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domingo, 10 de janeiro de 2021

OS CRISTÃOS NOVOS CAMILA FERNANDES e DOMINGOS GONÇALVES (O ‘PINTA DIABOS”) PARTE I

OS CRISTÃOS NOVOS CAMILA FERNANDES e DOMINGOS GONÇALVES (O ‘PINTA DIABOS”) 

PARTE I


Em janeiro de 2019, fiz uma postagem sobre os PEREIRA DO LAGO (ascendentes e descendentes brasileiros), ocasião em que apontei a origem judaica Sefardita dos mesmos. E, nessa postagem vou acrescentar alguns dados que acredito serem valiosos para a história de nossa família.

Começando por ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO, que foi batizado a 25 de outubro de 1629, era filho de MANUEL PEREIRA DO LAGO e de PLÁCIDA FRAGOSO PEREIRA, se casou em Santa Maria da Vila do Prado, aproximadamente em 1645, com MARIA ANDRADE VELOSO, filha de BRANCA CARDOSO DA SILVA e do Capitão GREGÓRIO CARDOSO CERQUEIRA, neta materna dos cristãos novos CAMILA FERNANDES e de DOMINGOS GONÇALVES (o “Pinta Diabos”), o que é confirmado, por Luís de Bivar Guerra, em “Um caderno de Cristão Novos de Barcelos”.

Nele Bivar fez uma transcrição e análise de um caderno apensado à uma habilitação familiar do Tribunal do Santo Ofício a que se submeteu Álvaro Barbosa Escobar Lopes de Barros (arquivada na Torre do Tombo), onde reproduz a genealogia das famílias cristãs novas de Barcelos, encabeçada pelos genearcas.

No título 14, que fala da “DA RICA”, temos que Amador Fernandes Furtado, mercador em Guimarães, era cristão novo e sobrinho da RICA e da mulher de DOMINGOS GONÇALVES “o Pinta Diabos”.

 


 Na nota número 18 (abaixo) temos que Amador Fernandes Furtado, era filho de Jorge Fernandes Furtado e Catarina Alvarez.

 

Consultando Gayo, temos a informação de que AMADOR FERNANDES FURTADO, pai de Silvestre Furtado que era cristão novo, era filho de JORGE FERNANDES FURTADO e de CATARINA ALVARES, também eram cristãos-novos, sendo certo que CAMILA FERNANDES era tia de AMADOR, e, portanto, cristã nova. Fato esse que Gayo, no Nobiliário de Famílias de Portugal, pág., 295, fala que CAMILA FERNANDES DE ANDRADE, é avó de MARIA DE ANDRADE, casada com ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO.

Há também uma habilitação familiar do Santo Ofício (maço 10, documento 113 de 1715) de que Alexandre Pereira do lago, sargento Mor em Vila do Prado, filho de Martinho Teixeira da Silva, neto materno de ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO, da Vila do Prado, e Maria de Andrade Veloso, filha de Gregório Veloso Cerqueira e Branca Cardoso da Silva, de São Veríssimo, Tamel, Termo da Vila do Prado. Outro documento que confirma a origem de Branca como filha de CAMILA FERNANDES.

Na habilitação do padre FELIX DE ARAÚJO PEREIRA DO LAGO (14/06/1672), tio de ALEXANDRE e também de JERÔNIMO PEREIRA DO LAGO, era filho de Maria de Andrade,  neto de Branca  Cardoso e bisneto de CAMILA FERNANDES, consta ter ele afirmado que por parte de mãe tinha cristão novo, referente a sua bisavó, embora ele tenha tentando esconder essa origem já que os judeus, cristãos novos, mouros eram perseguidos na época e não podiam pertencer aos quadros da Igreja, que só admitiam aqueles "puros de sangue".

Na habilitação de JERÔNIMO PEREIRA DO LAGO, que está disponível on line no Family search - Processo de Habilitação Braga/Vila Verde/Cabanelas - Pasta 21855, 1754) ele diz ser cristão velho, sem judeu, mouros ou cristão novo. Todavia, isso não era verdade, mas se justifica por conta da perseguição que era tão grande em Portugal, que em alguns lugares como Barcelos e Guimarães esconder a origem judaica familiar (de ventre materno) era fundamental para a própria sobrevivência. Jerônimo diz ser neto paterno de Francisco Lopes e sua mulher Maria Pires e pela paterna de Felix Pereira do Lago (Abade) e Maria Francisca.

Também no processo de Inquirição de Genere de ADRIANO DE AZEVEDO, de 1691, consta ser filho de Gabriel de Azevedo e de sua mulher HIERÔNIMA DE ANDRADE VELOSO, natural da freguesia de São Veríssimo de Tamel e filha legítima de Gregório Veloso e sua mulher BRANCA CARDOSO, esta filha de CAMILA FERNANDES. O impedimento procedeu da via materna do então embargante e de sua bisavó CAMILA FERNADES e de DOMINGOS GONÇALVES (por se dizer que Hieronima e Branca eram sobrinhas das judias chamadas Ricas).

Essa é origem judaica sefardita da família PEREIRA DO LAGO ( também os descendentes  Pereira Gomes no Brasil) que vem do casal CAMILA FERNANDES e seu marido DOMINGOS GONÇALVES, o Pinta Diabos, que viveram em Barcelos/Portugal, que teriam  nascido por volta de 1550/1560.

 

sábado, 20 de junho de 2020

ALGUNS ÓBITOS EM ARARUNA - PB (1853 A 1865)

1853
FRANCELINA MARIA DA CONCEIÇÃO, casada com Julião dos Santos
MANOEL RODRIGUES DO NASCIMENTO, com 36 anos
COSME SOARES FERREIRA, 89 anos casado com Anna Maria da Conceição
JOÃO JOSE DA SILVA, 72 anos, casado com Manuela Aguiar
JOSÉ GOMES PINTO (Da minha família, com indícios de ser um dos filhos de meu tetravô Joaquim José Pinto ) morador em Cacimba de  Dentro
LOURENÇA MARIA DA CONCEIÇÃO , casada com Manoel José do Nascimento

1854  
LUIZ CARNEIRO DA ROCHA casado com Joaquina Maria
ISABEL MARIA DE JESUS, de 35 anos, casada com Feliciano Gomes da Silva

1855
THOMAZ SOARES, casado com Anna Thereza
JOAQUIM FRANCISCO DE LIMA , casado co Alexandrina Francisco de Jesus
ANTONIO ALVES MOREIRA, casado co  Maria Thereza Hortencia

1857
ANTONIO FORTUNATO DOS PASSOS, 35 anos, casado com Belmira Macionilia do Espirito Santo
ANTONIO MOREIRA, 35 anos, casado com Maria Francisca (morador no Jacú do Órfão)
GRACIANA MARIA DA CONCEIÇÃO, casada com Feliz José Ribeiro, moradora no Calabouço
FELICIANO PRIMO DA SILVA, 38 anos, casado com Joaquina Maria da Conceição, morador na Vila de Araruna
PAULO DA CUNHA, 59 anos, casado com MARIA ROZA

1858
JOÃO EVANGELISTA DANTAS, 60 anos, casado com Antonia Maria da Conceição
MARIA THEREZA DE JESUS, 28 anos, casada com José Ferreira de Araújo
LUCRÉCIA 50 anos, escrava de Manoel de Azevedo Belmont, morreu de tuberculose.
GUILHERMINA MARIA DO NASCIMENTO, 25 anos, casada com Marcolino Gomes da Silva (faleceu de parto) 
IGNÁCIO JOSÉ BORGES, 70 anos, viuvo
SEBASTIANA MARIA DA CONCEIÇÃO , 40 anos, casada com José Soares da Costa
ROZA MARIA DA CONCEIÇÃO, com 30 anos, casada com Manoel de Lima Gondim
BÁRBARA FRANCISCA ROMANO, 28 anos, casada com Francisco Xavier Ribeiro ( morreu de parto)
ANTONIO NUNES BARBOSA , 35 anos , casado com  Juliana Maria

1859
* Constam alguns sepultamento na Capela de São Bento como o de João José Fernandes que faleceu em 7/6/1859 aos 70 anos de idade , foi casado com Maria Baptista da Conceição

1860
SERAFIM DOS ANJOS DE ALENCAR, 50 anos , casado com Clara Maria da Conceição
JOÃO MANOEL DAS CHAGAS, 56 anos, casado com Lourença Paulina de Mello
MANOEL BENTO ROIZ, 35 anos, casado com Felícia Esméria das Mercês. 

1861
JOAQUIM JOSÉ DE OLIVEIRA, 61 anos, viúvo
ALEXANDRE FERNANDO DE SOIZA (souza), 45 anos, casado com Mariana Thereza
JOSÉ BENTO DE ARAÚJO LIMA, casado com Clotildes Petronila das Fontes, 50 anos
ALEX ROIZ DA SILVA, 60 anos, casado co Izabel Maria da Conceição

1862
ANTONIA FERREIRA DA CONCEIÇÃO, 79 anos, casada com João Nunes Angelo
FELIX FERREIRA DE AGUIAR MOREIRA, 81 anos, casado com Florencia Maria da Conceição

1863
LUIZ ALVES DA SILVA, 41 anos, morador no Calabouço, casado com Ignes Maria da Conceição

1864
JOSÉ LOPES DE MENEZES, 65 anos, morador na Alagoa da Mata, casado co  Isabel Maria da Conceição
Bertino Bezerra de Souza, casado com Dina Maria da Conceição

1865 
FAUSTINO RIBEIRO DE MELLO, casado com Antonia Maria da Conceição, morador na Tacima.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

OLHO D'ÁGUA DOS ÍNDIOS - ARARUNA (PB)


Como é mais do que consabido eram muitas as populações indígenas na época da colonização. No território onde hoje se localizam a Paraíba e Rio Grande do Norte existiam muitas aldeias. Infelizmente,  muito pouco se sabe a respeito.
Tendo em vista o caráter semi nômades desses povos, que se mudavam com certa frequência motivados pelas secas, falta de caça ou até por motivos religiosos, grande é a dificuldade em  determinar quais os exatos locais dessas aldeias.
Assim, os documentos mais antigos são fontes para pesquisa e vez por outra nos deparamos com alguns, como o abaixo de 1856 que não só indica o Olho d'água dos Indios (também chamado de Olho D'Água dos Caboclos) localizado no atual município de Araruna (PB), antigamente chamada de Serra d'Araruna.

É bom esclarecer que no registro de 1856 consta que as terras pertenciam ao patrimônio de Nossa Senhora da Conceição (Matriz na época), mas foram doadas pelo Capitão MANOEL JANUÁRIO BEZERRA CAVALCANTE (já falecido em 1856).
Esse Manoel  aparece  como proprietário no local da  "Pedra do Olho d'agua" por volta de  1837.      
Consta no registro (imagem abaixo) que tais terras teriam como limites ao sul a data de Riachão e ao Norte com data da Serra das Baraúnas (pedaço da Borborema que era conhecido na época com o nome da árvore que era abundante no local. Atualmente Monte das Gameleiras e São Bento).  




Casamento realizado aos 29/11/1839 em oratório privado na Serra de Araruna, com as testemunhas FRANCISCO JOVITA DA COSTA e MATHIAS SOARES DOS SANTOS, os nubentes José Francisco ... e Paulina Maria da Conceição , naturais e moradores no OLHO DÁGUA DOS CABOCLOS  ( OLHO DÁGUA DOS ÍNDIOS0.



sábado, 28 de abril de 2018

INSCRIÇÕES RUPESTRES (BANANEIRAS, SOLÂNEA E ARARUNA)

A Paraíba é rica em inscrições rupestres. Não só a PEDRA DO INGÁ, a mais famosa delas e monumento arqueológico muito importante, mas muitos outros sítios.  
Infelizmente, muitos desses preciosos registros da pré história do homem americano está desaparecendo por falta de conservação.
Nas rochas as margens dos rios e riachos encontramos muitas inscrições que podem ser esculpidas ou pinturas, com variedades de figuras geométricas ou representações de animais, pessoas ou objetos.
O povo em geral chama tais inscrições de "letreiros".
As primeiras notícias que temos desses letreiros foi em dezembro de 1598, na Serra da Copaóba, onde no rio "Araçuagipe", Feliciano Coelho de Carvalho se deparou com alguns "sinais" feitos nas pedras da margem do rio.
Elias Herckmam, em 1641, nas suas incursões na Copaóba se deparou com "certas pedras lavradas pelas indústria humana" ( ao que tudo parece o local ficou conhecido como Pedra Lavrada).
É fato incontestável que no norte do planalto da Borborema (Copaóba) existem cursos de água cujos arredores  foram habitados por populações humanas que deixaram tais inscrições nas pedras.
O sítio rupestre encontrado em Bananeiras foi da tradição Agreste (Gruta do Morcego, no Sítio Roma de Baixo).
Em Solânea, no Sítio Cacimba da Várzea existem muitas inscrições rupestres da tradição itacoatiara e também da tradição agreste. No lugar também existe um amontoado de rochas que parece muito um monumento megalítico que poderia ter sido usado para fins religiosos ou simbólicos. Infelizmente, não encontrei nenhuma pesquisa feita a respeito. Exemplo do descaso com a nossa história. Conheci o local e posso assegurar que é fantástico, mas pouco conhecido até pelos moradores locais, o que até vem a ser bom para evitar a depredação desse patrimônio arqueológico..
Na Pedra da Boca em Araruna, na parte conhecida como Pedra da Santa ou Pedra do Letreiro, existem pinturas rupestres da tradição Nordeste. No município, recentemente tive notícias de terem sido mapeados outros sítios rupestres.
Enfim, é uma pena que tais sítios não sejam estudados, catalogados e preservados.    
   

segunda-feira, 12 de março de 2018

MARCAS DE FERROS DE FAZENDEIROS DE ARARUNA/PB (1910/1930)

Tão antigos quanto a criação de gado, os ferros eram os instrumentos usados para marcar o gado, indicando a propriedade do mesmo. Ainda hoje são utilizados.
As marcas surgiram a partir de um desenho que podia ser as iniciais do nome do proprietário, um rabisco qualquer ou um símbolo. Cada fazendeiro criava a sua marca.  
Em Araruna, no início do século XX, existiam muitos criadores de gado.. Abaixo as marcas de alguns deles e os locais de suas propriedades.

Baixio da data da lagoa Salgada - Francisco Gomes de Oliveira


Salgadinho - Joaquim de Souza


Salgadinho - Antonio de Souza


Salgadinho - José de Souza

Salgadinho  - Gesuina Maria da Conceição


Cachoeira - Antonio Fernandes do Rego

Barra do Cruz - Ignácio Francisco da Cruz


Bola - Ângelo Lopes de Mendonça

Bola - Nestor Lucio  de Morais

Barra do Riacho de Areia - Francisco Florentino Pereira (ludgério)


Quirido - Joel Pinheiro Câmara

Campo Redondo - José Antonio (Zeferino)

Abreu - Felisbella Emília da Costa


Calabouço - Joaquim Bezerra Cavalcante de Oliveira Lima


Água Fria - José Mandu


Jucá de Tacima - Francisco Jorge dos Santos


Urubu - Roque galdino de Macedo


Araruna (centro) - Francisco Alves de Macedo


Araruna (Centro) - Manoel Borges 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O CAPITÃO AJUDANTE HENRIQUE EMYGDIO DE SOUZA PINTO

Em outras postagens escrevi bastante sobre Henrique Emygdio de Souza Pinto que nasceu em Santa Cruz/RN mas viveu em Araruna/PB.
Ele deixou muitos descendentes que demonstraram nos últimos anos real interesse na vida de seu ancestral, razão pela qual não posso deixar de acrescentar alguns dados para ajudar no resgate da história de vida dele.
Henrique foi Capitão ajudante do Estado Maior no Batalhão de Infantaria - 204 da Paraíba, conforme consta na página 4, Seção I do DOU de 28/10/1909.
É importante ressaltar que pelo Decreto 7.617 de 21/10/1909 foi criada a Guarda Nacional da Comarca de Alagoa Grande e, em consequência,  feitas novas nomeações, inclusive a de Henrique.
Assim, como seu avô JOAQUIM JOSÉ PINTO, Henrique teve o mesmo posto de capitão. Todavia, pelo que entendi, foi designado como capitão ajudante junto ao Estado maior o que significa que seria um ajudante de ordens (assistente ou secretário pessoal) de uma pessoa de alta posição no Batalhão , muito provavelmente o comandante do mesmo.


Foto de Henrique e Raimunda Carolina com os filhos  José Pinto, Arthur, Cornélio, Antonio, Laura, Arnaldo, Pedro e Henrique, provavelmente tirada no final do ano de 1921. 
A única menina é Laura nascida em 1913. E a outra mulher sentada é JOANA, nascida em 1898, minha tia avô, irmã de minha avô ISABEL ALEXANDRINA BORGES, a qual foi morar com o tio HENRIQUE EMYGDIO DE SOUZA PINTO, quando tinha 10 anos de idade, após a morte da mãe em 1908 e acabou por se tornar a babá dos primos e dos filhos dos primos... 

foto cedida por Neide Pinto



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

DIVISÃO ELEITORAL DO MUNICÍPIO DE ARARUNA (PB) DE 1892

ATA DA DIVISÃO DO MUNICÍPIO EM SECÇÃO SECCIONAIS LEI N° 35 de 26 DE JANEIRO DE 1892

Texto da ata que dividiu o município em seções eleitorais em 1892.

Aos cinco dias do mês de abril de mil oitocentos e noventa e dois desta República no Paço do Conselho Municipal as deiz horas da manhã, presentes os cidadãos conselheiros JOÃO VIVENTE DE LIMA FREIRE, HENRIQUE PEREIRA DA COSTA, ANTONIO TEIXEIRA DA ROCHA e JOÃO EVANGELISTA DE OLIVEIRA GALVÃO, que foi conformidade em substituição aos que ausentes por motivo justificado para completar a mesa como dispões o parágrafo terceiro do artigo sexto da mesma lei, composto o número a presidência do conselho declarou que em virtude da lei número trinta e cinco  de vinte e seis de janeiro de mil oitocentos e noventa e dois e artigo três para se proceder a divisão desse município em quatro secções. Primeira seção da Villa compreendendo os seguintes: Primeira: a villa. Segundo: Bernardo; Terceiro: Maniçoba. Quarto: Jardim. Quinto: Guaribas e sexto que funciona no edifício do Paço Municipal; Segunda seção: Tacima, compreendendo o quarteirão seguinte: sétimo: Tacima. Oitavo: Várzea. Nono: Água Fria. Décimo: Urubu. Onze: Calaboço. Doze: Cachoeirinha. Treze: Brasa que funcionará no edifício do Tenente Vianna Ferreira. Terceira Seção: Riachão que funcionará nesta Vila no edifício que serve de cadeia compreendendo os seguintes: Quatorze: Riachão. Quinze: Cacimba, Dezesseis: Umburana da Onça. Dezessete: Serra Verde. Dezoito: Carnaúba. Dezenove: Fragata. Quarta Seção: Cacimba de Dentro que funcionará no edifício de Herculino Pompílio de Freitas. Dividindo o município tratou-se da elegibilidade dos cidadãos que tem de funcionar em cada seção, moram e alistamento dos eleitores do corrente ano dando resultado serem eleitos para a mesa da Primeira Seção JOÃO EVANGELISTA DE OLIVEIRA GALVÃO, JOÃO PEREIRA DA SILVA, NUNO DE MAGALHÃES TEIXEIRA, FRANCISCO ANTONIO DE OLIVEIRA, ANELINO PEREIRA DA COSTA, JOÃO CARLOS DA SILVA, IZIDO CORREIA FILHO, FRANCISCO PEREIRA DA SILVA XIXI. Segunda Seção: TENENTE ANTONIO BEZERRA CARNEIRO DA CUNHA, PEDRO BEZERRA DE ARAÚJO, JOÃO TEIXEIRA DA SILVA, MANOEL RIBEIRO DA SILVA, BERNARDINO BEZERRA DA SILVA, HORTÊNCIO JOSÉ DE SOUZA, JOSÉ TEIXEIRA DE LIMA e CAETANO MARIA LINS DE ALBUQUERQUE. Terceira seção: DORIVAL BRAZILIANO DA SILVEIRA CABRAL, JACINTO XAVIER DA ROCHA, ALEIXO MARTINS DE SOUZA, SEVERINO JOSÉ DE SOUZA, MIGUEL FERREIRA DOS ANJOS, MANOEL ROBERTO DE SOUZA e JOÃO VICTORIANO DA GAMA. Quarta Seção: JOÃO GONÇALVES DE ANDRADA CUPAÍBA, MANOEL MARTINS, PEDRO FRNACISCO DE LINHARES FERNANDRS, OLEGARIO DO NASCIMENTO, FRANCISCO CORREIA DA COSTA e MANOEL TRAJANO DE OLIVEIRA. 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

ALGUNS ANTIGOS LOCAIS DE ARARUNA (PB)


Um interessante registro de terras feito por MANOEL NARCIZO RIBEIRO, no ano de 1857, aponta lugares em Araruna, alguns dos quais são identificados imediatamente uma vez que ainda hoje mantêm o mesmo nome, tais como o Jucá que é conhecido como sítio Jucá e Confusão, como Sítio Serra da Confusão. Rio Calabouço, que faz divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, próximo ao Parque Estadual da Pedra da Boca no município de Araruna.
Não consegui localizar Alagoa Fria que pode ser o atual Sítio da Água Fria.
Na verdade, em Araruna aparecem nos registros como pertencentes à freguesia Alagoa Salgada, Alagoa de Dentro, Alagoa da Mata, Primeira Alagoa, Alagoa do Tapuya, Alagoa da Pedra, Alagoa da Carnaúba, Alagoa da Serra, Alagoa de Fora e mais algumas “alagoas” (lagoas), além de vários riachos, como esse da Cacimba da Oiticica citado no registro de terras, que também não consegui localizar, já que os principais afluentes do Rio Calabouço são Riacho salgado, Riacho do Limão, Riacho do Bola, Rio Salgado, Rio da Areia e Riacho do Cruz.
É importante ressaltar que algumas dessas lagoas podem estar localizadas em Dona Ignez, Riachão, Tacima ou Cacimba de Dentro, locais que pertenciam à freguesia de Araruna.

No passado a região era rica em águas e, em sua grande parte, com vegetação característica da mata atlântica. A paisagem atual encontra-se intensamente modificada, seja por conta dos fenômenos climáticos seja em grande parte pela ação humana.

O registro:

Manoel Narcizo Ribeiro e sua mulher Ana Maria de Jesus, moradores na Alagoa Fria desta freguesia, possuem nesta Freguezia d’Araruna, Província da Paraíba, uma parte de terras na dita Confusão, cuja extensão de terras são da barra do riacho Cacimba da Oiticica pelo rio Calabouço abaixo ao lageiro donde sai o caminho do Jucá, subindo dito caminho até a entrada da Confusão vai ao riacho que está a vista da costa do dito lugar confusão e segue a pedra das três listas sobe a mesma pedra, donde seguindo em frente para o norte irá ter outra pedra, que serve de extrema e dahi seguindo o riacho abaixo para confinar com Cacimba da Oiticica, cujas terras houverão por compra a Manoel Vicente de Souza e sua mulher Maria Joaquina da Conceição. Alagoa fria 25 de junho de 1857”.



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ENGENHOS DE AÇÚCAR E ALAMBIQUES (ARARUNA, BANANEIRAS E SERRARIA - 1916)

1916 –Fonte Anuário Estatístico da Paraíba do Norte

ARARUNA

Máquinas de descaroçar algodão

PROPRIETÁRIO
LOCAL
TIPO
Antônio Lopes de Morais
Cachoeirinha
A vapor
Ignácio Francisco da Cunha
Cachoeirinha
A vapor
João Baptista de Andrade
Cachoeirinha
A vapor
João Gomes de Oliveira
Cacimba do Gado
A vapor
Vicente David
Calabouço
A vapor
Estevam Soares Bezerra
Carnaúba
A vapor
Pedro Moreira de Alcântara
Jardim
A vapor
Pedro Targino Pereira da Costa
Maquiné
A vapor
João Vianna Torres
Riachão
A vapor
Dr. José E. de Melo
Tanques
Bolandeira
Joaquim Baptista Espínola
Várzea
Bolandeira


BANANEIRAS       
                                                                                                           
Máquinas de descaroçar algodão

PROPRIETÁRIO
LOCAL
TIPO
João Rodrigues de Assumpção
Alagoa do Mathias
A vapor
Antônio Alves da Rocha
Bananeiras
A vapor
Balduino Ernesto Monteiro
Olho d’agua seco
A vapor
José Rodrigues da Costa
Poço Escuro
A vapor
Maximiano Pereira de Lemos
Umary
A vapor


Engenhos de Açúcar e Rapadura      
   
PROPRIETÁRIO
LOCAL
TIPO
Antônio Guedes Pereira
Borborema
A vapor
Francisco Guedes Pereira
Camará
A vapor
Pedro Guedes Pereira
Canafistula
A vapor
Segismundo Guedes pereira
Gamelas
A vapor
Josino Zeferino de M. Henriques
Genipapo
A vapor
José Pio Rodrigues da Costa
Olho d’agua seco
A vapor
Francisco Barbosa de farias
Pilões
A vapor

Alambique para fabricação de aguardente

PROPRIETÁRIO
LOCAL
Anísio da Costa Maia
Bela Vista
José Marques de Araújo
Couro
Dr. Francisco de Gouveia Nóbrega
Goyamunduba
Diocleciano B Cavalcanti
Goyamunduba



SERRARIA

Engenhos de Fabricar Açúcar e Rapadura

PROPRIETÁRIO
LOCAL
TIPO
Bernardo Marinho de Souza
Mata do Frade
A vapor
João B. P. de Melo
Mercês
A vapor
Joaquim Joel P. de Melo
Pasto
A vapor
José Filgueira de Menezes
Pilões
A vapor
Francisco Lins da Cunha Lima
Pinturas
A vapor
D. Olympia B da Cunha
Poções
A vapor
Daniel F. de Menezes Lyra
Riachão
A vapor
Benjamim F. M Sobrinho
Rio do Braz
A vapor
Alfredo de M Henriques
Santo Antônio
A vapor
Francisco Xavier Pereira da Cunha
São Francisco
A vapor
André Avelino de Almeida
São Tomé
A vapor
D. Maria A de Sá Marinho
Serraria
A vapor
José Duarte dos Santos
Tremedal
A vapor
Benjamim F de Mello Lyra
Várzea
A vapor


Alambiques

PROPRIETÁRIO
LOCAL
D Maria Espínola
Baixa Verde
Lindolfo Cavalcanti
Barreira
Ananias C. Baracuhy
Boa Fé
Manoel Dutra Filho
Caipora
Felix José de C. Vanderley
Cajazeiras
José Guilherme Raposo
Caiana
D. Etelvina de H. Lyra
Cantinhos
Elvídio Duarte de Lima
Coitezeira
Manoel Antônio Neves
Guarabira
Nuno Guedes Pereira
Ipiranga
Dr. Antônio Guedes Alcoforado
Jasmim
Antônio B Duarte dos Santos
Labirinto
Ozeas Guedes Pereira
Laranjeiras
Francisco Duarte de Lima
Martiniano
João Fernandes da Silva
Olho D’agua
Atílio Gallo da Silva Pinto
Pau d”arco
João Filgueiras de Menezes
Pilões
Francisco Lins C Lima
Pinturas
D.Olympia R. da Cunha
Poções