segunda-feira, 14 de setembro de 2020

MINHA ASCENDÊNCIA ATÉ JOÃO GONÇALVES ZARCO - POVOADOR DA MADEIRA

 Como minha bisavó materna (minha linha matrilinear) era açoriana, 1/8 (12.5%) dos meus ancestrais são açorianos .  O que significa dizer também que descendo dos antigos povoadores (São Miguel e Santa Maria). 

Neste passo á discorrer sobre minha ascendência até João Gonçalves Zarco, que foi povoador da Madeira e que deixou inúmeros descendentes através dos seus sete filhos.

   

PRIMEIRA GERAÇÃO

JOÃO GONÇALVES ZARCO

Foi o responsável pelo arquipélago da Madeira, até 1460 aparece com o o nome de João Gonçalves ZARGO.

João Gonçalves Zarco, ou Zargo, foi o primeiro Capitão Donatário do Funchal.

D. Afonso V concedeu-lhe Brasão de Armas em 4.7.1460, dando-lhe o apelido de “Câmara de Lobos”. Por esta Carta de Brasão foi feito nobre, pois dela se vê que o não era. Nela se diz ser ele Cavaleiro-criado do Infante D. Henrique. Passou a designar-se como JOÃO GONÇAVES DE CÂMARA.

D. Afonso V mandou para a Madeira quatro fidalgos para casarem com as filhas de João Gonçalves Zarco. Casou em Portugal com CONSTANÇA RODRIGUES DE ALMEIDA, com quem teve sete filhos, dentre os quais:

 

SEGUNDA GERAÇÃO

RUI GONÇALVES DA CAMARA              

3.º Capitão Donatário da ilha de S. Miguel e primeiro desta família. Comprou a Capitania a João Soares de Albergaria por vinte mil cruzados e quatro mil arrobas de açúcar, compra que foi confirmada a 20.5.1474

Casou na ilha da Madeira com MARIA DE BETTENCOURT, que morreu sem geração e instituiu o morgado da Água do Mel e a Capela dos Mártires, naquela ilha, para seu sobrinho Gaspar de Bettencourt Rui Gonçalves da Câmara não deixou filhos legítimos. Teve, porém, de diferentes mulheres, filhos naturais, que foram legitimados.

 

TERCEIRA GERAÇÃO

PEDRO RODRIGUES DA CAMARA

Filho natural legitimado por D. Manuel em 1510. Sua mãe foi Maria Rodrigues, solteira, da família dos Albernazes (Frutuoso, Livro IV, §§ X e XI). Em 1507 contratou com outros a construção da Matriz Ribeira Grande, onde era morador. Fez nesta Vila o Convento de Jesus e foi loco-tenente do Capitão Donatário Rui Gonçalves da Câmara, seu sobrinho, governando a Capitania em sua ausência durante sete anos (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXVI, § XXXI). Fez testamento a 17.2.1541 e deixou bens à Misericórdia de Ponta Delgada.. Casou com Margarida de Bettencourt e Sá

Teve de Margarida de Bettencourt e Sá, sua mulher

 

QUARTA GERAÇÃO

HENRIQUE BETTENCOURT DA CAMARA

Henrique Bettencourt da Câmara, ou de Sá, morador na Ribeira Grande, que andou muito tempo na Corte. Fez testamento com sua mulher na Ribeira Grande, começado a 20.6.1575 e terminado a 1.11.1575, onde fala no pai, nos filhos Rui, Henrique e Manuel e nas filhas Francisca e Ângela. Diz também ser padroeiro do Convento de Jesus da Ribeira Grande

 Casou na Ribeira Grande com SIMOA VAZ DE SOUSA

 

QUINTA GERAÇÃO

MANOEL BETTENCOURT DA CÂMARA

Morador na Achadinha. Casou na Matriz Ribeira Grande, a 21.11.1577, com Maria Gago da Câmara, sua prima (filha de Rui Gago da Câmara e de Isabel Botelho?)

 

SEXTA GERAÇÃO

FRANCISCO DE SÁ BETTENCOURT

Casou com Isabel de Paiva

A 28.6.1672 na Lomba da Maia se começou o inventário por morte de Isabel de Paiva, sendo inventariante seu viúvo o Capitão Francisco de Sá Bettencourt; os filhos do casal são: Maria dos Anjos, de 27 anos; Bárbara da Cruz, de 25 anos; Isabel de Sá , de 15 anos; e António de 13 anos; no inventário está transcrito o testamento da inventariada feito a 17.4.1672 em que deixa a terça ao marido e por morte deste a suas filhas Bárbara e Maria e pede ao marido e ao legar a sua terça se lembre de sua filha Isabelinha, (sic) que aqui não é contemplada

 

SÉTIMA GERAÇÃO

BÁRBARA MONIS DE BETTENCOURT

Casou nos Fenais da Ajuda a 27.11.1679, com JOÃO CAMELO PEREIRA.

 

OITAVA GERAÇÃO

MANUEL MONIZ PEREIRA OU MANUEL DE BETTENCOURT CAMELO, OU MANUEL CAMELO MONIZ, ALFERES, dos Fenais da Ajuda.

Faleceu em S. Roque a 23.12.1744. Casou em São. Roque, a 20.8.1704, com Ana de Sousa, filha de Manuel Dias Sardinha e Isabel Simões falecida em São. Roque a 29.6.1759.

 

NONA GERAÇÃO

ISABEL MONIZ ¨**** casou a primeira vez em S. Roque, a 25.5.1726, com João Gouveia, filho de Matias Gouveia e Úrsula da Costa. Casou a segunda vez em São Roque, a 19.6.1740, com Bartolomeu de Sousa.

DÉCIMA GERAÇÃO

THEREZA FRANCISCA ou de JESUS

 Casada como José de Souza Farrapo em 19/05/1765.

 

DÉCIMA PRIMEIRA GERAÇÃO

ANTÔNIO DE SOUZA VALE

 Casado com Joaquina de Carmo em 1805

 

DÉCIMA SEGUNDA GERAÇÃO

ANNA JOAQUINA ,

Nascida em 7/10/1809. Casou com Felisberto Botelho em 2/11/1832 em São Roque do Rosto do Cão.

 

DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO

JACINTHA CANDIDA BOTELHO

Nasceu em 26 de Julho de 1838 , em São Roque do Rosto de Cão, São Miguel, Açores

 

DÉCIMA QUARTA GERAÇÃO

MARIA DAS MERCES

 Nasceu no dia 21 de setembro de 1856 na Vila da Lagoa (Ilha de São Miguel/Açores

Casou-se com o português MANOEL PEREIRA GOMES, filho de José Custódio Gomes de Carvalho e Joaquina Pereira do Lago no dia 6/11/1871 em Três Rios/RJ (Brasil).

DÉCIMA QUINTA GERAÇÃO

ELVIRA PEREIRA GOMES

Filha de Manoel Pereira Gomes e Maria das Mercês Botelho de Medeiros, nasceu no dia 20/09/1883 em Três Rios/RJ, Brasil

 

DÉCIMA SEXTA GERAÇÃO

DAGMAR PEREIRA GOMES AUDEBERT

Nasceu no Rio de janeiro/rj em 10/03/1917, Faleceu em 18/12/2004,

 

DÉCIMA SÉTIMA GERAÇÃO

EU

 

***** ISABEL MUNIZ é descendente de Ruy Vaz de Medeiros e também de GUIOMAR ALVARES PINHEIRO, casada como Gaspar Medeiros Camelo , cristãos novos. Guiomar teve um irmão inteiro HENRIQUE SOARES, que foi processado por judaísmo.

 

Gaspar Medeiros Camelo, filho de Antônio Camelo Pereira e Maria de Medeiros, descende de outro povoador de São Miguel – Fernão Camelo Pereira,

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

A CAFEICULTURA EM BANANEIRAS/PB

 

A CAFEICULTURA EM BANANEIRAS

Desde o final do século XVIII o cultivo do café já era feito no Brejo Paraibano, mas foi a partir de 1830 que a cultura passou a ter uma importância significativa na economia da região, que tinha clima e terras apropriadas para tal.

Bananeiras foi a maior produtora de café na Paraíba e a qualidade do produto ficou conhecida tanto no Brasil como no exterior, rivalizando com o café produzido nos sudestes (Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo).

A exemplo do que ocorria no Vale do Paraíba (RJ e SP) o café trouxe riquezas para Bananeiras, criando uma aristocracia local que mandou edificar casarões e usava mobília, porcelana, talheres de pratas e os mais finos tecidos (muitos importados da Europa).

Os proprietários das fazendas e engenhos ganharam muito dinheiro no período que se estendeu até aproximadamente 1920, quando uma praga dizimou os cafezais.

Pelos inventários da época podemos notar que até os pequenos produtores ganharam muito dinheiro com o café.

Este período de quase 100 anos (1930/1920) foi fundamental para a história da cidade e a importância que teve na época.

Muitas figuras se destacaram como cafeicultores, sendo uma das proeminente o Barão de Araruna, que já tratei em outra postagem, Estevão José da Rocha que foi barão por 3 anos (1871/1874); Comendador Felinto Florentino da Rocha (filho do barão e mais rico que ele), José de Andrade Freitas Cupaoba, Leonardo Bezerra Cavalcanti, Joaquim do Rego Toscano, Targino Neves, Segismundo Guedes,

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

PEDRO VIEIRA DA SILVA (FILHO DE DUARTE GALVÃO)

 Duarte Galvão (Crônica del Rei D. Affonso Amrriqz) .png

imagem https://ru.wikipedia.org/wiki

Todas as famílias possuem filhos ilegítimos, na minha, entre tantos ancestrais, não seria diferente. Esse é um dos meus troncos que tem origem em Duarte Galvão, filho de Rui Galvão e de Branca Gonçalves, o qual era fidalgo da Casa real e foi cronista-mor do Reino de Portugal em 1460, autor da "Cronica de D. Afonso Henriques", foi secretário de D. Afonso V de Portugal.

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Ele casou a primeira vez com D. Catarina de Sousa e Albuquerque que teve uma filha e , a segunda vez, com Catarina da Silva de Vasconcelos, com quem  teve dez filhos. Além desses, fora dos casamentos, teve dois filhos, Antônio Galvão e Pedro Vieira da Silva, de cuja descendência pertenço e que passo a tratar.

PRIMEIRA GERAÇÃO           

PEDRO VIEiRA DA SILVA , segundo Rodrigo Rodrigues “Fidalgo da Casa Real, que veio de Portugal para a Ilha de São Miguel por se casar em Lisboa contra a vontade do pai (Vide Cristóvão Alão Morais, “Pedatura Lusitana”, pág. 402 Vol. I, Tomo III, e Felgueiras Gaio, “Nobiliário”, Tomo XV, pág. 70). Voltou para Portugal no tempo de D. João II, que o mandou embaixador a Castela, deixando em São. Miguel os filhos já casados.

 Era filho bastardo legitimado de Duarte Galvão, Cronista-mór do Reino e embaixador de D. João II ao Imperador Maxilimiliano e ao Preste João - (D. António Caetano de Sousa, “História Genealógica da Casa Real Portuguesa”, Tomo XII, pág. 422). 

Deste Pedro Vieira da Silva trata Diogo Gomes da Figueiredo na obra "Famílias do Reino de Portugal, Título Galvões, e Lourenço Anastácio de Mexia Galvão na sua História Genealógica da família Galvão, manuscrito, Cap.º XXXVI". Casou em Portugal, mas ignora-se o nome da mulher.

Sabe-se que foi seu filho:

SEGUNDA GERAÇÃO

FERNÃO VIEIRA DA SILVA, nasceu em Água de Pau. Teve foro de Fidalgo da Casa Real (Frutuoso, Livro IV Cap.º XC, e Felgueiras Gaio, “Nobiliário”, Tomo XV, pág. 73).

Casou com EVA LOPES , filha de ÁLVARO LOPES,  do Vulcão, morador junto à ermida de Nossa Senhora dos Remédios, próximo da vila da Lagoa.

Alvaro Lopes veio da Madeira,  para São Miguel, trazendo o navio carregado de vinhos. Após a chegada pediu terras ao Capitão Donatário João Rodrigues da Câmara, que lhe deu as terras que no termo da vila Lagoa que se chamam "o vulcão", até ao mar.

Ali viveu solteiro quatro ou cinco anos. Fez testamento aprovado a 17.5.1543 a aberto a 12.6.1545 (data de seu falecimento), no qual diz que edificou a ermida de Santa maria do Rosário (atual igreja do Rosário da Lagoa), no antigo sítio do Porto dos Carneiros, mesmo lugar onde hoje está a Igreja Paroquial. Depois  se casou com MÉCIA AFONSO, filha de André Afonso e Violante Coelho.

TERCEIRA GERAÇÃO

 LUZIA VIEIRA, filha  de Fernão Vieira da Silva e Eva Lopes, se casou em 1543, como se vê do testamento de seu avô Álvaro Lopes do vulcão,  com ANTÓNIO GONÇALVES, dos Poços das Capelas.

QUARTA GERAÇÃO

SEBASTIÃO VIEIRA DA ROCHA, filho de Antonio Gonçalves e Luzia Vieira, escudeiro, morador nos Fenais da Ajuda. Casou com Catarina da Costa.

QUINTA GERAÇÃO

GASPAR VIEIRA DA ROCHA,  filho de Sebastião Vieira da Rocha e Catarina Costa. Casou com Maria Lourenço da Costa.

SEXTA GERAÇÃO

SEBASTIÃO VIEIRA MACHADO, dos Fenais da Ajuda. Casou na Matriz de Ponta Delgada, a 12.10.1611, com Bárbara de Medeiros Camelo, foi batizada a 15.8.1586 na Matriz de Ponta Delgada. Segundo Rodrigo Rodrigues :"Por escritura de 22.5.1612 vendeu umas casas que foram dos pais e lhe doara em 1606 seu irmão João Camelo.

 Bárbara era filha de  Gaspar Camelo Pereira, morador em Ponta Delgada. Foi a Portugal por causa da demanda em que se tinham empenhado o pai e avô e voltou com ela ganha e na posse do vínculo. Foi enterrado no seu jazigo na Capela de Nossa Senhora da Alegria na Matriz de Ponta Delgada, lado Norte (como diz em seu testamento o neto do mesmo nome). Casou com Guiomar Alvares Pinheiro"


SÉTIMA GERAÇÃO

BRAZ CAMELO PEREIRA, morador nos Fenais da Ajuda. Casou em S. Pedro de Ponta Delgada, a 27.4.1648, com Maria Vieira de Almeida, de Ponta Delgada, filha de Gonçalo de Almeida Calvo, filho de outro do Mesmo nome, da Relva, e de Maria Dias Vieira, casados em S. Pedro de Ponta Delgada a 15.6.1620, filha de Baltazar Vieira das Cortes e de Maria Dias Vieira.


OITAVA GERAÇÃO

JOÃO CAMELO PEREIRA, morador em S. Roque. Casou nos Fenais da Ajuda a 27.11.1679, com Bárbara Moniz de Bettencourt 

NONA GERAÇÃO

MANUEL MONIZ PEREIRA OU MANUEL DE BETTENCOURT CAMELO, OU MANUEL  MONIZ CAMELO, ALFERES, dos Fenais da Ajuda.

Faleceu em S. Roque a 23.12.1744. Casou em São. Roque, a 20.8.1704, com Ana de Sousa,  filha de Manuel Dias Sardinha e Isabel Simões falecida em São. Roque a 29.6.1759 .

 ÓBITO 

DÉCIMA GERAÇÃO

ISABEL MONIZ, casou a primeira vez em S. Roque, a 25.5.1726, com João Gouveia, filho de Matias Gouveia e Úrsula da Costa. Casou a segunda vez em São Roque, a 19.6.1740, com Bartolomeu de Sousa (Cap.º 315.º § 2.º, N.º 6).


DÉCIMA PRIMEIRA GERAÇÃO

THEREZA FRANCISCA OU DE JESUS ,casada com José de sousa(19/05/1705)

DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO

ANTONIO DE SOUSA VALE, Casado com Joaquina do Carmo em 1805


DÉCIMA QUARTA GERAÇÃO

ANNA JOAQUINA , filha de Antonio de Sousa Vale e Joaquina do Carmo nasceu em 7/10/1809


DÉCIMA QUINTA GERAÇÃO

JACINTHA CANDIDA BOTELHO Nasceu em 26 de  julho de 1838 em  São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores

 


 

DÉCIMA SEXTA GERAÇÃO

MARIA DAS MERCES  Nasceu no dia 21 de setembro de 1856 na Vila da Lagoa (Ilha de São Miguel/Açores

 

 

Casou-se com o português MANOEL PEREIRA GOMES, filho de José Custódio Gomes de Carvalho e Joaquina Pereira do Lago no dia 6/11/1871 em Três Rios/RJ (Brasil).

 

DÉCIMA SÉTIMA GERAÇÃO

ELVIRA PEREIRA GOMES, filha de Manoel Pereira Gomes e  Maria das Mercês Botelho de Medeiros, nasceu no dia 20/09/1883 em Três Rios/RJ, Brasil

 DÉCIMA OITAVA GERAÇÃO

DAGMAR PEREIRA GOMES AUDEBERT

 DÉCIMA NONA GERAÇÃO

ISABEL DE OLIVEIRA PINTO (EU)

 

sábado, 25 de julho de 2020

ANTONIO PEREIRA GOMES (1850-1911)

ANTONIO PEREIRA GOMES
Não saiba muito sobre este meu tio bisavô materno, até ser consultada sobre ele por uma historiadora e genealogista (acerca de um sino que foi doação dele e de outro para a capela anexa do Hospital de Clinicas Nossa Senhora da Conceição).
Já faz algum tempo que queria postar algo a seu respeito, mas o tempo passou sem que o tivesse feito.
ANTONIO PEREIRA GOMES, filho de José Custódio Gomes que aparece como Joaquim Gomes de Carvalho e de Joaquina Pereira do Lago (vide postagem) , nasceu em  Santa Eulália de Cabanelas (Vila Verde ) Portugal em 28/08/1850, conforme registro abaixo.


Chegou ao Brasil a bordo do navio Tagus em 31/12/1883. Aqui encontrou seu irmão MANOEL PEREIRA GOMES (meu bisavô materno já estabelecido desde 1869 na região de Três Rios/RJ - Paraiba do Sul, Areal e Alberto Torres).

Casou-se com JOAQUINA DAS MERCÊS PEREIRA GOMES, sua sobrinha, filha de seu irmão Manoel pereira Gomes e de Maria das Mercês Botelho de Medeiros ( Pereira Gomes)

 continuação



  
Aos vinte e sete de julho do anno de nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e oitenta e nove nesta freguesia de São Pedro e de São Paulo de Parahyba do sul, província do rio de Janeiro na povoação de Entre Rios  casa da residência de Manoel Pereira Gomes, onde eu escrivão abaixo nomeado fui, vindo perante mim compareceu ANTONIO PEREIRA COMES, vinte nove anos de idade, natural de Portugal, negociante, filho legítimo de Jose Gomes de Carvalho e de Dona Joaquina Pereira do Lago, e de DONA JOAQUINA DAS MERCÊS PEREIRA, dezessete anos de idade, filha de Manoel Pereira Gomes re Dona Maria das Mercês Pereira, exibindo declaração do reverendo  Padre José Nunes Cardozo de Rezende, disseram que hoje as oito hora da tarde na capela da Fazenda Boa União  desta freguesia, sendo celebrante o referido padre Rezende, precedente da licença do Vigário desta parochia Conego Ignacio Feliz de Alvarenga Salez e dispensa de parentesco receberão em matrimonio e segundo o costume do Império

Na ocasião do casamento com sua sobrinha, Antonio não tinha 29 anos e sim 39. Uma diferença de idade de 22 anos entre os dois cônjuges. 
O casamento foi realizado na Capela da fazenda Boa União, que era de propriedade de Claudina Pereira de Carvalho, a Condessa de Rio Novo.
Antonio ascendeu socialmente rapidamente, na mesma medida que acumulou fortuna negociando café, cavalos, e produzindo aguardente em suas fazendas.
O casal  teve filhos, entre os quais JOSÉ PEREIRA GOMES, MARIA AMÉLIA PEREIRA GOMES (casou-se com Ricardo Naveiro em 1915), CARLOS GOMES PEREIRA (Se casou com Aurora Paschoal Esteves em 1922), ANTONIO GOMES PEREIRA. Não sei se existem outros.
Antonio faleceu n o dia 27/07/1911 vítima de acidente de trem, conforme foi amplamente noticiado nos jornais da época.

fonte jornal AREALENSE




fonte jornal AREALENSE

Vale ressaltar que ANTONIO PEREIRA GOMES teve um sobrinho e cunhado chamado ANTONIO PEREIRA GOMES (SOBRINHO) 

domingo, 19 de julho de 2020

ASCENDENTES DA ILHA DE SANTA MARIA AÇORES


ASCENDENTES DA ILHA DE SANTA MARIA
Até bem pouco tempo desconhecia esses meus troncos familiares ligados à Ilha de Santa Maria, Açores, Portugal.
Isso só foi possível graças a uma prima distante, Helena Borges, açoriana, também apaixonada por genealogia, a quem agradeço muito por compartilhar e ajudar a resgatar a memória de nossos ancestrais.
A Ilha de Santa Maria é uma das 9 ilhas do arquipélago dos Açores, região autônoma de Portugal situada no Oceano Atlântico.



Está localizada 100 Km ao sul da Ilha de São Miguel e quase 600 Km da Ilha das Flores.
Atribui-se a Frei Gonçalves Velho ser o primitivo morador da Ilha. A colonização começou por volta de 1439 com a chegada de portugueses, mouros, judeus e flamengos.
Dentre os primitivos povoadores estão Gonçalo Anes, Nuno e Pedro Velho, Estevão Lopes e Mestre Antônio Catalão, pai de Genes Curvelo e Francisco Curvelo Catalão), do qual descendo via Manuel Curvelo da Costa.
Chamo a atenção que tenho, geneticamente provado através de testes de ancestralidade, uma forte herança genética espanhola a que atribuo aos meus ancestrais açorianos, especificamente aqueles que viveram em Santa Maria.
Mas, essa é outra discussão que não cabe aqui.
Continuando com a história da Ilha de Santa Maria é bom lembrar que já por volta das primeiras décadas do século XVI a ilha contava com 3 freguesias: Nossa Senhora da Assunção da Vila do Porto (ligada a todos meus ancestrais de lá), Santa Bárbara e Santo Espírito.


PRIMEIRA GERAÇÃO
 CATARINA FERNANDES, nasceu por volta de 1490. Desconhecido o nome do marido. Pertencia a família FERNANDES como sua irmã Isabel Fernandes. O sobrenome Fernandes me faz lembrar sempre de outra ancestral CAMILA FERNANDES que viveu em Barcelos de família de cristãos novos (vide postagem PEREIRA DO LAGO)

SEGUNDA GERAÇÃO
MARIA FERNANDES REIMOA, nascida por volta de 1518 em Santa Maria, filha de Catarina Fernandes. Se casou com ESTEVÃO ROQUE DA COSTA por volta de 1534.

TERCEIRA GERAÇÃO
SIMOA DA COSTA, filha de Maria Fernandes Reimoa e Estevão Roque da Costa nasceu por volta de 1540, casada com BELCHIOR MARTINS, que Segundo Rodrigo Rodrigues, foi proprietário das vinhas de São Lourenço

QUARTA GERAÇÃO
JERÓNIMA DA COSTA, filha de Simoa da Costa e Belchior Martins, nasceu por volta de 1561 e se casou com Manuel Curvelo Velho, sapateiro em Vila do Porto, foi proprietário por sua mulher das referidas vinhas de São Lourenço (Segundo Frutuoso Liv.º III Cap.º VIII § I).
Manuel Curvelo Velho era filho de Simão Curvelo e neto de Genes ou Genor Curvelo, filho do mestre Antonio Catalão, um dos primeiros povoadores da ilha.
  
QUINTA GERAÇÃO
MANUEL CURVELO DA COSTA, filho de Jerônima da Costa e de Manuel Curvelho Velho, almoxarife e homem muito rico, nascido por volta de 1590 casado com ISABEL DIAS, filha de Andre Faleiro e Catarina Borges EM 31.12.1614 (Assunção, Vila do Porto)






SEXTA GERAÇÃO
MANUEL BORGES, nascido por volta de 1616, na Vila do Porto, Santa Maria, filho de Manuel Curvelo da Costa e Isabel Dias,  casou em 30/12/1636, MARIA GARCIA, filha de Manuel Garcia e Angela Velho, neta paterna de António Garcia e Antónia Martins, e materna de Pedro Jorge e Beatriz (Isabel? ) Gonçalves.



SÉTIMA GERAÇÃO
MARIA BORGES DE BRAGA, nascida por volta de 1650, filha de Manuel Borges e Maria Garcia, que casou em Vila do Porto a 17.10.1666 com BALTAZAR PERINHO, filho de Francisco Nunes e Úrsula Carneiro.



OITAVA GERAÇÃO
LOURENÇO BORGES PERINHO, filho de Maria Borges Braga e Baltazar Perinho, nascido por volta 1682, escrivão, que casou em Vila do Porto a 6.8.1710 com ANA DA CONCEIÇÃO, filha de Domingos da Costa e Ana de Fontes.


NONA GERAÇÃO
LOURENCO PERINHO BORGES, filho de Lourenço Borges Perinho e Ana da Conceição, natural de Vila do Porto , casou em São Pedro de Ponta Delgada a 8.3.1734 com Josefa da Conceição.



DÉCIMA GERAÇÃO
BÁRBARA FRANCISCA,  filha de Lourenço Perinho Borges e Josepha da Conceição nasceu em 3/12/1741 (Assunção , Vila do Porto, Ilha de Santa Maria), Casou-se em 3/12/1758, com ANTONIO JOSÉ DE TORRES de São Pedro, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel (filho de Manoel de Torres e de Sebastiana Francisca)  







DÉCIMA PRIMEIRA GERAÇÃO
FRANCISCO BERNARDO (TORRES), filho de Bárbara Francisca e Antonio José Torres, nasceu em São Sebastião em 28/09/1759. Casou-se com Laureana Joaquina em São Pedro em 14/01/1781.





DÉCIMA SEGUNDA GERAÇÃO
ANTONIO JACINTO BORGES, filho de Francisco Bernardo e Laureana Joaquina, nasceu no dia 4 de julho de 1787, em São Pedro de Ponta Delgada. Casou-se com Ana Jacinta de Jesus em 6/10/1792.



DECIMA TERCEIRA GERAÇÃO
JOAQUIM ANTONIO DE MEDEIROS, filho de Antonio Jacinto Borges e Ana Jacinta de Jesus, nasceu no dia 14 de junho de 1827 e se casou no dia 19 de julho de 1852 em São Roque do Rosto do Cão com Jacintha Cândida Botelho.


DÉCIMA QUARTA GERAÇÃO
MARIA DAS MERCÊS BOTELHO DE MEDEIROS, filh de Joaquim Antonio de Medeiros e Jacintha Cândia Botelho  nasceu na Vila da Lagoa em 21/09/1856. Imigrou para o Brasil onde se casou com o português MANOEL PEREIRA GOMES no dia 6/11/1871 em Três Rios/RJ (Brasil)



DÉCIMA QUINTA GERAÇÃO
ELVIRA PEREIRA GOMES, filha dos portugueses Maria das Merces Botelho e Medeiros e Manoel Pereira Gomes, nasceu em 20/10/1883 em Três Rios/RJ. Casou-se com o francês PIERRE AUDEBERT, filho de Guillaume Audebert e Maria Favard.

DÉCIMA SEXTA GERAÇÃO
DAGMAR PEREIRA GOMES AUDEBERT, nasceu no Rio de Janeiro a 10/03/1917 e faleceu em Brasilia/Df em 18/12/2004.

DÉCIMA SÉTIMA GERAÇÃO
ISABEL DE OLIVEIRA PINTO (eu)


No Brasil, aão conhecidas mais quatro gerações adiante (VINTE GERAÇÕES)