros paroquiais de Araruna,
conforme abaixo.

“Aos vinte e oito dias de maio de 1866 na Matriz de N. Senhora da Conceição d’Araruna baptizei solenemente e puz os santos óleos à Luisa, parda com hum mês e onze dias de idade, filha legítima de João José da Silva e Josepha Maria da Conceição, moradores nas Guaribas desta freguezia, forão padrinhos Manoel Thexeira da Silva Pinto e sua mulher Líbia Maria da Câmera Pinto” (Livro de Batismo de Araruna).

O filho Joaquim, também, em Araruna em 1867.
“Aos vinte e oito dias de novembro de 1867 na Matriz de N. Senhora da Conceição d’Araruna baptizei solenemente e puz os santos óleos à Amélia, parda com trez dias de nascida filha natural de Maria do Carmo moradora nesta freguezia d’Araruna, foi padrinho Joaquim Ribeiro da Silva Pinto e Nossa Senhora.”
Assim, considerando os documentos acima, creio que FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO não veio do Recife e se estabeleceu em João Pessoa.
Ele viveu em Bananeiras, pelo menos durante dez anos, sendo provável que tenha casado naquela cidade com Carlota, que sem dúvida era natural de Bananeiras, local onde nasceram todos os filhos do casal.
O fato de alguns filhos do casal serem proprietários de terras nos sítios Buraco e Bacopari (locais ligados à família de Joaquim José Pinto e Manoel Jozé Pinto) me levam a crer não ser mera coincidência.
Assim, a conclusão lógica é que Francisco só pode ser parente muito próximo de MANOEL JOZÉ PINTO e de JOAQUIM.JOSÉ PINTO, respectivamente meu pentavô e meu tetravô. 
Pela data provável de seu nascimento (1814) FRANCISCO TEIXEIRA PINTO, só pode ser irmão ou filho de meu pentavô MANOEL JOZÉ PINTO, 
Não encontrei o registro de batizado de Manoel e nem do filho Joaquim, uma vez que os livros de Mamanguape, a quem pertencia Bananeiras, estão em péssimo estado de conservação, existindo lacunas de vários anos. Também, não encontrei nada relacionado a Francisco, o que não descarta o seu vínculo
com a minha família.
Pelas informações que obtive da professora Zilma, Francisco teria se casado em segundas núpcias com MARIA UMBELINA.
Em pesquisa nos livros paroquiais da freguesia de Nossa Senhora das Neves (João Pessoa) encontrei um Francisco Teixeira da Silva Pinto, casado com Maria Umbelina da Penha, que batizou os filhos Francisco em 01/10/1854, Izabel em 26/03/1856, Idalina em 10/04/1957 e Francisco em 01/11/1859.
Encontrei ainda, o registro do batizado de Arthur nascido em 01/02/1898, o qual seria filho de Arthur Pinto e Secunda Umbelina dos Santos.
Esta Secunda seria SECUNDINA UMBELINA DA SILVA PINTO, filha de UMBELINA e FRANCISCO, teria nascido por volta de 1861, em João Pessoa. Quanto ao ARTHUR, que aparece como ARTHUR PINTO DOS SANTOS, ainda é um mistério. Um dos filhos de JOAQUIM JOSÉ PINTO (meu tetravô - cuja pequena biografia tratei em outro post) se chamava ARTHUR, nasceu em 1857, em Bananeiras e dele não tenho maiores informações, o que me faz pensar que poderia ser a mesma pessoa, ou seja, o filho de Joaquim, neto de Manoel José Pinto, teria se casado com a filha do FRANCISCO (Chico Gago), o que poderia reforçar a tese do parentesco entre as famílias.
Ressalto que a esposa de JOAQUIM JOSÉ SANTOS se chamava INÁCIA, filha de ANTONIO DE SOUZA SANTOS e FRANCISCA GOMES D'OLIVEIRA (meus pentavós). Sendo perfeitamente factível que ARTHUR, filho de JOAQUIM  e INÁCIA, venha a adotar o sobrenome SANTOS,  vez que era comum na época os netos assumirem os sobrenomes dos avós.
Para sanar definitivamente a questão seria necessário pesquisas nos livros paroquiais de João Pessoa, para obter o registro de casamento de ARTHUR E SECUNDINA (ou SECUNDA como aparece também).
Considerando a data de nascimento de ERNESTINA (1895) e dos outros filhos: ARTHUR (01/02/1898) e UBALDINO (10/04/1899), o casamento ocorreu entre 1881-1894, um período bem grande para pesquisa em livros paroquiais, mas bem interessante, já que, com o conhecimento do nome dos pais do ARTHUR teríamos mais uma prova da ligação das famílias, a minha de MANOEL JOZÉ PINTO e a de FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO, embora eu tenha  a mais absoluta certeza de tal fato.  

FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO E CARLOTA CORREA DE LACERDA, teriam tido  JOSÉ (1836), MANOEL (1838), JOSEFA,  BARBARA (1846), JOÃO, JOAQUIM.

Destes filhos:
JOSE ANTONIO DA SILVA PINTO E ANNA EMILIANA (APARECE COMO EMÍLIA E EURELIANA) CANDIDA CAVALCANTE (falecida em 22/07/1885)
FILHOS:
1) JOSÉ ANTONIO DA SILVA PINTO (1860) QUE SERIA O Padre Pinto.
2) FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO ( 08/01/1862), foi casado  com TOLENTINA MARIA DE ALBUQUERQUE (aparece em Jardim do Seridó/RN, em 1889, como padrinho de Godofredo da Cunha Medeiros), .
3) ANTONIO AMÉRICO DA COSTA* PINTO (08/05/1863)
4)JOÃO FAUSTO DA COSTA* PINTO ( 19/12/1865)
5) PEDRO  AMÉRICO DA COSTA* PINTO (1867)
6) MANOEL  HILARIO DA SILVA PINTO (1873)
7) LUIS GONZAGA DA SILVA PINTO ( 21/06/1881)
8) AUGUSTO AGRIPINO DA SILVA PINTO (2/6/1883) . 
Além destes há notícia de MARIA ANNA, também filha do casal.

JOÃO TEIXEIRA DA SILVA PINTO E MAQUILINA DE MAGALHÃES MENEZES
1) LUIS – 14/11/1885
2) JOÃO – 14/11/1883
3) FRANCISCO  12/07/1884
4) JOÃO – 16/06/1887  


* - O sobrenome COSTA ainda não foi esclarecido. Provavelmente, deriva dos sobrenomes dos avôs/avós. Eu mesma tenho em minha árvore genealógica o sobrenome COSTA, o

# Minhas pesquisas atuais indicam um vínculo de parentesco de MANOEL JOZÉ PINTO, com JOÃO JOZÉ TEIXEIRA, morador no Bacupari, que foi padrinho de batismo da filha de Manoel, Bernardina, nascida em 19/0/1856..  A madrinha foi ENEDINA ALEXANDRINA, irmã de JOÃO JOZÉ TEIXEIRA, ambos solteiros na época. Manoel seria tio de JOÃO e de ENEDINA. 

BIBLIOGRAFIA PARA CONSULTA

Para consulta forneço a listagem abaixo.

ABREU, Capistrano de. Capítulos de História Colonial. Departamento Nacional do Livro. Disponível em <http://www.dominiopublico.gov.br>. Acesso em 21 de dezembro de 2011.
ALMEIDA, Horácio de. História da Paraíba. João Pessoa: Editora Universitária, 1978. 2 v.
__________, Brejo de Areia. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, 1957.
AMORIM, Hermano José de. Santa Cruz nos caminhos do desenvolvimento. Gráfica Santa Marta, 1998.
ANDRADE, Delmiro Pereira de. Evolução histórica da Paraíba do Norte. Rio de Janeiro: Editora Minerva Ltda., 1946.
BARBOSA, Rui. Limites entre o Ceará e o Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro: Cia. Brasil, 1904.
BEZERRA, Severino. Memórias históricas de Santa Cruz. Natal: Editora IHGRN, 1984, 143 p.
BARRETO, Carlos Xavier Paes. Primitivos colonizadores nordestinos e seus descendentes. Rio de Janeiro: Melso, 1960.
CÃMARA, Amphiloquio. Scenarios Norte-Riograndenses. Rio de Janeiro: Empresa Ind. Editora o Norte, 1923.
CÂMARA, Epaminondas. Municípios e freguesias da Paraíba. Campina Grande: Editora Caravela, 1997.
CASCUDO, Luís da Câmara. Nomes da terra: geografia, história e toponímia do Rio Grande do Norte. Rio Grande do Norte: Fundação José Augusto, 1968. 321 p.
_________, Histórias que o tempo leva. São Paulo: Monteiro Lobato, 1924, 236p.
_________, História do Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro: Ministério Educ.
e Cult. 1955. 524 p.
CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.) História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992.
DANTAS, SAMPAIO & CARVALHO. Os povos indígenas no Nordeste brasileiro. Um esboço histórico. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.) História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992. pp. 431-456. .
FARIA, Oswaldo Lamartine de. Sertões do Seridó. Brasília, 1980. 231 p.
FERNANDES, Irene Rodrigues da Silva. Processo de ocupação do espaço agrário paraibano. Textos UFPB/ NDIHR, nº 25. João Pessoa: [s.n], 1991.
FERNANDES, Ocione do Nascimento. Entre a Geografia e a História: um olhar sobre a obra de Irenêo Joffily. In: SÁ, Ariane Norma de Menezes e MARIANO, Serioja R. C. (Orgs.) Histórias da Paraíba: autores e análises sobre o século XIX. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2003. P. 139-147.
GUEDES, Paulo Henrique de Queiroz. A colonização do sertão da Paraíba: agentes produtores do espaço e contatos interétnicos. Dissertação de Mestrado em Geografia/UFPB. João Pessoa, 2006.
HERCKMANS, Elias. Descrição Geral da Capitania da Paraíba. João Pessoa: União Cia. 1982.
JOFFILY, Irenêo. Notas Sobre a Parahyba (1892): Edição Fac-Similada, acrescida de uma seleção das crônicas de Irenêo Joffily. Rio de Janeiro: Thesauros, 1977.
________ História da conquista da Parahyba. Campina Grande: Fund. Univ. Re.Nordeste, 1983, 102 p.
LEAL, José. Itinerário histórico da Paraíba. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, 1954.
LIRA, Augusto Tavares de. História do Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro: Leuzinger, 1921, 821p.
LEITE, S.J. SERAFIM. Breve História da Companhia de Jesus no Brasil (1549- 1760). Braga – Portugal: Livraria A.I, 1965.
LUCENA, Humberto Fonsêca de. A freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra de Araruna. João Pessoa: União, 2000. 190p.
MACHADO, Maximiano Lopes. História da Província da Paraíba. 2 ed. João Pessoa: Editora Universitária, 1977. 2 v.
MAGALHÃES JÚNIOR, R. Dicionário de Provérbios e Curiosidades. São Paulo: Cultrix, 1963.
MARIZ, Celso. Através do Sertão. Parahyba do Norte: Imprensa Oficial, 1910.
_______, Cidades e homens. 2ª. ed. João Pessoa: Governo do Estado da Paraíba, 1985.
MEDEIROS, Coriolano de. Dicionário Coreográfico da Paraíba. 2ª. ed. Rio de Janeiro: s. c. p., 1960.
MEDEIROS, Tarcízio Dinóa e MEDEIROS, Martinho Dinoá. Ramificações Genealógicas do Cariri Paraibano. Brasília: CERGRAF, 1989.
MEDEIROS FILHO, Olavo. No rastro dos flamengos. Natal: Fundação José Augusto,1989.
_________, Tarairius, extintos tapuias do Nordeste. Rev. Do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 358: 57-72; 1988.
_________, Aconteceu na Capitania do Rio Grande do Norte. Natal: Departamento Estadual de Imprensa, 1997.
MELLO, João Alves de. Rio Grande do Norte – Natureza e História. Natal: Imprensa Oficial, 1889.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Bases da Formação Territorial do Brasil: o território colonial brasileiro no “longo” século XVI. São Paulo: Hucitec, 2000.
MOURA, Pedro Rebouças de. Fatos da História do Rio Grande do Norte. Natal Companhia Editora do Rio Grande do Norte, 1986.
NASCIMENTO FILHO, Carmelo Ribeiro do. O historiador burocrata: uma análise historiográf OLIVEIRA, Elza Regis; MENEZES, Mozart Vergetti de; LIMA, Maria da Vitória Barbosa (orgs.). Catálogo dos documentos manuscritos referentes à Capitania da Paraíba existentes no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa. João Pessoa: Editora Universitária, 2002.MARIANO, Serioja R. C. (Orgs.) Histórias da Paraíba: autores e análises sobre o século XIX. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2003.
OLIVEIRA SOBRINHO, Reinaldo de. Anotações para a História da Paraíba. João Pessoa: Ideia, 2002; OLIVEIRA, Elza Regis. A Paraíba na crise do século XVIII: subordinação e autonomia (1755-1799). Fortaleza: BNB/
PARAÍBA, Governo do Estado da; Atlas Geográfico da Paraíba. Secretaria de Educação, UFPB. João Pessoa: 1985.
PINTO, Irineu Ferreira. Datas e Notas Para a História da Paraíba. João Pessoa: Imprensa Oficial, 1916. 2 v.
PINTO, Luis. Síntese Histórica da Paraíba. Rio de Janeiros: Gráfica Ouvidor, 1960.
_______, Um peregrino da fé: vida e obra do padre José Pinto. Rio de Janeiro: Editora Minerva, 1968, 86p.
________, Terra Seca. Rio de Janeiro: Ouvidor, 1961.
PINTO, Zilma Ferreira. Os Ferreira de Tacima – Paraibanos da Fronteira. João Pessoa: Riografic Editora Ltda., 2000.
PORTO, Costa. O Sistema sesmarial no Brasil. Brasília: EDUnB, s/d.
PUNTONI, Pedro. A Guerra dos Bárbaros: Povos Indígenas e a Colonização do Sertão Nordeste do Brasil, 1650-1720. São Paulo: Hucitec: Editora da Universidade de São Paulo: FAPESP, 2002.
RAMOS, José Leal. Itinerário da História (Imagem da Paraíba entre 1518 e 1965). João Pessoa: Gráfica Comercial, 1965.
SAINT-ADOLPHE, J.C. R. Milliet de – Diccionário Geográphico do Império do  Brazil - Tomos I e II. Pariz: P. Aillande, Guillard, 1863.
SOUZA, Laura de Mello (org.). História da Vida Privada no Brasil: Cotidiano e Vida Privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
TAVARES, João de Lyra. Apontamentos para a História Territorial da Paraíba. 2 ed. (fac-símile). Brasília: Centro Gráfico do Senado Federal, 1982. 2 v.
TRINDADE, João Felipe da – Servatis Ex More Servandis. Natal: Imagem Gráfica, 2008.ica da obra de Celso Mariz. In: SÁ, Ariane Norma de Menezes e

sábado, 4 de maio de 2013

PRÉ-HISTÓRIA DO NORDESTE BRASILEIRO


Extraído do livro GENEALOGIA SERTANEJA - Capítulo II

Inicialmente, devo dizer que é precário e limitado o conhecimento da origem do homem. As principais pesquisas datam do final do século XIX e muitas das descobertas ocorreram por puro acaso.
Não sabemos tanto quanto gostaríamos, mas é fato que há certo consenso que o “homo sapiens” apareceu há pelo menos 50.000 anos, mas somente no período compreendido entre 12.000 a 4.000 AC é que o homem deixou sua vida nômade, sedentarizando-se às margens de rios e lagos, cultivando plantas para sua alimentação, domesticando alguns animais para aperfeiçoar sua cadeia alimentar.
Foi nesse período que os primeiros agrupamentos surgiram.
No Continente Americano há indícios da presença humana há mais de 30.000 anos. Várias são as teorias para explicar a origem dos habitantes primitivos.Uns dizem que eles vieram a pé, pelo Estreito de Bering, outros que vieram das ilhas da Polinésia e mais recentemente afirmaram que vieram da África.
Atualmente, a periodização da pré-história mais aceita divide-se em quatro períodos: O Pleistoceno (caçadores e coletores com pelo menos 12 mil anos), Holoceno (Arcaico Antigo – entre 12 a 9 mil anos atrás), Arcaico Médio (9 mil a 4 mil anos atrás) e Arcaico Recente (a partir de 4 mil anos atrás) relacionado à agricultura e ao desenvolvimento da cerâmica.
No Brasil, a presença humana está documentada no período situado entre 11 e 12 mil anos atrás, mas é certo que estavam por aqui quando chegou o colonizador europeu, no início do século XVI, pouco importando de onde vieram.
José Azevedo Dantas1, que foi um “arqueólogo amador”, em suas pesquisas no interior da Paraíba e do Rio Grande do Norte coletou imagens de gravuras e pinturas rupestres em vários locais, como por exemplo, em Acari e Jardim do Seridó, demonstrando que aquelas regiões eram habitadas há pelo menos dez mil anos.
Lajes Pintadas (RN), cidade próxima a Santa Cruz tem seu nome atribuído às gravuras rupestres que existiam em pedras próximas a um riacho. Meu trisavô, Pedro Paulino Borges, pai de meu bisavô Joaquim Paulino Borges (também conhecido como Joaquim José Paulino ou Joaquim Paulino de Oliveira) foi proprietário de terras na região por volta de 1862. Seu neto Pedro Paulo da Costa viveu naquela cidade onde faleceu em 1987.
No município de Algodão de Jandaíra (PB), famoso pela Gruta dos Caboclos, existem ainda inscrições rupestres na Pedra da Letra. 
Infelizmente, não existem mais as inscrições em Lajes Pintadas, como em vários locais da região.
Meu pai dizia que antes da construção do açude de Inharé, em Santa Cruz (RN), havia alguns destes grafismos em pedras, e que chegou a encontrar restos de cerâmica, quando criança, num local perto de onde vivia (Sítio da Glória).
Embora não tenha encontrado nenhuma referência em livros sobre este assunto, acredito ser verdadeira a informação. Infelizmente, não é de meu conhecimento nenhum trabalho arqueológico feito em Santa Cruz (RN), Bananeiras (PB) ou em Solânea (PB), o que é uma pena, pois acredito serem sítios de excelente fonte
de pesquisa arqueológica.
O mais importante a ressaltar é que no Continente Americano, a definição de pré-história tem como referência o período anterior ao da chegada dos europeus ao continente, embora tradicionalmente o conceito de história e pré-história esteja ligado ao surgimento da escrita.
Assim, no caso da América, a civilização Maia, que se desenvolveu no México e na América Central, por possuir uma escrita elaborada não poderia ser considerada pré-histórica, mas o é, posto que estivesse por aqui antes de 1492 – data do “descobrimento da América”.
No Brasil, a população indígena estimada em 1500 era de mais de três milhões de pessoas, povoando o litoral e interior. É pouco, comparada ao número de habitantes que nosso país tem atualmente – cerca de 192 milhões de habitantes – mas, numerosa, se comparada à população de Portugal, naquele mesmo ano, que não chegava a 1,2 milhões de habitantes. O Brasil tinha, portanto, quase o triplo da população de Portugal – seu colonizador.
Na verdade, existem estudos que elevam esse número ao triplo, considerando os chamados “povos da Amazônia”, que até hoje não se sabe ao certo o número de seus indivíduos. Nossos livros didáticos são carentes destas informações.
As pinturas e gravuras feitas nas paredes de cavernas ou em outras pedras, conhecidas como rupestres, são evidências da existência do homem pré-histórico no Brasil. Representam rituais e festas que fazem parte de seu cotidiano. Mas é rara a existência de restos de esqueletos humanos e artefatos feitos pelo homem com ossos de animais, madeira ou pedras.
Achados como os de Lagoa Santa (MG) onde foi encontrado um fóssil humano considerado o mais antigo do Brasil, chamado de “Luzia”, de 11 mil anos, são raros.
No Nordeste, foram identificados vários grupos. Pesquisas recentes no Piauí comprovaram existir uma população considerável por volta de 4.000 AC.
As pinturas rupestres existentes em Lajes Pintadas (RN) demonstravam que havia um grande grupo que se deslocava pela região. Infelizmente, muitos sítios arqueológicos foram destruídos.

Estudos recentes demonstram a presença humana nas regiões do Brejo Paraibano e da Borborema Potiguar pelo menos há três mil anos.

CRIAÇÃO DA COMARCA DO RIO GRANDE DO NORTE - 1818



Alvará, pelo qual se cria nova Comarca do Rio Grande do Norte, desanexando-a da Comarca da Paraiba.
Eu El Rey Faço saber aos que este Alvará virem que tomando em consideraçao os graves prejuizos que ao Meu Real Serviço, ao interesse e segurança Publica, e á boa Administração da Justiça necessariamente resultão de se achar a Capitania do Rio Grande do Norte annexa á Comarca da Paraiba: Por não ser praticavel que um só Ministro, a quem hé summariamente custoso corrigir bem a Comarca da Paraiba pela sua grande extensao, tenha juntamente a seu cargo aquella Capitania que tambem abrange um vasto e dilatado territorio, e possa fazer nella, nos competentes tempos e na fórma devida, as Correiçoens, tão necessarias para se manter pela influencia saudavel da Authoridade e abrigo das Leis a segura fruição dos direitos pessoaes e reaes dos Povos: E Querendo dar as providencias proprias para que possão os Habitantes da mesma Capitania gozar dos vantajosos proveitos de uma vigilante Policia e exacta administraçao da Justiça, evitando-se as desordens e perigosas consequencias da impunidade dos crimes, tão frequente em Lugares administrados por Juizes Leigos, quando não sãoõ advertidos nas annuaes Correi çoens: Hei por bem Determinar o seguinte :
I. A Capitania do Rio Grande do Norte ficará desmembrada da Comarca da Paraíba  e formará uma Comarca separada, que Sou Servido Crear com a denominação da Comarca do Rio Grande do Norte, tendo por Cabeça a Cidade do Natal, e os limites que se achão assignados para a mesma Capitania.
II. O Ouvidor que Eu Houver por bem Nomear terá a mesma Jurisdicção que o da Comarca da Paraíba  e observarão mesmo Regimento no seu Districto, guardando todas as mais Leis, Ordens e Regimentos que são dados aos Ouvidores deste Reino do Brazil.
III. Vencerá o mesmo Ordenado, propinas e emolumentos, que vence o Ouvidor da Paraiba; e na sua Comarca lhe pertencerão os Cargos c Jurisdicçoens, que lhe costumão ser annexos na forma das Minhas Reaes Ordens.
IV. Para satisfazer plenamente as suas obrigaçoens: Sou Servido Crear para esta Ouvidoria os Ofiicios de Escrivao e Meirinho; e as Pessoas que forem nelles providas, os servirao na fórma das Leis e Regimentos, que a este fim se achão estabelecidos, e vencerao os Salarios, caminhos e raza que percebem os da Comarca da Paraiba.
E este se cumprirá como nelle se contém: Pelo que Mando á Mesa do Desembargo do Paço, e da Consciencia e Ordens; Presidente do Meu Real Erario; Conselho da Minha Real Fazenda; Regedor da Caso da Supplicação; Governadores e Capitaens Generaes; Governadores; Ministros e mais Pessoas, a quem pertencer o conhecimento deste Alvará, o cumprão e guardem, não obstante qualquer decisão em contrario, que hei por derogada para este effeito somente! E valerá como Carta passada pela Chancellaria, posto que por ella não há de passar, e que o seu effeito haja de durar mais de um anno, sem embargo da Lei em contrario.
Dado no Palacio da Real Fazenda de Santa Cruz em dezoito de Março de mil oitocentos e dezoito.



segunda-feira, 29 de abril de 2013

HISTÓRIAS DE TRANCOSO II - O QUE É DO HOMEM BICHO NÃO COME


Extraído do Livro Genealogia Sertaneja - CAPÍTULO XI

O QUE É DO HOMEM O BICHO NÃO COME
Havia um casal, cuja mulher que era muito trabalhadora e o marido preguiçoso passava seus dias se balançando em uma rede. A mulher já não aguentandoa situação, pois trabalhava dia e noite para sustentar a casa e os filhos. Mandava o marido trabalhar, ao que ele falava: “o que é do homem, bicho não come”.
No reino onde morava, o rei tinha três escravos, os quais lhe roubaram o anel de brilhantes.
O rei não sabia quem tinha roubado o anel, mas resolveu oferecer uma recompensa muito grande, em ouro e pedras preciosas, para quem informasse quem tinha roubado seu anel.
Várias pessoas foram adivinhar quem teria sido o criminoso, mas não conseguiram identificá-lo e nem localizar o anel. Com raiva, o rei mandava matar a todos.
Até que o homem preguiçoso disse para a esposa que iria adivinhar onde estava o anel. A esposa não queria que ele fosse, pois tinha certeza que o rei iria mandar matá-lo, já que ele não sabia onde estava o anel.
Na verdade, ele não sabia mesmo, só iria dizer que sabia, e só diria o local após três dias, durante os quais o rei deveria dar-lhe tudo do bom e do melhor (a melhor comida, a melhor roupa o melhor aposento do castelo e tudo mais que pedisse).
Chegando ao castelo, começou a por em prática seu plano: passar os três melhores dias de sua existência antes da morte.
E assim ocorreu. No primeiro dia, à noite, quando um dos escravos do rei veio lhe trazer uma ceia, ele disse em voz alta: DOS TRÊS JÁ VI UM!
Em verdade, disse isso se referindo aos três dias, mas o escravo pensou que estava se referindo a ele.
No dia seguinte, depois de comer todas as melhores comidas e se divertir com todo o luxo do castelo, foi para seu quarto à noite, onde encontrou outro dos três escravos do rei que viera lhe trazer a ceia.
Como no dia anterior, disse: DOS TRÊS JÁ VI DOIS!
O escravo ficou horrorizado, saiu correndo e foi ter com seus companheiros e ficou acertado que o terceiro escravo serviria a ceia no dia seguinte.
Ao final do terceiro dia, o último escravo foi ter com ele. Os outros dois ficaram na porta do quarto.
Então o homem disse: DOS TRÊS JÁ VI TRÊS!
Os escravos apavorados se ajoelharam aos seus pés e pediram-lhe pelo amor de Deus que não contasse ao rei, entregando o anel ao homem. Como estavam muito nervosos, o anel caiu ao chão e um peru, que estava próximo, imediatamente comeu o anel.
O homem pegou o peru e foi ter com o rei dizendo que o anel estava dentro do peru.
O rei, que já tinha perdido o anel que gostava, disse que não mataria o peru de estimação para tirar o anel sem antes testar mesmo seu poder de adivinhação.
Então, pegou uma porca e colocou-a dentro de um quarto e perguntou-lhe se ele era capaz de adivinhar o que tinha dentro do quarto. O homem disse: “É agora que a porca vai torcer o rabo”. O rei, surpreso com a resposta, mas não satisfeito ainda, pegou um pote e o encheu todo de fezes, lacrou direito e colocou perfume.Mostrou o pote ao homem e perguntou se ele era capaz de adivinhar o que tinha dentro. Apavorado, ele falou: “Bem que minha mulher me dizia que minha vida iria terminar em titica”.
O rei, satisfeito, matou o peru, tirou o anel e deu ao homem muitas moedas de ouro e muitas joias, ficando ele rico.
O homem voltou para casa e entregou o dinheiro à mulher, voltou para a sua rede onde vivia falando: “O que é do homem, o bicho não come”.

domingo, 28 de abril de 2013

LIVROS DO INÍCIO SEC. XIX QUE MENCIONAM BANANEIRAS/PB

1) No livro Memórias históricas do Rio de Janeiro e das províncias annexas a jurisdição - José de Souza Azevedo Pizarro e Araújo - publicado 1822 - p. 189. Fonte: google books.
No verbete VILLA REAL DO BREJO DE AREIA temos:
"Villa creada em 18\05\1813.... a povoação e muito crescida e vai se espalhando diariamente com os estabelecimentos novos de várias fábricas, onde se distila a aguardente e se faz o mel para o fornecimento do povo e dos habitantes dos sertoens... no termo desta villa existem a povoação do BREJO DAS BANANEIRAS, que rival e opulenta disputa ser também creada em villa, tendo ali uma capella dedicada a Santa Anna; a de Garabira, com outra capela, a de Boa Vista* também com outra capela e de Santo Antonio do Molunga**, com capela dedicada ao mesmo santo"
* -Existe uma cidade perto de Campina Grande chamada Boa Vista, que teria sido fundada por TEODÓSIO DE OLIVEIRA LEDO no final do século XVII. Todavia, nas minhas pesquisas encontrei que a construção da primeira capela no local só foi iniciada em 1818, restando concluída em 1838, o que parece indicar que não se trata da mesma capela e sim de outra SANTO ANTONIO DA BOA VISTA, erigida na aldeia do mesmo nome, que já mencionei em outro tópico do blog.
** também chamada de Santo Antonio dos Molungús.

2) No livro Diccionário Geographico Histórico e descriptivo do Imperio do Brazil - Volume I - p. 173- de 1845 de J. C. R Milliet de Saint-Adolphe de 1845. Fonte: google books.
BANANEIRAS- Villa medíocre e de pouco trato da província da Paraíba, foi originalmente uma povoação do mesmo nome, a qual como se fosse engrossando, e tornando-se sucessivamente mais populosa, a assembleia provincial por lei promulgada no anno de 1835, a elevou a categoria de villa. Sua igreja de que é padroeira Santa Anna só depois desta época é que foi condecorada com o título de parochia do Brasil. Há nesta villa uma feira no sítio chamado Várzea ***
*** Creio que se trata de Tacima, antigamente chamada de VARZEA de TACIMA.

3) No livro Memórias contendo a biographia de Vice Almirante Luiz da Motta Feo e Torres, de João Carlos Feo Cardoso de Castelo Branco e Torres, de  1825, p. 129, fala da povoação de Bananeiras, como distrito de Mamanguape, já em 1805.