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segunda-feira, 7 de junho de 2021

MINHA ASCENDÊNCIA ATE MANUEL AFONSO PAVÃO

 

! -  MANUEL AFONSO PAVÃO, o Velho, , veio de Portugal já casado para a Ilha de São Miguel nos Açores, Segundo Rodrigo Rodrigues , “ no tempo do 5.º capitão donatário, Rui Gonçalves da Câmara (Vide Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXIX). Foi morador primeiramente em Água de Pau.” Casou com Isabel Manuel, citada pelo genealogista micaelense Padre Belchior Manuel, que diz que a mulher deste Manuel Afonso Pavão fora ISABEL MANUEL. Foram os primeiros povoadores da Vila de Agua de Pau, em São Miguel e tiveram

2 - JOÃO MANOEL RODRIGUES PAVÃO, também conhecido como João Manuel Pavão, que também se chamou João Manuel de Vasconcelos (Vide Frutuoso, Livro IV, Caps. XXIX e CX),se CASOU INÊS DE OLIVEIRA DE VASCONCELOS, tiveram

3 - GUIOMAR DE OLIVEIRA, a quem Frutuoso chama também Isabel de Oliveira Vasconcelos (Vide Frutuoso, Livro IV, Cap.º CX)   se casou com na Bretanha, Ilha de São Miguel Nos Açores com o capitão SEBASTIÃO AFONSO DE SOUSA LEDO (filho de Afonso Ledo e de mãe desconhecida)  tiveram

4 - FILIPA DE VASCONCELOS , nascida aproximadamente em 1550, segundo Rodrigo Rodrigues era moradora nos Mosteiros com o marido, onde ambos venderam uma terra nos Ginetes por escritura de 30.9.1607 ( Fructuoso Liv.º IV, Cap.º CX § 3.º onde diz ser já casada e com filhos). Casou com PEDRO DE TEVE DE MESAS, capitão dos Mosteiros , tiveram:

5 - CLARA DE TEVE DE VASCONCELOS, moradora nos Mosteiros. Casou com ANDRÉ GONÇALVES tiveram:

6 -  MANUEL DE TEVE, casou em S. José de Ponta Delgada a 4.3.1651 com ANA CABRAL Tiveram

7 -       TERESA CABRAL, casou em S. José de Ponta Delgada a 16.11.1681 com JOÃO DA COSTA, filho de Manuel da Costa e Bárbara Garcia, da freguesia de S. José de Ponta Delgada.Tiveram:

8 - AGUEDA CABRAL OU DOS SANTOS, casou em S. José de Ponta Delgada a 5.4.1706 com MATIAS DE SOUSA, filho de Sebastião de Sousa a Ana de Andrade, da freguesia de S. Pedro de Ponta Delgada.

Tiveram:

1-       Josefa da Conceição, natural da freguesia de S. Pedro de Ponta Delgada e aí casou a 8.3.1734 com Lourenço Borges (Cap.º 146.º § 1.º N.º 10).

2 -        José de Sousa, c. em S. Pedro de Ponta Delgada a 6.1.1749 com Francisca Rosa, filha de Paulo Vieira e Ana da Silva.

3 -        Agostinha Francisca, natural de S. Pedro desta cidade e casou em S. José de Ponta Delgada a 28.4.1751 com Miguel Tavares do Rego, filho de José Velho e Maria Tavares do Rego

Josefa e Lourenco tiveram

9 - BARBARA FRANCISCA nascida em 3/12/1741 em São pedro de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores. Casada com ANTONIO JOSÉ TORRES, tiveram

10 - FRANCISCO BERNARDO casado com Laureana Joaquina,  triveram

11 -  ANTONIO JACINTO BORGES Casado a 27 de Novembro de 1809 ANA JACINTA DE JESUS, nascida a 6 de Outubro de 1792, São Pedro de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel tiveram :

12 -  JOAQUIM ANTONIO DE MEDEIROS, nascido a 14 de junho de 1827, Rosário da Lagoa, Ilha de São Miguel, faleceu a 15 de julho de 1913, Três Rios/ RJ/ BRASIL, Casado com JACINTHA CÂNDIDA BOTELHO, nascida a 26 de julho de 1838, São Roque do Rosto de Cão/São Miguel... tiveram:

 13-   MARIA DAS MERCÊS BOTELHO DE MEDEIROS, nascida a 21 de setembro de 1856, Lagoa, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, falecida em 1905, Três Rios/RJ – Brasil. Casada com MANOEL PEREIRA GOMES, nascido a 6 de agosto de 1842, Santa Eulália, Cabanelas, Vila Verde, Braga, Portugal, tiveram:

14.  ELVIRA PEREIRA GOMES, nascida a 20 de outubro de 1883, Três Rios, Rio de Janeiro, Brasil, batizada a 24 de fevereiro de 1884, TRES RIOS/ RJ/ BRASIL. Casada com Pierre AUDEBERT, nascido a 23 de Setembro de 1879, Les Charreaux, Dordogne, França, falecido a 26 de Novembro de 1944, Rio de Janeiro/RJ . tiveram:

15.  DAGMAR PEREIRA GOMES AUDEBERT (minha mãe)

 

 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

CRISTÃOS NOVOS NA PENINSULA IBÉRICA

                 Para entender melhor o panorama existente nos Açores em relação aos processos que tramitaram perante o Tribunal do Santo Ofício, território autônomo de Portugal, durante os séculos XVI, XVII e XVIII, necessário se faz explanar sobre a conversão obrigatória dos judeus na Península Ibérica.

Inicialmente, devemos registrar que há provas documentais da presença de judeus na Península Ibérica desde a Antiguidade.

Durante séculos os judeus que viviam no território que hoje conhecemos como Portugal e Espanha não tiveram maiores problemas. Mas, com o passar do tempo, a comunidade prosperou tanto, devido principalmente, ao grande comércio português, pois contava com a participação significativa dos judeus. Tal situação gerou insatisfação, principalmente levando-se em conta que as comunidades judaicas começaram a crescer muito acumulando riquezas que deixavam os demais com muita inveja.

Somando-se a isso, apoiados na expulsão dos judeus da Espanha (Andaluzia), tal fato culminou com a conversão obrigatória de 1497, no reinado de D. Manuel I, quando todos os judeus que não conseguiram sair do país foram batizados compulsoriamente, tiveram que abandonar os seus nomes e adotar nomes cristãos (quer nomes próprios, quer de família).

A princípio, foi dado o prazo de dez meses para que os judeus deixassem o reino. Mas, em face da evidente perda financeira e de mão de obra especializada que ocorreria com a saída dos judeus, foi feita a conversão forçada ao cristianismo, quando foram batizados em pé e à força, sendo designados cristão-novo ou converso/convertido (ele e seus descendentes), em contraposição aos cristãos-velhos. A expressão foi muito difundida pelo Tribunal da Inquisição.

Sem permissão para o funcionamento de sinagogas, sem rabinos reconhecidos, impedidos da leitura de textos sagrados do judaísmo, grande parte desses cristãos novos, mesmo após a conversão, continuavam fieis da sua religião original, o que ameaçava o catolicismo. Esses cristãos-novos (denominados criptojudeus ou, de forma pejorativa, marranos) inventaram formas de esconder sua convicção religiosa. E, não tiveram mais sossego. Muitos foram perseguidos, razão pela qual fugiram para o norte da África, Países Baixos, Brasil e Açores (lugares receptivos para os cristãos-novos por poderem praticar suas atividades com relativa liberdade).

Em Portugal, até a última década do século XV, a situação ainda era melhor que na vizinha Espanha, pois a partir de 1478, com a fundação da Inquisição Espanhola, os cristãos novos viraram foco dela, que, por óbvio, não julgava sincera a adesão forçada ao catolicismo.

Em 1492, veio o decreto de expulsão do reino caso recusassem a conversão. Tal medida dos reis católicos, Fernando e Isabel, buscava a unificação dos reinos de Aragão e Castela. Com isso muitos cristãos novos castelhanos fugiram.

Apesar das conversões forçadas dos judeus para o catolicismo, no qual se tornavam cristãos-novos, como já dissemos, estes, com raras exceções, não se convertiam de fato; apenas se passavam por católicos para usufruírem os mesmos privilégios dos demais cidadãos. Em sua particularidade, viviam sua religiosidade.

O Tribunal do Santo Ofício sabia da prática do criptojudaísmo e por isso, infiltrava-se no seio das famílias hebraicas, como em geral eram chamadas tais famílias.

O Tribunal do Santo Ofício da Inquisição em Portugal foi instituído, definitivamente, depois de diversas tentativas, pela Bula do Papa Paulo III, em 23 de maio de 1536, isto é, quarenta anos após a "expulsão" dos judeus das terras lusitanas, em 5 de dezembro de 1496, por édito promulgado pelo rei Dom Manuel I. Geralmente os “crimes” condenados pela Inquisição eram a bruxaria, bigamia, protestantismo, judaísmo, islamismo, homossexualismo e outras “heresias”.

“O tribunal do Santo Ofício lançou os seus tentáculos sobre o arquipélago dos Açores em meados dos anos 50 do século XVI. De fato, em 1555, recebeu alguns açorianos enviados presos pelo bispo de Angra. Era a "entrada" no arquipélago de um tribunal que vinha abrindo espaço de manobra por todo o reino e seus domínios. À leva de detidos de 1555, outras se seguiram, as quais, a par com a finta realizada aos cristãos-novos das ilhas em 1558, fizeram de 1555-1559 um quadriénio fundamental para a afirmação do Santo Ofício nos Açores. Em 1575-1576 realizou-se a primeira visitação inquisitorial ao arquipélago. Esta e as duas que se lhe seguiram, a de 1592-1593 e a de 1619-1620, foram momentos fundamentais na implantação do tribunal nos Açores, traduzindo-se por algumas prisões e pela clara e efetiva tomada de consciência, por parte dos açorianos, de que a partir de então nada voltaria a ser como antes”. ***    

A Inquisição processou por judaísmo, entre 1557 e 1802, 112 moradores no arquipélago dos Açores. Mas, muitos foram os que o tribunal inquiriu de outras formas, nomeadamente nas visitações. Nas de 1592-1593 e 1619-1620, foram denunciadas várias pessoas, muitos castelhanos ou filhos e netos desses.

Em geral, eram os hábitos das pessoas que promoviam as denúncias. Por exemplo: se guardavam o sábado, se não comiam carne de porco, se trabalhavam aos domingos, se não observavam os demais preceitos da Igreja Romana, de acordo pleno com suas normas. Podemos dizer que muitos cristãos-novos e seus descendentes mantiveram seus hábitos oriundos do judaísmo, sendo certo que embora tenham teimosamente persistido na religião de Moisés, houve cristãos-novos e/ou seus descendentes que a Inquisição não conseguiu pegar. Logo, o número de cristãos novos nos Açores foi muito maior do que aqueles que foram processados pela Inquisição.

 

*** A INQUISIÇÃO E OS SOLDADOS DOS PRESÍDIOS AÇORIANOS (1592-1619), Paulo Drumond Braga, https://repositorio.uac.pt/bitstream/10400.3/279/1/Paulo_Braga_p. 55-63.pdf

 

 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

OS CRISTÃOS NOVOS CAMILA FERNANDES e DOMINGOS GONÇALVES (O ‘PINTA DIABOS”) PARTE II

PARTE II

Além do Caderno de Bivar, dos apontamentos do Gayo, temos ainda alguns processos que confirmam a origem judaica Sefardita da FAMÍLIA PEREIRA DO LAGO.

Inicialmente, devemos observar que o casal CAMILA FERNANDES (que aparece também como Camila Fernandes de ANDRADE) e DOMINGOS GONÇALVES, o Pinta Diabos (que aparece como Domingos Gonçalves CARDOSO ou Domingo Gonçalves PINTO), foram os pais de BRANCA CARDOSO DA SILVA, a qual viveu em São Veríssimo de Tamel *, foi casada com o Capitão GREGÓRIO VELOSO CERQUEIRA.

Casamento   


"Aos quatro dias do mês de outubro do anno de seiscentos e dezesseis foram recebidos por palavras de presente na forma do sagrado concílio tridenttino Gregório Velloso da freguesia de Sª Mª de Galegos com Branca Cardoso, irmã deste abade João Cardoso, da Villa de Barcellos. Estando por testemunhas Gonçalo Rebello da Villa de Prado e Sebastião da Rocha Pimentel da Villa de Prado e do Licenciado Hieronimo Coelho da Villa de Barcellos e Matheus Gonçalves vigário de Sta. Marinha de Remelhe que recebeu a eles noivos..".

Esse registro nos dá a informação e que Branca Cardoso era irmã do abade João Cardoso, de Barcelos, como também a origem de Gregório Veloso como sendo da Freguesia de Santa Maria de Galegos. E, uma forte ligação com a Vila do Prado, local das testemunhas do casamento (tempos depois a filha do casal, MARIA. Se casa com ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO que era da Vila do Prado).

O mesmo abade João Cardoso batizou a sobrinha Maria, filha do casal, em 13/12/1618 


"Aos treze de dezembro de seiscentos e dezoito baptizei eu João Cardoso, abade de S. Veríssimo a Maria, filha de Gregório Velloso, meu cunhado e freguês. Foram compadres o reverendo abade de xxxx Baltazar Gonçalves e comadre Izabel Vellosa, sua avó, da freguesia de Santa Maria de Galegos e por assim passar na verdade aqui ponho minha fé..."

 Gregório nasceu por volta de 1580 e era filho do Capitão Pedro Alvares de Freitas e Isabel Veloso Cerqueira. Faleceu em 03/03/1638, em São Veríssimo, Tamel. (A freguesia de Galegos era vizinha a Freguesia de São veríssimo)

Justamente Gayo, no já citado Nobiliário de Famílias de Portugal, na página 295 dispõe que Maria de Andrade como sendo filha de Branca e de Gregório e neta de CAMILA FERNANDES E DOMINGOS (consta como sendo DOMINGOS FERNANDES e não DOMINGOS GONÇALVES, o que foi um erro do historiador)

 

 


 Vemos que esse cita os filhos do casal ALEXANDRE PEREIRA DO  LAGO e MARIA DE ANDRADE, dentre eles FELIX PEREIRA DO LAGO, que foi abade de Cabanelas.

No processo de INQUIRIÇÃO DE GENERE de FÉLIX PEREIRA DO LAGO (também conhecido como FÉLIX DE ARÁUJO PEREIRA) de 1672, peça chave na comprovação da ancestralidade judaica da família, inquisidor concluiu pelo impedimento de Félix haja vista ter descoberto que este “por parte de sua mãe tem parte de cristão novo”.


https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QS7-89CZ-33JK?i=16&wc=SSVC-8PN%3A363117701%2C363515401%2C363523101%2C363524701&cc=2125025

Já no processo de ADRIANO DE AZEVEDO, de 1691, filho de Gabriel de Azevedo e de sua mulher Hierônima de Andrade Veloso, natural da freguesia de São Veríssimo de Tamel, disse ser Hierônima, filha legítima de Gregório Veloso e de sua mulher BRANCA CARDOSO, esta filha de CAMILA FERNANDES.

 


O impedimento procedeu da via materna do então embargante e de sua bisavó CAMILA FERNANDES (por se dizer que Hieronima e Branca eram sobrinhas das judias chamadas Ricas). 


“... João Card
oso era da nação hebreia por ser filho de CAMILA FERNANDES natural que foi da Vila de Barcelos mulher de DOMINGOS GONÇALVES CARDOSO

 https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QS7-L9HY-R49B?cc=2125025

Na habilitação para familiares do Santo Ofício de ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO, do ano de 1715, neto do ouvidor ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO, casado com a MARIA DE ANDRADE, bisneto de Branca Cardoso, trineto de Camila e Domingos Gonçalves,  a maioria das testemunhas ouvidas confirmaram a fama de cristãs novas de BRANCA CARDOSO   e  de sua filha   MARIA DE ANDRADE VELOSO,   apesar de não conhecerem a origem da fama atribuída às mesmas e seus descendentes, apenas conjecturavam, sendo que alguns,  por ouvirem dizer de seus pais ou outras pessoas já falecidas,  acreditavam que isso se devia ao fato de que BRANCA CARDOSO, “ter se “criado em Barcelos em casas de umas judias,  a  quem chamavam as RICAS, e que não tendo herdeiros lhe deixaram os seus bens”.

Após serem ouvidas várias pessoas acerca da “limpeza de sangue de ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO”, a conclusão do inquisidor foi de que por parte de sua avó materna, chamada Maria de Andrade Veloso, casada com seu avô Alexandre Pereira do Lago – seu homônimo, “era o dito habilitante tido e havido por cristão novo e assim era a fama geral e constante”....e “tão geral e vulgar é esse defeito de sangue que se opões ao habilitante que me parece o não ignorar aquelas pessoas que dele algum conhecimento tem”.



A habilitação está incompleta .

http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2344089

 O último foi a habilitação para familiar do Santo Ofício de JERÕMINO PEREIRA DO LAGO, onde Domingos Gonçalves e Camila Fernandes são citados como pais de três filhos: JOÃO CARDOSO, que se ordenou de ordens santas e foi Abade da dita freguesia de São Veríssimo de Tamel, MANOEL CARDOSO que também foi sacerdote e faleceu em Barcelos e BRANCA CARDOSO, avó de Jerônimo, filha de CAMILA FERNANDES das partes de Fonte Arcada, concelho de Lanhoso, como era tradição servir a Barcelos umas mulheres chamadas RICAS que padeciam fama de cristãs novas.






  https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2329727

Assim, diante de todas essas provas podemos afirmar que DOMINGOS GONÇALVES e CAMILA FERNANDES eram cristãos novos e que seus descendentes, por muitos anos, carregavam consigo a fama de seus ancestrais.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

JUDEUS EM PORTUGAL - A CONVERSÃO FORÇADA DE 1497

 

Inicialmente, devo registrar que há referências da presença de judeus na Península Ibérica desde a Antiguidade. Durante séculos os judeus que viviam no território que hoje conhecemos como Portugal e Espanha não tiveram maiores problemas. Mas, na medida que o tempo passava, tal comunidade prosperou devido, principalmente, ao grande comércio português, com participação significativa dos judeus. Tal situação gerou insatisfação na população não judaica, principalmente pelo fato das comunidades judaicas acumularem grandes fortunas e controlarem o comércio local.

O fato dos judeus terem religião própria, com suas tradições foi de encontro a fé católica, que culpava os judeus pela morte de Jesus Cristo. Somando-se a isso as grandes fortunas acumuladas por eles, baseada na usura que os judeus praticavam nas transações comerciais, o que via de regra, causava disputas econômicas e discórdias acabou por dar origem a uma série de acontecimentos que lhe foram desfavoráveis.   

Em 1492, os reis FERNANDO e ISABEL, emitiram o Decreto de Alhambra, expulsando os judeus dos reinos de Castela e Aragão, o que culminou em uma migração destes para as fronteiras com Portugal onde procuraram abrigo. Muitos refugiados esperavam que o decreto de expulsão fosse revogado, possibilitando assim o regresso a Espanha. Fato esse que não aconteceu.

Em 1496, D. Manoel I (apelidado de o Venturoso) de Portugal casou com D. Isabel I (filha dos reis católicos, Fernando e Isabel, que emitiram o decreto de expulsão dos judeus). Uma das condições do casamento era que o rei português devia expulsar os judeus de Portugal.

Já no mês seguinte ao casamento ele decretou a ordem de expulsão dos judeus (e dos mouros também). Caso não o fizessem seriam condenados à morte e todos seus bens seriam confiscados pela coroa. Uma época terrível para os judeus. Mas, tal decisão não foi muito bem vista pelo Conselho de Estado, vez que com a saída dos judeus de Portugal ocorreria também a saída de capitais do país, prejudicando a economia nacional.

Em consequência, temendo a derrocada financeira de Portugal o rei D. Manoel I ordenou que aqueles que se convertessem ao cristianismo poderiam permanecer no país. Dando o prazo para que esses judeus fossem batizados até a Pascoa de 1497. Os que não conseguiram fugir foram convertidos forçadamente.

Os que saíram do país levaram grande parte de suas fortunas, o que levou o rei em 1499 a proibir negócio (comércio) com os judeus e impedia os conversos de saírem do reino sem prévia autorização.

Muitos dos convertidos, chamados de cristãos novos (XN) conservaram a fé e as tradições judaicas, ou seja, continuaram a praticar o judaísmo ainda que em segredo, Só se convertiam na palavra.

Por conta de um incidente que ocorreu em abril de 1506, envolvendo um cristão novo e cristãos velhos, uma série de conflitos ocorreram. Muitos cristãos novos foram assinados, queimados em fogueiras e seus bens pilhados.  Massacres ocorreram em Lisboa. Arrombavam portas de casas, em busca de cristãos novos os quais eram queimados vivos. Mais de 3 mil pessoas morreram em apenas 3 dias.

Em Barcelos, cidade antiga da região do Minho (que desde 1177 já era mencionada) havia um “bairro” exclusivo de judeus, pelo menos desde 1369. Tal bairro estaria próximo ao Hospital, perto da praça da vila que tinha uma sinagoga. Na época da expulsão contava com dois rabinos, e a Judiaria de Barcelos ficava na Rua Nova, que depois chamou-se Rua dos Lanterneiros (atualmente Rua do Infante D. Henrique). À comuna judaica integravam-se um outro grupo de cristãos-novos vindos doutras localidades, notadamente Guimarães e Porto. Doravante, as fronteiras étnicas foram-se erodindo quer pelo casamento, quer pela conversão. 

O mais interessante documento conhecido, segundo Manuel Abranches de Soveral, sobre os nomes adaptados pelos judeus batizados é uma genealogia dos cristãos-novos de Barcelos, escrita nos finais do século XVI, onde se inventariam todos os cristãos-novos da cidade, começando cada família com o judeu batizado (cristão novo), dando o seu nome original e, logo após, o nome que então adotou.

Cabe ressaltar, que foi regra geral à época, os judeus convertidos terem adotado patronímicos portugueses. Naquele tempo, da conversão, a comunidade era pequena. Segundo consta, dois de seus membros eram vistos como Rabinos: Mestre Thomáz da Victória e Isaac Cohen, ambos casados e com grande descendência. Os outros eram Francisco Netto e a esposa Velida Ruiva, Micol e Junca Montezinho, Velida e Isaac Rua, Rica e Mosén Montezinho, os castelhanos Benvinda e Junca Bencatel; Salomão Pés e sua esposa Mazaltov (filha do Rabino Cohen) e o casal Orovida e Santo Fidalgo – personagens deste ensaio genealógico.

E de Rica, minha ascendência, a qual tratarei em outra postagem no blog.

A esses judeus se integravam um grupo de cristãos-novos, como a família dos “Piolhos do Rabo”, vinda de Guimarães; dos “Salta em pé”, os “Cains” e as irmãs tripeiras de Vitória Braga.  Através das alianças comerciais ou matrimoniais essas famílias permaneceram unidas, não sendo difícil encontrar várias entroncadas. Talvez seja pela hostilidade local, já eu odiavam os judeus, o fato é que essas famílias permaneceram unidas por muito tempo.

Um fato interessante é que sessenta anos depois desta Conversão, observado o prazo da tolerância para a inserção, a Inquisição prendeu 23 cristãos-novos oriundos deste grupo. Pelos depoimentos é possível constatar que ainda restavam traços do Judaísmo nestas pessoas (GUERRA, Luis Bivar). Quase todos ainda “guordava ho sábado milhor q. pudia”, “assendia as suas candeias” e vestiam “camisas lavadas”. Lembravam-se do Yom Kippur (Dia do Perdão), “não comendo senão hua vez a noute”. Jejuavam várias vezes, o jejum da Rainha Esther e “o da destruição do tempollo de Jerusalém” (o 9 de Av). Observavam o Pessach (Páscoa). GUIOMAR FERNANDES casherizava (fazia a comida de acordo com as leis alimentares judaicas), “desnervava a carne”. Todos acreditavam que “não era vyndo o mexias”. Maria Zores acrescentava que “avia de vir ate ho anno de sessenta”.

Válido lembrar que era proibido o funcionamento de sinagogas, os textos sagrados do judaísmo, e, vedado alguém ser rabino. Mas, uma grande parcela desses cristãos novos continuaria a judaizar secretamente, ameaçando o catolicismo, sendo esta, inclusive a causa primaz para a instauração do Tribunal do Santo Ofício em Portugal a partir de 1536. Consequentemente, as principais vítimas (cerca de 80%), das quais mais de quarenta mil pessoas envolviam cristãos novos, em grande parte, acusados de judaísmo.

Muitos dos meus ancestrais, assim como de muitos brasileiros, descendem deles. Mais de 500 anos se passaram da conversão obrigatória de Portugal, e, foi por reconhecer a injustiça com esse povo que Portugal editou em 2015 o Decreto- leu 30_A/2015 que passou a conceder a nacionalidade portuguesa aos descendentes dos judeus Sefardita.

Pelo interesse na nacionalidade, muitos brasileiros foram atrás de suas arvores genealógicas até chegarem ao seu ancestral cristão novo (cerca de 12 a 19 gerações acima da sua) e buscam junto à COMUNIDADE ISRAELITA DE LISBOA (CIL) a certificação de ser descendente (condição primária para a concessão da nacionalidade portuguesa).

Em consequência, ocorreu um aumento de sites de genealogia e publicações de livros a respeito, pois como disse anteriormente, são muitos os brasileiros descendentes dos cristãos novos. Eu descendo de alguns, Pelas minhas pesquisas, pelo menos 5 - até agora- comprovados por documentos (postagens no blog).

 

 

domingo, 29 de novembro de 2020

OS ARAÚJOS - LIGAÇÕES GENEALÓGICAS COM A FAMÍLIA PEREIRA DO LAGO DE BRAGA/PORTUGAL

 

LIGAÇÕES GENEALÓGICAS COM A FAMILIA PEREIRA DO LAGO – BRAGA/PORTUGAL

OS ARAÚJOS

1- Segundo Felgueiras Gayo, PAYO RODRIGUES DE ARAÚJO foi o primeiro que tomou o sobrenome ARAÚJO, por ser senhor de Araújo.

Foi meu ICOSAVÔ ( 20 gerações). 

Nasceu por volta de 1245, na Galícia, Espanha.  

Passou a Portugal no tempo do rei D. Dinis (1279/1325), e foi senhor das terras de Araújo, Lobios, Azevedo, Algteve, Sinde, Gondive, Meixide, Ossos, Couto de Couto de Rio Caldo Soutello, Campelio, Val de Poldros, Milmanda com seus Padroados e fora tambem Alcaide Mor de Lindozo e Castro.

Payo Rodrigues de Araújo se casou com D. Brites Velho de Castro, filha de João Velho de Castro, Embaixador a Aragão a pedir a Rainha Santa Isabel, porém outros dizem que se casou com D. Brites de Mello e Castro, filha de Nuno Velho de Castro Alcaide Mor de Melgaço e neto do dito João velho embaixador a Aragão.

A única certeza é que Brites foi casada com Payo e que tiveram:

 

2 -VASCO RODRIGUES DE ARAÚJO ,  que foi um dos 13 comendadores de São Thiago.

Vasco viveu em Portugal e foi capitão do Rei D. Diniz e tinha sido fronteiro em Galiza antes de passar a Portugal na época do rei D. Fernando I.

Segundo Gayo, se casou com sua tia  Maria Rodrigues Velho Pereira irmã de sua mãe (Velho = Pereira). Mas, há informações que teria se casado com Beatriz Pires Velho, filha de Pedro Annes Velho .Vasco Rodrigues de Araújo  foi comendador de Monte Molim .

Seu filho:

 3 - PEDRO ANNES DE ARAÚJO foi fronteiro Mor (capitão mor da fronteira) na Galicia no tempo do rei D. Fernando I (1367-1383). Se casou com  DONA INÊS OU JOANA VELLOZO , senhora da vila de Lobios, descendente do Infante D. Rodrigo Vellozo ou D. Gonçalo Rodrigues Vellozo, que fez a  Torre de Lobios, e por este casam.to se unia a Casa de Lobios aos Araujos (filha de Gonçalo Rodrigues Velíaso) Gonçalo Rodrigues de Araújo. Tiveram

 

4 – GONÇALO RODRIGUES DE ARAÚJO, foi vassalo do Rei D. Fernando I, de Portugal.  Foi Cavaleiro Fidalgo,  senhor de Lobios. Serviu "com quatro lanças" ao rei Dom Fernando, que lhe concedeu o senhorio de Vilar de Vacas, Cidrais, e Casal de Donas, além de Lindoso. Em 12 de Outubro de 1382, foi nomeado Alcaide-mor de Lindoso.

Em 20 de Abril de 1383, foi nomeado Alcaide-mor de Castro Laboreiro.

Gonçalo apoiou o partido da rainha Dona Beatriz (princesa portuguesa, casada com o rei de Castela).

Casou dona MARIA RIBEIRA da Galiza.

Tiveram :

 

5 – PEDRO ANNES DE ARAÚJO, foi senhor da Casa de seu pai e senhor de terras em Vilar de Vacas, Casal de Donas e Barroso.Foi senhor de Lobios.

Em 20 de Maio de 1398, tornou-se senhor de juro e herdade de Lindoso.

Em 16 de Agosto de 1398, foi nomeado Alcaide-mor de Lindoso.

Participou da defesa de Ponte de Lima contra o Mestre de Avis, que depois o perdoou, confirmando-lhes os senhorios que possuía em Portugal.

Foi portegueiro-mor de Celanova..

Casou com Dona LEONOR GONÇALVES PEDROSO filha de Rui Gonçalves Pedroso Senhor  do Couto de Pedrozo , de quem teve

 

6- RODRIGO ANNES PEREIRA,  foi Alcaide Mor e Governador da vila de Alhariz (Galiza),foi morto as setas quando o povo daquela vila se levantou contra os Cavalheiros.

Casou  pela segunda vez com Dona  Inês Rodrigues Pereira, já viúva de João Rodrigues de Novaes,  filha de Rui Vaz Pereira senhor de Payva, Pena e Baltar como diz Manuel de Souza de Silva, e sua mulher D. Maria Gonçalves de Barredo. Tiveram :

 

7 - GERMINEZA PEREIRA DE ARAÚJO que se casou com JOÃO GOMES DO LAGO, de quem foi sua segunda mulher (Senhor da honra do Lago).O casal teve:

7.1 Afonso Pereira do Lago

7.2 João Pereira do Lago c.c. Branca da Silva filha de Rui Gomes da Silva

7.3 Rui Gomes do Lago de que vêm os Pereiras Lagos da Barca

7.4 Senhorinha Gomes do Lago que alguns confundem com sua meia irmã, filha do primeiro casamento de seu pai.

7.5 Maria Pereira do Lago

7.6 Pedro Gomes do Lago

7 7Aldonça Pereira do Lago

7 8 Isabel Pereira do Lago

 

8. ALDONÇA PEREIRA DO LAGO, não há informação de quem seria o pai de seu filho GASPAR PEREIRA DO LAGO

 

9. GASPAR PEREIRA DO LAGO casado com BRITES (ou Beatriz) DE ARAÚJO.  Foram pais de :

 

10. ANTONIO PEREIRA DO LAGO, que se casou com Margarida Rabelo , foram pais de

 

11. MANUEL PEREIRA DO LAGO casou com PLÁCIDA FRAGOSO PEREIRA filha de Luís Fragoso de Leça e Isabel Pereira Machado, filha de Manuel Pereira das Angustias e Catarina Francisca Machado, Tiveram :

 

12. ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO .Casou com Maria de Azevedo Veloso filha de Gregório Veloso Cerqueira e Branca Cardoso da Silva , filha de Domingos Gonçaves  e Camila Fernandes de Andrade, tiveram:

 

 FELIX PEREIRA DO LAGO , Abade de Cabanelas, que é meu octavô, nascido em 23/01/1643 em Santa Maria da Vila do Prado, Braga, Portugal (tratarei em outro post).

 Vicente Pereira do Lago Capitão no Minho

 Calixto Pereira do Lago Ouvidor em Prado, Cavaleiro da Ordem de São Tiago

 António Pereira do Lago Escrivão da Câmara de Prado

 Dona Mariana Pereira do Lago

 

 

  ,

 

 .

 

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

FAMÍLIA LOPES DE SANTA EULÁLIA DE CABANELAS

 

 OS LOPES DE SANTA EULÁLIA DE CABANELAS, VILA VERDE, BRAGA, PORTUGAL

Muitos brasileiros (principalmente, mineiros, cariocas, fluminenses e paulistas) descendem, assim como eu, dessa família que tem suas origens na freguesia de Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde Portugal.

Freguesia antiga, sendo que a localidade já era conhecida desde o século XII, e foi lá que a família LOPES criou raízes.

Devo ressaltar que, não me foi possível fazer pesquisas mais profundas sobre a origem judaica Sefardita desta família. Luiz Bivar Guerra, em seu caderno de Cristãos novos de Barcelos sentiu a necessidade de recuperar dados e resgatar a história desses cristãos novos. Como ele mesmo afirmou “ a diluição do sangue cristão- novo em Portugal é tão grande que pode hoje afirmar-se , sem receio de cometer erros, que não existem famílias puritanas."

Foi na habilitação par o santo Ofício do Senhor de Aborim, Alvaro Barbosa Brandao Escobar Lopes de Barros, existente na Torre do Tomo que ele retirou os dados, enriquecendo o texto com algumas notas, dentre as quais temos JOÃO LOPES e sua mulher MARGARIDA VAZ, cristãos novos,  pais de DIOGO LOPES, o velho, que foi mercador em Barcelos, casado pelos anos de 1520, com Guiomar Fernandes, irmã de Pedro Alvares, ourives que foi casado com Clara Henriques. O casal teria tido, pelo menos 5 filhos entre 1521 e 1545): Francisco Lopes, que foi o primeiro chamado para suceder no Morgado; Diogo Lopes; Antonio Lopes (falecido em 12/02/1606), Manoel Lopes, Maria Lopes.  Não informando Bivar em qual freguesia viveram.

Contudo, justamente em Santa Eulália de Cabanelas que encontramos um número expressivo de pessoas com o sobrenome LOPES . No caso do meu  enavô  FRANCISCO LOPES o casamento dele com Ana Alvares sugere uma proximidade com Pedro Alvares e a irmã Guiomar Fernandes (Maria Pereira do Lago que se casou com Francisco Lopes - número 4 abaixo, era trineta de CAMILA FERNANDES E DOMINGOS GONÇALVES /cristãos novos), o que demonstra um entrelaçamento entre essas famílias em Barcelos, unidas, na minha opinião pela sua origem judaica Sefardita.

Contudo, não me foi possível fazer outras pesquisas para obtenção de prova documental (existem muitos testamentos de Cabanelas que não tive tempo de acessar, tampouco o do Morgado e outros documentos existentes na ANTT. Mas, para evitar que as informações até agora coletadas desapareçam prefiro publicar e aguardar novas pesquisas.

Ao que tudo indica o meu eneavô FRANCISCO LOPES era neto de JOÃO LOPES. 

Um fato que me chamou a atenção é que até hoje alguns descendentes do ramo mineiro ainda carregam os sobrenome LOPES, mesmo depois de passados mais de 440 anos.  

 

1.  1.  O ancestral mais antigo conhecido foi FRANCISCO LOPES , meu eneavô,  que nasceu aproximadamente em 1560, na Aldeia, em Santa Eulália de Cabanelas. Foi casado com Anna Alvares (falecida em 9/7/1621). O casal teve vários filhos dentre os quais: ANTONIO LOPES, MARGARIDA LOPES (falecida em 18/9/1616), MANOEL LOPES e FRANCISCO LOPES (falecido em 23/08/1639).

Ó     óbito de Francisco Lopes 14/12/1616.



2.  2.FRANCISCO LOPES, nascido aproximadamente em 1590 em Santa Eulália de Cabanelas. Se casou EM 7/8/1619 com MARIA RODRIGUES (falecida em 20/04/1657), filha de Domingos Rodrigues e Apelônia Antônia. Faleceu 23/08/1639. O casal teve vários filhos, entre os quais FRANCISCO (nascido aproximadamente em 1633)

  c casamento de Francisco Lopes e Maria Rodrigues


óbito de FRANCISCO LOPES. Morava na Aldeia de Santa Eulália de Cabanelas, consta no registro que era "riquo" (rico)



3.   3. FRANCISCO LOPES se casou em 15/01/1665, em Santa Eulália de Cabanelas, com MARIA PIRES, nascida em 31/05/1637, filha de Domingos Pires e Maria Fernandes. Francisco faleceu em 7/3/1706 em Santa Eulália de Cabanelas. Foi filho do casal FRANCISCO LOPES

4.    4. FRANCISCO LOPES (o quarto de mesmo nome), nascido em 12/04/1672 e falecido em 2/11/1735. Se casou com 29/7/1704 com MARIA FRANCISCA (PEREIRA DO LAGO). São filhos conhecidos do casal: MIGUEL LOPES DA SILVA (veio para o Brasil onde deixou uma grande descendência), MANOEL LOPES DA SILVA (veio para o Brasil também deixando grande descendência, JOSÉ LOPES (JOSÉ LOPES PEREIRA), nascido em 28/02/1718 em Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde, Braga, Portugal.

ca casamento 


 

5.   5. JOSÉ LOPES se casou com ROSA THEREZA em 18/11/1762. Tiveram vários filhos dentre os quais ANA PEREIRA DO LAGO



6.    6. ANA PEREIRA DO LAGO, nasceu em 26/04/1775 em Santa Eulália de Cabanelas, foi batizada em 3/5/1775. Se casou com Antônio Francisco Pereira, filho de Domingos Francisco e Urcela Pereira em 18/11/1805 em Santa Eulália de Cabanelas. Dentre os filhos do casal está JOAQUINA PEREIRA DO LAGO




7.  7.JOAQUINA PEREIRA DO LAGO, nasceu em 20/06/1811 e se casou com JOSÉ CUSTÓDIO GOMES DE CARVALHO EM 17/06/1833 em Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde, Braga, Portugal.  Dentre os filhos do casal, tiveram muitos filhos. São conhecidos: MARIA PEREIRA GOMES, JERÔNIMO PEREIRA GOMES, THEREZA PEREIRA GOMES (28/11/1847), ROSA PEREIRA GOMES (27/05/1845), MANOEL PEREIRA GOMES (6/8/1842), ANTONIO PEREIRA GOMES (28/08/1850). MANOEL e ANTONIO imigraram para o Brasil onde deixaram descendência.



8.   8.MANOEL PEREIRA GOMES, se casou em 6/11/1871 com MARIA DAS MERCÊS BOTELHO DE MEDEIROS, nascida na Ilha de São Miguel, Açores, Portugal. O casal teve os seguintes filhos: JOAQUINA PEREIRA GOMES; ANTONIO PEREIRA GOMES (25/091874). HENRIQUETA PEREIRA GOMES (6/3/1880); MANOEL PEREIRA GOMES (11/2/1882); ELVIRA PEREIRA GOMES; (20/10/1883); JOÃO PEREIRA GOMES (24/6/1885), Jerônimo PEREIRA GOMES, ALVARO PEREIRA GOMES, JOSINO PEREIRA GOMES.

9.    9. ELVIRA PEREIRA GOMES, NASCIDA EM Três Rios/RJ em 20/10/1883. Casada com Pierre Audebert

1  10. DAGMAR PEREIRA GOMES AUDEBERT

1111. ISABEL DE OLIVEIRA PINTO