sexta-feira, 30 de abril de 2021

BEATRIZ MARQUES - CRISTÃ NOVA - FILHA DE INÊS DE XEREZ E MARCOS AFONSO

Devido ao grande interesse que tem despertado ultimamente, em grande parte fundado na possibilidade de certificação junto à Comunidade Israelita de Lisboa, que é fundamental para obtenção de nacionalidade portuguesa considerada a ascendência Sefardita, muitos passaram a se interessar pelos processos do Tribunal do Santo Ofício com acusações de práticas judaizantes.

Alguns de meus ancestrais cristãos novos.

Atualmente, tenho conhecimento de 4 ancestrais, que já foram certificados pela CIL. São eles:

- Beatriz Marques (da Ilha de São Miguel, Açores – Portugal), através de sua sobrinha Águeda Moniz.

- Camila Fernandes e Domingos Gonçalves, que viveram em Barcelos, Braga, Portugal entre 1570/1630 (vide postagem no blog)

- Guiomar Alvares, da Ilha de São Miguel, através do processo de seu irmão o advogado Henrique Soares (vide postagem no blog)

- Isabel Dias, nascida por volta de 1590 na Ilha de Santa Maria (através dos Borges).

E, outra ancestral ANA DE SOUSA, também da ilha de São Miguel nos Açores, que foi certificada, mas que ainda estou pesquisando os documentos comprobatórios. Oportunamente, farei uma postagem.

Quanto a BEATRIZ MARQUES, ela é também ancestral dos irmãos Medeiros – muito conhecidos no Seridó, por terem deixado muitos descendentes.

Ela descende de Inês de Xerez, cristã nova castelhana, que viveu na ilha de São Miguel nos Açores. Ela foi casada com Marcos Afonso, um mercador rico, também castelhano, tendo o casal vivido na Ribeira Grande na Ilha de São Miguel, nos Açores.

            Segundo Gaspar Fructuoso, em seu livro Saudades da Terra[1]:

“Casou Mécia Roiz, a segunda vez, como Diogo Anes, nessa Ilha de São Miguel onde veio ter, muito rica, depois de viúva, de quem houve esses filhos: Pedro Anes Furtado, clérigo, beneficiado na Vila da Ribeira Grande. Manuel Roiz Furtado que se casou com BEATRIZ MARQUES, filha de Marcos Afonso e Inês de Xerez, natural de Xerez da Fronteira”.

Extrai-se a informação da filiação de BEATRIZ MARQUES, como sendo filha do casal e, ainda, o marido dessa como Manuel Roiz Furtado, além da procedência do casal como sendo de “Xerez da Fronteira[2].

            Fructuoso também aponta como filha do casal ELVIRA MARQUES, casada em segundas núpcias com JOÃO MARTINS, filho de Cristóvão Martins, também castelhano da cidade de Xerez. 

“Outro filho de Cristóvão Martins e de Isabel Muniz, chamado João Martins se casou com ELVIRA MARQUES, viúva, filha de Marcos Afonso, de quem houve um filho e duas filhas, Catarina Muniz, casada com Braz Martins e Águeda Muniz, casada com Álvaro Lopes da Costa, filho de João Carneiro Lopes. ”    

 

                   Rodrigo Rodrigues[3] afirma que “João Martins Moniz, (Vid. Frutuoso Liv. IV Cap.º XX § XXIV). Casou com Elvira Marques, viúva de Fernão Tavares e filha de Marcos Afonso e Inês de Xerez. Tiveram: Agueda Moniz, casada com Álvaro Lopes da Costa e Catarina Moniz.” A terceira filha conhecida do casal é LEONOR MARQUES, cuja filiação vem comprovada pelo Livro de Reconciliações da Visitação das Ilhas dos Açores e Continente [4], acusada de práticas judaizantes, onde a mesma declara ser filha de Inês de Xerez.

Assim, são conhecidas como filhas do casal MARCOS AFONSO e INÊS DE XEREZ: 1) BEATRIZ MARQUES, ao que tudo indica era filha mais velha, 2) ELVIRA MARQUES (mãe de ÁGUEDA MONIZ[5]) e 3) LEONOR MARQUES (mãe de INÊS MARQUES).


“Aos vinte e nove dias do mês de novembro de mil quinhentos e setenta e cinco, na cidade de Ponta Delgada da ilha de São Miguel, na pousada do senhor Licenciado Marcos Teixeira, Inquisidor e visitador em todas as ilhas doa Açores, perante ele apareceu Leonor Marques[1], viúva, mulher que foi de Francisco Peres, mercador, já defunto, morador que foi nesta cidade, o qual Francisco Peres era castelhano, a qual disse que se vinha acusar de um jejum que fizera da Rainha Ester, e para em tudo falar verdade lhe foi dado o juramento dos Santos Evangelhos, em que pôs sua mão e prometeu de a dizer; e logo disse que Inês de Xerez, sua mãe, castelhana já defunta...”



[1] Leonor Marques, cristã nova, restou sentenciada pelo Santo Ofício, na Inquisição de Lisboa. Condenada a ser queimada na fogueira (auto de Fé de 1/04/15820.

             Segundo Rodrigo Rodrigues, na obra citada (Genealogias de Santa Marta e São Miguel) MANUEL RODRIGUES FURTADO, que aparece também como Manuel Roiz Furtado, se casou com BEATRIZ MARQUES.



" Manuel Rodrigues Furtado, que casou com Beatriz Marques, que morreu a 19.7.1568 na Matriz da Ribeira Grande com testamento sendo testamenteiro o marido. Era filha de Marcos Afonso e Inês de Xerez”.

            Consta da Nota número 2.


Sua mulher Beatriz Marques era irmã de Elvira Marques que casou em primeiras núpcias com Fernão Tavares e em segundas com João Martins (Cap.º 164.º § Único, N.º 2). É a uma filha destes, Águeda Moniz, mulher de Álvaro Lopes da Costa que fez o Padre Matias Nunes Furtado uma doação por escritura de 27.8.1578 para a mesma Agueda [Moniz] casar com o dito Álvaro Lopes [da Costa]. Dos bens e encargos desta doação deu contas a dita Agueda Moniz e depois Pedro Furtado do Canto e sua mulher Isabel Pacheco, que desistiram dos bens em 1677.

                         BEATRIZ MARQUES morreu a 19.7.1568 na Matriz da Estrela, Concelho da Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Açores, com testamento, sendo testamenteiro o marido Manuel Rodrigues Furtado, que aparece nos documentos paroquiais como Manoel Roiz ou Manuel Roiz Furtado, o qual faleceu antes de 1582, também na Ribeira Grande, Ilha de São Miguel de Açores, Portugal.

                        Filho do casal : Padre Manoel Roiz Furtado conforme informou Agueda Muniz em suas confissões. Foi cura da Igreja de Maia, na Ribeira Grande (segundo Gaspar Fructuoso).  Nas confissões de Águeda Muniz e duas denúncias apresentadas contra ele à Inquisição em 1592, afirma Águeda Muniz ser ele pai de duas crianças chamadas Beatriz e Mateus, ambas criadas por ela.

                               Beatriz Furtado se casou em 09/07/1607, na Matriz de Nossa Senhora da Estrela, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal com  Manuel Roiz da Rocha. Foi batizada na mesma igreja como filha de pais ignorados, sendo padrinhos o Beneficiado daquela Matriz, Padre Duarte Lopes e Águeda Muniz, que a criou, conforme a própria disse nas confissões perante o Tribunal do Santo Ofício.

                        A mãe não foi identificada e, não há indicação de quem fosse, embora tenha o parto sido feito em casa, o que indica que era conhecida por Águeda, mas a mesma não apontou quem fosse.

                         Uma filha de Beatriz Furtado com Manuel Roiz da Rocha foi Maria de Medeiros, se casou  com Francisco Lopes da Costa  em  15/10/1650 em São Pedro da Ribeira Seca, Ilha de São  Miguel, Açores, Portugal.  Faleceu em 29/09/1676, na Ribeira Seca, ilha de São Miguel, Açores, Portugal. 

                        O casal teve Maria de Medeiros Rocha, foi batizada em 11/07/1653, na Ribeira Seca, Ilha de São Miguel. Açores, Portugal. Casou em 21/11/1674, com Bartolomeu Frias Camelo, na Ribeira Seca, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal.

                        O casal teve a filha Maria de Medeiros Pimentel, batizada na Ribeira Seca, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal, em 10/01/1675. Casou com o alferes Manuel de Matos em 17/06/1693. Faleceu em 21/11/1734 na Ribeira Seca., Ilha de São Miguel, Açores, Portugal.

                        Seus filhos SEBASTIÃO DE MEDEIROS MATOS, nascido em 19/01/1716, na Ribeira Seca, imigrou para o Brasil, onde se casou, por volta de 1740 com ANTONIA DE MORAIS VALCÁCER, em Santa Luzia , Paraíba. e RODRIGO DE MEDEIROS ROCHA, nascido em 21/01/7109 na Ribeira Seca, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal. Casou-se em Santa Luzia, no estado da Paraíba , Brasil com APOLONIA BARBOSA. Falecido em 12/01/1757 em São João do Sabugi, Estado do Rio Grande do Norte, Brasil.

                        Esta é a origem  judaica de um ramo da família Medeiros do Seridó brasileiro, descendentes  dos irmãos SEBASTIÃO E RODRIGO.



[1] Fructuoso, Gaspar. Saudades da Terra, 1590. Liv. IV, Cap.º XX § XXIV.

[2] Em castelhano,  Jerez de la Frontera  está localizada em  Cádis, na  Andaluzia, Espanha, onde centenas de criptojudeus foram condenados à fogueira pela Inquisição.

[3] Genealogias de Santa Maria e São Miguel.

[4] PT-TT-TSO-IL-038-0796 - https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4384802, consulta em 16/01/2021.

[5] Águeda Moniz, cristã nova, foi condenada por judaísmo e abjuração leve, penitências espirituais e pagamento de custas. Luiz Fernando Pereira de Melo – Um ramo judaico dos Medeiros no Seridó -2020.


CRISTÃOS NOVOS NA PENINSULA IBÉRICA

                 Para entender melhor o panorama existente nos Açores em relação aos processos que tramitaram perante o Tribunal do Santo Ofício, território autônomo de Portugal, durante os séculos XVI, XVII e XVIII, necessário se faz explanar sobre a conversão obrigatória dos judeus na Península Ibérica.

Inicialmente, devemos registrar que há provas documentais da presença de judeus na Península Ibérica desde a Antiguidade.

Durante séculos os judeus que viviam no território que hoje conhecemos como Portugal e Espanha não tiveram maiores problemas. Mas, com o passar do tempo, a comunidade prosperou tanto, devido principalmente, ao grande comércio português, pois contava com a participação significativa dos judeus. Tal situação gerou insatisfação, principalmente levando-se em conta que as comunidades judaicas começaram a crescer muito acumulando riquezas que deixavam os demais com muita inveja.

Somando-se a isso, apoiados na expulsão dos judeus da Espanha (Andaluzia), tal fato culminou com a conversão obrigatória de 1497, no reinado de D. Manuel I, quando todos os judeus que não conseguiram sair do país foram batizados compulsoriamente, tiveram que abandonar os seus nomes e adotar nomes cristãos (quer nomes próprios, quer de família).

A princípio, foi dado o prazo de dez meses para que os judeus deixassem o reino. Mas, em face da evidente perda financeira e de mão de obra especializada que ocorreria com a saída dos judeus, foi feita a conversão forçada ao cristianismo, quando foram batizados em pé e à força, sendo designados cristão-novo ou converso/convertido (ele e seus descendentes), em contraposição aos cristãos-velhos. A expressão foi muito difundida pelo Tribunal da Inquisição.

Sem permissão para o funcionamento de sinagogas, sem rabinos reconhecidos, impedidos da leitura de textos sagrados do judaísmo, grande parte desses cristãos novos, mesmo após a conversão, continuavam fieis da sua religião original, o que ameaçava o catolicismo. Esses cristãos-novos (denominados criptojudeus ou, de forma pejorativa, marranos) inventaram formas de esconder sua convicção religiosa. E, não tiveram mais sossego. Muitos foram perseguidos, razão pela qual fugiram para o norte da África, Países Baixos, Brasil e Açores (lugares receptivos para os cristãos-novos por poderem praticar suas atividades com relativa liberdade).

Em Portugal, até a última década do século XV, a situação ainda era melhor que na vizinha Espanha, pois a partir de 1478, com a fundação da Inquisição Espanhola, os cristãos novos viraram foco dela, que, por óbvio, não julgava sincera a adesão forçada ao catolicismo.

Em 1492, veio o decreto de expulsão do reino caso recusassem a conversão. Tal medida dos reis católicos, Fernando e Isabel, buscava a unificação dos reinos de Aragão e Castela. Com isso muitos cristãos novos castelhanos fugiram.

Apesar das conversões forçadas dos judeus para o catolicismo, no qual se tornavam cristãos-novos, como já dissemos, estes, com raras exceções, não se convertiam de fato; apenas se passavam por católicos para usufruírem os mesmos privilégios dos demais cidadãos. Em sua particularidade, viviam sua religiosidade.

O Tribunal do Santo Ofício sabia da prática do criptojudaísmo e por isso, infiltrava-se no seio das famílias hebraicas, como em geral eram chamadas tais famílias.

O Tribunal do Santo Ofício da Inquisição em Portugal foi instituído, definitivamente, depois de diversas tentativas, pela Bula do Papa Paulo III, em 23 de maio de 1536, isto é, quarenta anos após a "expulsão" dos judeus das terras lusitanas, em 5 de dezembro de 1496, por édito promulgado pelo rei Dom Manuel I. Geralmente os “crimes” condenados pela Inquisição eram a bruxaria, bigamia, protestantismo, judaísmo, islamismo, homossexualismo e outras “heresias”.

“O tribunal do Santo Ofício lançou os seus tentáculos sobre o arquipélago dos Açores em meados dos anos 50 do século XVI. De fato, em 1555, recebeu alguns açorianos enviados presos pelo bispo de Angra. Era a "entrada" no arquipélago de um tribunal que vinha abrindo espaço de manobra por todo o reino e seus domínios. À leva de detidos de 1555, outras se seguiram, as quais, a par com a finta realizada aos cristãos-novos das ilhas em 1558, fizeram de 1555-1559 um quadriénio fundamental para a afirmação do Santo Ofício nos Açores. Em 1575-1576 realizou-se a primeira visitação inquisitorial ao arquipélago. Esta e as duas que se lhe seguiram, a de 1592-1593 e a de 1619-1620, foram momentos fundamentais na implantação do tribunal nos Açores, traduzindo-se por algumas prisões e pela clara e efetiva tomada de consciência, por parte dos açorianos, de que a partir de então nada voltaria a ser como antes”. ***    

A Inquisição processou por judaísmo, entre 1557 e 1802, 112 moradores no arquipélago dos Açores. Mas, muitos foram os que o tribunal inquiriu de outras formas, nomeadamente nas visitações. Nas de 1592-1593 e 1619-1620, foram denunciadas várias pessoas, muitos castelhanos ou filhos e netos desses.

Em geral, eram os hábitos das pessoas que promoviam as denúncias. Por exemplo: se guardavam o sábado, se não comiam carne de porco, se trabalhavam aos domingos, se não observavam os demais preceitos da Igreja Romana, de acordo pleno com suas normas. Podemos dizer que muitos cristãos-novos e seus descendentes mantiveram seus hábitos oriundos do judaísmo, sendo certo que embora tenham teimosamente persistido na religião de Moisés, houve cristãos-novos e/ou seus descendentes que a Inquisição não conseguiu pegar. Logo, o número de cristãos novos nos Açores foi muito maior do que aqueles que foram processados pela Inquisição.

 

*** A INQUISIÇÃO E OS SOLDADOS DOS PRESÍDIOS AÇORIANOS (1592-1619), Paulo Drumond Braga, https://repositorio.uac.pt/bitstream/10400.3/279/1/Paulo_Braga_p. 55-63.pdf

 

 

quarta-feira, 31 de março de 2021

Sebastião Pires de Carvalho

 

 Todos os descendentes do açoriano JOAQUIM ANTONIO DE MEDEIROS ( meu trisavô)  descendem de famílias dos primeiros povoadores da Ilha de São Miguel, nos Açores.

Um deles foi Pedro Anes Preto, o Cavaleiro, natural de Portugal

Segundo Rodrigo Rodrigues 

".veio já casado para esta Ilha de S. Miguel aposentando-se em Água de Pau onde fixou residência. (Vide Frutuoso Livro IV Cap.º XXX s XLI). Instituiu uma capela que vagou para a Coroa por morte do Capitão Bernardo do Rego e foi doada  por uma vida por alvará de 22.9.1756 a Luís Pedro de Sousa, porteiro da Casa Real. 

Pedro Anes Preto serviu à sua custa em África, onde foi armado cavaleiro e donde voltou em 1521; em 1527 já era falecido, como consta de um recibo ou quitação de missas, passado a seu filho João Pires. El-Rei D. Manuel confirmou por carta de 20.6.1514 os privilégios e honras com que o armara cavaleiro em Azamor, Rui Berreto de Aguiar; Nesta carta se diz que ele era escudeiro e morador em S. Miguel (Torre do Tombo, Livro XI de D. Manuel, fls. 38). Casou em Portugal com Catarina Luís Maga que instituiu uma capela e a quem Frutuoso chama Catarina Alvares"

1 - Sebastião (Sebastian) Pires de Carvalho  nascido aproximadamente em 1515, se casou a 1.ª vez com uma filha de João Alvares, o Moço e de sua mulher Margarida Afonso e a 2.ª vez com Teresa Lopes, filha de Lopo Esteves Laio. Teve de ambas as mulheres numerosa geração em Água de Pau.

Teve da primeira mulher:

2 - Manuel Pires de Carvalho, que casou com Violante Vieira.

Tiveram:

3 - Sebastião Pires de Carvalho, cuja mulher se ignora.

Foi seu filho legítimo:

4 - João de Fontes de Resendes ou de Carvalho, cuja filiação consta de uma habilitação. F. com testamento em Água de Pau a 6.10.1675, sendo casado com Isabel Dias, natural desta Vila, onde morreu a 17.1.1679.

Tiveram:

5 - Agostinho de Carvalho, casado no Rosário da Lagoa a 10.12.1650 com Isabel de Sousa, que morreu nesta freguesia a 8.9.1705 e era filha de Manuel de Sousa (que faleceu com testamento na mesma freguesia a 22.3.1659, deixando a sua terça à filha Isabel com encargo de uma missa perpétua) e de sua mulher Isabel de Sousa.


"Aos oito dias do mês de setembro de mil setecentos e cinco anos faleceu de vida presente Isabel de Souza casada com Agostinho de Carvalho, fregueses desta Igreja de Nossa Senhora do Rosário..."

Tiveram:

6 -       André de Sousa Carvalho, casou no Rosário da Lagoa a 7.5.16... com Ana de Sousa, filha de Francisco de Sousa Ribeiro e Isabel Marques.

Tiveram:

7 -       Isabel de Pimentel, que casou no Rosário da Lagoa a 5.2.1724 com seu parente em 3.º grau Manuel da Costa de Sousa, filho de José da Costa, natural de Vila Franca e de sua mulher Águeda Martins (casados no Rosário Lagoa a 4.6.1677) e neto paterno Manuel da Costa, de Vila Franca do Campo, e de sua mulher Águeda Rodrigues e materno Manuel de Sousa e Maria Martins, do Rosário da Lagoa.

8  - Joaquim de Sousa, casou no Rosário da Lagoa a 2.11.1748 com Inês do Sacramento de Sousa, filha de André de Sousa Cabral e Isabel do Couto de Sousa.



Tiveram:

9 – Maria Joaquina, nascida em 10 de setembro de 1759, Rosário, Lagoa, São Miguel. Que se casou em 16/09/1759 com Pedro de Medeiros, nascido em 29/06/1765, filho de João de Medeiros e Victoria Cordeiro.

Tiveram

10- Ana Jacinta de Jesus, nascida a 6 de Outubro de 1792.Casada a 27 de Novembro de 1809 com Antônio Jacinto BORGES, nascido a 4 de Julho de 1787, São Pedro de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel
... tiveram :

11 -  Joaquim Antonio de Medeiros, nascido a 14 de Junho de 1827,  Rosário da Lagoa, Ilha de São Miguel,  faleceu a 15 de Julho de 1913, Três Rios/ RJ/ BRASIL, Casado com Jacintha Cândida BOTELHO, nascida a 26 de Julho de 1838, São Roque do Rosto de Cão/São Miguel
... tiveram :

 12-   Maria das Mercês Botelho de Medeiros, nascida a 21 de Setembro de 1856, Lagoa, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, falecida em 1905, Três Rios/RJ - Brasil
Casada com Manoel pereira gomes, nascido a 6 de Agosto de 1842, Santa Eulália, Cabanelas, Vila Verde, Braga, Portugal, tiveram :

13.  Elvira Pereira  Gomes, nascida a 20 de Outubro de 1883, Três Rios, Rio de Janeiro, Brasil, batizada a 24 de Fevereiro de 1884, TRES RIOS/ RJ/ BRASIL. Casada com Pierre AUDEBERT, nascido a 23 de Setembro de 1879, Les Charreaux, Dordogne, França, falecido a 26 de Novembro de 1944, Rio de Janeiro/RJ .. tiveram:

 14.  Dagmar Pereira gomes Audebert,  nascida a 17 de Março de 1917, Rio de Janeiro - RJ, falecida a 18 de Dezembro de 2004, Brasilia- DF .

domingo, 28 de fevereiro de 2021

ANTEPASSADOS DE DAGMAR PEREIRA GOMES AUDEBERT

 Antepassados de Dagmar Pereira Gomes AUDEBERT 

 1 - Dagmar Pereira Gomes AUDEBERT 1917-2004


 1a. geração (pais)

2 - Pierre AUDEBERT 1879-1944

3 - Elvira Pereira GOMES 1883-1927


2a geração (avós)

4 - Guillaume AUDEBERT 1856

 5 - Marie FAVARD 1857

 6 - Manoel  PEREIRA GOMES 1842-

 7 - Maria das Mercês Botelho MEDEIROS1856-1905

3a. geração (bisavós)

8 - François AUDEBERT  1819
9 - Gabrielle REYNAUD  1826 
10 - Joseph FAVARD 1816 
11 - Jeanne CHANSAUDca 1824 
12 - José Custódio Gomes de CARVALHO 
13 - Joaquina PEREIRA DO LAGO1811
14 - Joaquim Antonio de MEDEIROS1827
15 - Jacintha Cândida BOTELHO1838 

4a. geração  (trisavôs)

16 - Jean AUDEBERT  1797-1857 
17 - JEANNE BARDET 1797 
18 - Guillaume REYNAUD 1789 
19 - Catherine MALAFAYADE 1790 
20 - Pierre FAVARD 1781
 21 - Jeanne BOSCORNUT1788-1854
 22 - Elie CHANSAUD 
23 - Jeanne PEYRAMAURE 
24 - Manoel José Gomes de CARVALHO 
25 - Joanna OLIVEIRA 
26 - Antonio Francisco PEREIRA 
27 - ANA PEREIRA DO LAGO1775 
28 - Antonio Jacinto BORGES1787
 29 - Ana Jacinta de JESUS1792 
30 - Felisberto BOTELHO 
31 - Ana Joaquina 

5a geração (tetravós)

32 - Francois AUDEBERT 

33 - Marie FAURE 

34 - Jean BARDET 

35 - Jeanne MARTISSOU

36 - Leonard REYNAUD 1751 

37 - Marguerite GACHE1763 

38 - Noel MALAFAYADE 1746-1776 

39 - Marguerite THUILIER 1751 

40 - Gabriel FAVARD 1742 

41 - Anne LACOSTE1749 

42 - Etienne BOSCORNUT 1757 

43 - Guilonne JARDON1762 

48 - José de CARVALHO 

49 - Rosa GOMES 

52 - DOMINGOS FRANCISCO 1780 

53 - ÚRCELA PEREIRA

 54 - José LOPES

 55 - Rosa FRANCISCA

 56 - Francisco BERNARDO1759 

57 - Laurena Joaquina SANTOS1759 

58 - Pedro de MEDEIROS1765 

59 - Maria Joaquina de SOUZA1758


6a.geração (pentavós)


7 2 - Pie r r e R E Y N A U D 
7 3 - G a b rielle G O U R S A C † 1 7 7 8
 7 4 - J a c q u e s G A C H E 
7 5 - M a rie V E R G A N A U D 
8 0 - Pie r r e F A V A R D † ? 1 7 0 9
 8 1 - F r a n c ois e L A R O C H E
 8 2 - J e a n L A C O S T E
 8 3 - M a rie R A F AIL L A C 
1 0 4 - M A N U E L G O N Ç A L V E S 1 7 2 0..1 7 5 0
 1 0 5 - M A RIA F R A N CIS C A 
1 0 6 - D O MIN G O S F E R N A N D E S 
1 0 7 - A N A D O MIN G E S P E R EIR A 
1 0 8 - F r a n cis c o L O P E S 
1 0 9 - M a ria P E R EIR A D O L A G O 1 6 8 5 - 1 7 4 3
1 1 0 - C U S T Ó DIO M A R TIN S 
1 1 1 - M A RIA N A D O MIN G U E S 
1 1 2 - A n t o nio J o s e d e T o r r e s 
1 1 3 - B á r b a r a F r a n cis c a 1 7 4 1 
1 1 4 - A n t o nio d o s S A N T O S 
1 1 5 - M a ria F r a n cis c a 
1 1 6 - J o ã o d e M E D EIR O S 1 7 2 9
 1 1 7 - V í c t ó ria C O R D EIR A 1 7 2 8
 1 1 8 - J o a q uim S O U Z A 
1 1 9 - Ig n e z S A N T O S ( S O U S A )

7a, geração (hexavós)


2 1 6 - F R A N CIS C O L O P E S 1 6 3 7 
2 1 7 - M A RIA PIR E S 
2 1 8 - F É LIX P E R EIR A D O L A G O 1 6 4 9 - 1 7 1 1
 2 1 9 - M A RIA F R A N CIS C A 
2 2 6 - L o u r e n ç o P e rin h o B O R G E S
 2 2 7 - J o s e p h a d a C O N C EIÇ A O
 2 3 2 - S e b a s tiã o d e M E D EIR O S 1 7 0 1 
2 3 3 - S e b a tia n a M A R TIN S 1 7 0 1
 2 3 4 - S e b a s tiã o a f f o n s o d e P AIV A 
2 3 5 - M A RIA B E N E VID E S 
2 3 6 - M a n u el d a C o s t a d e S O U Z A 
2 3 7 - Is a b el d e PIM E N T E L 
2 3 8 - A n d r e d e S o u s a C A B R A L
 2 3 9 - IS A B E L D O C O U T O D E S O U S A


 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

MINHA ASCENDÊNCIA ATÉ o casal de cristão Novos DOMINGOS GONÇALVES e CAMILA FERNANDES.

 

1.    CAMILA FERNANDES,  casada com DOMINGOS GONÇALVES , O Pinta Diabo, viveram em Barcelos, Portugal, sendo certo que eram oriundos da cidade de Guimarães  Gonçalves.          

2.    BRANCA CARDOSO DA SILVA, viveu em São Veríssimo de Tamel  era filha de Camila Fernandes e Domingos Gonçalves Cardoso. Casou-se em  4/10/1616 com o Capitão Gregório Cardoso Cerqueira. Faleceu em 4/12/1663.

3.    MARIA ANDRADE VELOSO nasceu em 13/12/1618 em São Verissimo de Tamel, Braga, Portugal. Casou com Alexandre Pereira do Lago aproximadamente em 1645. Faleceu em 2/01/1704 em Santa Maria Vila do Prado, Portugal

4.    FELIX PEREIRA DO LAGO nasceu em 23/01/1649 Santa Maria da Vila do Prado, Braga, Portugal. Falecido em 23/11/1711 em Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde, Portugal. Em 14/06/1672, com o nome de Félix Pereira de Araújo, habilitou-se em genere et morius e depois de ordenado teve uma filha (Maria) com Maria Francisca, solteira

5.    MARIA PEREIRA DO LAGO, nascida em Areias do Vilar dos Frade, Vila de Barcelos, Portugal em 02/02/1685. Casou-se com Francisco Lopes em 29/07/1704, faleceu em 26/01/1742 em Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde, Braga, Portugal

6.    JOSÉ LOPES (PEREIRA), nascido em Santa Eulália de Cabanelas, Vila do Prado, Braga, Portugal em 28/02/1718. Casado com Roza Thereza em 18/11/1762 em San Gens de Macarome, Vila do Prado, Braga, Portugal

7.    ANNA (MARIA) PEREIRA DO LAGO, nasceu em 29/071775   em Santa Eulália de Cabanelas, Vila do Prado, Braga, Portugal. Casou-se com  Antônio Francisco Pereira em 18/11/1805, na cidade de Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde, Portugal.

8.    JOAQUINA PEREIRA DO LAGO, nascida Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde, Braga, Portugal em 20/06/1811, casada com José Custódio Gomes em 17/06/1833 em Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde, Braga. Portugal

9.    MANOEL PEREIRA GOMES, nascido em Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde, Braga, Portugal, em 6/08/1842. Casou com Maria das Mercês Botelho de Medeiros em 6/11/1871, em Três Rios, Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Faleceu em Três Rios, RJ, Brasil em 14/03/1916,

10. ELVIRA PEREIRA GOMES, nascida na cidade de Três Rios, Estado do Rio de Janeiro, Brasil em 20/10/1883, casada com Pierre Audebert em 29/02/1908 em Três Rios, Estado do Rio de Janeiro, Brasil.  Falecida no Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro –RJ , Brasil, sem data conhecida.

11. DAGMAR DE OLIVEIRA PINTO, nascida na cidade do Rio de Janeiro – Estado do Rio de Janeiro, Brasil, em 10/03/1917, casada com Raimundo de Oliveira Pinto . Falecida em 18/12/2004 em Brasília, Distrito Federal, Brasil  (minha mãe)

 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

OS CRISTÃOS NOVOS CAMILA FERNANDES e DOMINGOS GONÇALVES (O ‘PINTA DIABOS”) PARTE II

PARTE II

Além do Caderno de Bivar, dos apontamentos do Gayo, temos ainda alguns processos que confirmam a origem judaica Sefardita da FAMÍLIA PEREIRA DO LAGO.

Inicialmente, devemos observar que o casal CAMILA FERNANDES (que aparece também como Camila Fernandes de ANDRADE) e DOMINGOS GONÇALVES, o Pinta Diabos (que aparece como Domingos Gonçalves CARDOSO ou Domingo Gonçalves PINTO), foram os pais de BRANCA CARDOSO DA SILVA, a qual viveu em São Veríssimo de Tamel *, foi casada com o Capitão GREGÓRIO VELOSO CERQUEIRA.

Casamento   


"Aos quatro dias do mês de outubro do anno de seiscentos e dezesseis foram recebidos por palavras de presente na forma do sagrado concílio tridenttino Gregório Velloso da freguesia de Sª Mª de Galegos com Branca Cardoso, irmã deste abade João Cardoso, da Villa de Barcellos. Estando por testemunhas Gonçalo Rebello da Villa de Prado e Sebastião da Rocha Pimentel da Villa de Prado e do Licenciado Hieronimo Coelho da Villa de Barcellos e Matheus Gonçalves vigário de Sta. Marinha de Remelhe que recebeu a eles noivos..".

Esse registro nos dá a informação e que Branca Cardoso era irmã do abade João Cardoso, de Barcelos, como também a origem de Gregório Veloso como sendo da Freguesia de Santa Maria de Galegos. E, uma forte ligação com a Vila do Prado, local das testemunhas do casamento (tempos depois a filha do casal, MARIA. Se casa com ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO que era da Vila do Prado).

O mesmo abade João Cardoso batizou a sobrinha Maria, filha do casal, em 13/12/1618 


"Aos treze de dezembro de seiscentos e dezoito baptizei eu João Cardoso, abade de S. Veríssimo a Maria, filha de Gregório Velloso, meu cunhado e freguês. Foram compadres o reverendo abade de xxxx Baltazar Gonçalves e comadre Izabel Vellosa, sua avó, da freguesia de Santa Maria de Galegos e por assim passar na verdade aqui ponho minha fé..."

 Gregório nasceu por volta de 1580 e era filho do Capitão Pedro Alvares de Freitas e Isabel Veloso Cerqueira. Faleceu em 03/03/1638, em São Veríssimo, Tamel. (A freguesia de Galegos era vizinha a Freguesia de São veríssimo)

Justamente Gayo, no já citado Nobiliário de Famílias de Portugal, na página 295 dispõe que Maria de Andrade como sendo filha de Branca e de Gregório e neta de CAMILA FERNANDES E DOMINGOS (consta como sendo DOMINGOS FERNANDES e não DOMINGOS GONÇALVES, o que foi um erro do historiador)

 

 


 Vemos que esse cita os filhos do casal ALEXANDRE PEREIRA DO  LAGO e MARIA DE ANDRADE, dentre eles FELIX PEREIRA DO LAGO, que foi abade de Cabanelas.

No processo de INQUIRIÇÃO DE GENERE de FÉLIX PEREIRA DO LAGO (também conhecido como FÉLIX DE ARÁUJO PEREIRA) de 1672, peça chave na comprovação da ancestralidade judaica da família, inquisidor concluiu pelo impedimento de Félix haja vista ter descoberto que este “por parte de sua mãe tem parte de cristão novo”.


https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QS7-89CZ-33JK?i=16&wc=SSVC-8PN%3A363117701%2C363515401%2C363523101%2C363524701&cc=2125025

Já no processo de ADRIANO DE AZEVEDO, de 1691, filho de Gabriel de Azevedo e de sua mulher Hierônima de Andrade Veloso, natural da freguesia de São Veríssimo de Tamel, disse ser Hierônima, filha legítima de Gregório Veloso e de sua mulher BRANCA CARDOSO, esta filha de CAMILA FERNANDES.

 


O impedimento procedeu da via materna do então embargante e de sua bisavó CAMILA FERNANDES (por se dizer que Hieronima e Branca eram sobrinhas das judias chamadas Ricas). 


... João Card
oso era da nação hebreia por ser filho de CAMILA FERNANDES natural que foi da Vila de Barcelos mulher de DOMINGOS GONÇALVES CARDOSO

 https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QS7-L9HY-R49B?cc=2125025

Na habilitação para familiares do Santo Ofício de ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO, do ano de 1715, neto do ouvidor ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO, casado com a MARIA DE ANDRADE, bisneto de Branca Cardoso, trineto de Camila e Domingos Gonçalves,  a maioria das testemunhas ouvidas confirmaram a fama de cristãs novas de BRANCA CARDOSO   e  de sua filha   MARIA DE ANDRADE VELOSO,   apesar de não conhecerem a origem da fama atribuída às mesmas e seus descendentes, apenas conjecturavam, sendo que alguns,  por ouvirem dizer de seus pais ou outras pessoas já falecidas,  acreditavam que isso se devia ao fato de que BRANCA CARDOSO, “ter se “criado em Barcelos em casas de umas judias,  a  quem chamavam as RICAS, e que não tendo herdeiros lhe deixaram os seus bens”.

Após serem ouvidas várias pessoas acerca da “limpeza de sangue de ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO”, a conclusão do inquisidor foi de que por parte de sua avó materna, chamada Maria de Andrade Veloso, casada com seu avô Alexandre Pereira do Lago – seu homônimo, “era o dito habilitante tido e havido por cristão novo e assim era a fama geral e constante”....e “tão geral e vulgar é esse defeito de sangue que se opões ao habilitante que me parece o não ignorar aquelas pessoas que dele algum conhecimento tem”.



A habilitação está incompleta .

http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2344089

 O último foi a habilitação para familiar do Santo Ofício de JERÕMINO PEREIRA DO LAGO, onde Domingos Gonçalves e Camila Fernandes são citados como pais de três filhos: JOÃO CARDOSO, que se ordenou de ordens santas e foi Abade da dita freguesia de São Veríssimo de Tamel, MANOEL CARDOSO que também foi sacerdote e faleceu em Barcelos e BRANCA CARDOSO, avó de Jerônimo, filha de CAMILA FERNANDES das partes de Fonte Arcada, concelho de Lanhoso, como era tradição servir a Barcelos umas mulheres chamadas RICAS que padeciam fama de cristãs novas.






  https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2329727

Assim, diante de todas essas provas podemos afirmar que DOMINGOS GONÇALVES e CAMILA FERNANDES eram cristãos novos e que seus descendentes, por muitos anos, carregavam consigo a fama de seus ancestrais.