domingo, 30 de abril de 2017

MORADORES DA REGIÃO RURAL DE ARARUNA 1866

ANDRE JOQUIM DA FONSECA
CARNAÚBA
ANTONIO BARBOSA DE LIMA
CALABOÇO
ANTONIO DIAS BARBOSA
CALABOÇO
ANTONIO LUIZ FERREIRA
ALAGOA DA MATA
ANTONIO MARTINS DE OLIVEIRA
ALAGOA DE FORA
ANTONIO TEIXEIRA DA ROCHA
GUARIBAS
ANTONIO VITAL DOS SANTOS
CARAÚBA
ANTONO JOSÉ DA ROCHA
CALABOÇO
BENTO FERNANDES
CARNAÚBA
BENTO JOSÉ FERNANDES
CARNAÚBA
DOMINGOS JOAQUIM DA FONSECA
CARNAÚBA
EMIGIDIO SOARES
GUARIBAS
ESTEVÃO BEZERRA SOARES
CARNAÚBA
FABRICIO SOARES DA SILVA
GUARIBAS
FRANCISCO ANTONIO DA SILVA
MIRIM
FRANCISCO FERREIRA DE SOUZA
MACAPÁ
FRANCISCO MACHADO FREIRE
ALAGOA DO BERNARDO
FRANCISCO RIBEIRO DE SOUZA
CALABOÇO
GABRIEL DE OLIVEIRA
ALAGOA SALGADA
GABRIEL DE OLIVEIRA NUNES
ALAGOA SALGADA
INÁCIO PEREIRA DA SILVA
LOGRADOURO
JANUÁRIO JOSÉ DA COSTA
ANNAFE
JOANA HONÓRIA DE AVELAR
GUARIBAS
JOÃO ANDRADE DE MIRANDA
ALAGOA DA MATA
JOÃO EVANGELISTA DOS SANTOS
ANNAFE
JOÃO FRANCISCO DA SILVA
LOGRADOURO
JOÃO GONÇALVES DOS SANTOS
SALGADO
JOÃO INÁCIO DA SILVA
MACAPÁ
JOÃO JOSÉ DA SILVA
GUARIBAS
JOÃO LUIZ DA COSTA
ALAGOA DA MATA
JOÃO MARTINS FERREIRA DA SILVA
FRAGATA
JOÃO SOARES DE OLIVEIRA
CACIMBA DO GADO
JOÃO VALENTIM DO NASCIMENTO
SALGADO
JOAQUIM CÂNDIDO GOMES
ALAGOA DO BERNARDO
JOAQUIM FERREIRA DA SILVA
LOGRADOURO
JOAQUIM FRANCISCO DA HORA
UMBURANA DA ONÇA
JOAQUIM JOSÉ RIBEIRO-
CARNAÚBA
JOAQUIM LUSTOSA
ALAGOA DA MATA
JOSÉ CAETANO VIEIRA
CALABOÇO
JOSÉ FLORÊNCIO DA COSTA
ALAGOA DO BERNARDO
JOSÉ PEDRO DA SILVA
ANNAFE
LUIZ FERREIRA
ALAGOA DA MATA
MANOEL  ROBERTO DE BRITO
ALAGOA DA MATA
MANOEL DOMINGOS DOS SANTOS
SALGADO
MANOEL JOSÉ DE LIMA
CARNAÚBA
MANOEL JOSÉ PEREIRA DA COSTA
ANNAFE
MANOEL MARTINS DA SILVA
ALAGOA DE FORA
MANOEL RIBEIRO DA SILVA
CARNAÚBA
MANOEL ROBERTO FERREIRA
ALAGOA DA MATA
MANUEL FELIX PEREIRA DA CUNHA
CACIMBA DO GADO
MIGUEL FRANCISCO DA COSTA
CARNAÚBA
PEDRO ALVES PESSOA
ALAGOA SALGADA
PEDRO JOSÉ PESSOA
CACIMBA DO GADO
SEVERINO JOSÉ MARINHO
MACAPÁ
SILVANO JOSÉ DANTAS
MIRIM
TARGINO SOARES
CACIMBA DO GADO
THOMAZ DE AQUINO PEREIRA
SERRA VERDE
VICTORINO ANTONIO DA SILVA
MIRIM



Muitos lugares ainda preservam o mesmo nome como MACAPÁ, CARNAÚBA,CALABOÇO, GUARIBAS, SERRA VERDE, FRAGATA, BERNARDO.
Outros fazem parte de Cacimba de Dentro, como LOGRADOURO, ALAGOA DE FORA E ALAGOA SALGADA.
Nos documentos de 1900, grande parte dos residentes nesses agrupamentos rurais eram descendentes dos moradores de 1866  

sábado, 29 de abril de 2017

MANOEL DA COSTA FARRAPO - SÃO ROQUE - ILHA DE SÃO MIGUEL - AÇORES

A família FARRAPO tem suas origens em São Roque do Rosto do Cão, na Ilha de São Miguel nos Açores. 
Seus descendentes brasileiros são inúmeros. Eu pertenço a 14ª geração, pois PEDRO GONÇALVES FARRAPO vem a ser meu DÉCIMO SEGUNDO AVÔ.
Pedro é avô de MANOEL DA COSTA FARRAPO que nasceu aproximadamente em 1628 em São Roque, Ilha de São Miguel, Açores.
Era filho de Pedro da Costa Nateiro e Isabel Gonçalves, que se casaram em 13/07/1625 também em São Roque. (Neto de Pedro Gonçalves Farrapo e Maria Luiz.)
No dia 13/02/1651 ele se casa com sua prima Isabel Fernandes (filha de Pedro Monteiro e Anna de Souza).
O casal tem vários filhos, dentre os quais MANOEL DA COSTA FARRAPO (II) que se casa, em 3/6/1674, com sua prima Anna de Souza (filha de seu tio materno Martiniano Fernandes e Luiza Martins).
MANOEL DA COSTA FARRAPO e ANNA DE SOUZA são os pais de DOMINGOS DA COSTA FARRAPO que se casa em 2/7/1704 com ANNA DE SOUZA (filha de Thomé Jorge e Isabel de Souza) de quem descendo diretamente. Mas, também são os pais de MANOEL DA COSTA FARRAPO (III) que vem a se casar com Bárbara Aguiar em 15/10/1703, cujo filho BARTOLOMEU DE SOUZA é o pai de MANOEL DA COSTA FARRAPO (IV) que nasceu em 1746 em São Roque e que com apenas 14 anos imigra para o Brasil e se estabelece no Ceará onde deixou enorme descendência.

 -Casamento de Domingos da Costa (FARRAPO) filho de MANOEL DA COSTA FARRAPO e ANNA DE SOUZA  com ANNA DE SOUZA  em 2 de julho de 1704 

  

sábado, 15 de abril de 2017

PADRE ANTONIO GOMES RAPHAEL DE MELLO

PADRE ANTONIO GOMES RAPHAEL DE MELLO
Alguns dizem que era pernambucano e teria nascido por entre 1824/1832. Foi ordenado padre no Seminário de Olinda. 
Foi vigário em Serra de São Bento/RN (distante cerca de 60 Km de Santa Cruz) na década de 50 do século XIX e por volta de 1866 foi para Santa Cruz onde permaneceu como pároco até sua morte em 1890.
É bom salientar que entre 1851 e 1852 a sede da freguesia foi São Bento e não Santa Cruz. E, no período de 1853 a 1858 a sede da fregueszia foi Nova Cruz/RN, razão pela qual todos os livros paroquiais de Santa Cruz daquela época encontram-se em Nova Cruz/RN.
Esteve em Araruna no período de 1860/1866 (antes de ser nomeado para Santa Cruz). Sendo inúmeros os batismos que oficiou em Caiçara, que naquela época pertencia à Bananeiras, como o da imagem abaixo.

Foi proprietário de terras, algumas delas em Araruna em um lugar denominado Abreu, como comprova os registro abaixo.




"Digo eu abaixo assignado que sou possuidor de huma parte de terras no lugar denominado Abreu da freguesia d'Araruna, cujos limites  são os seguintes: pelo sul com terras de Tapuia, pelo norte com terras d'Alagoa da pedra, pelo nascente com Curimataú e pelo poente com terras d'Alagoa da Barrra. O padre Antonio Gomes Raphael de Mello "

sexta-feira, 14 de abril de 2017

TERRAS DE MANOEL FRANCO DE OLIVEIRA EM VÁRZEA DE TACIMA/PB -1855

Vez ou outra, no decorrer das pesquisas, nos deparamos com um documento revelador que esclarece muita coisa e acaba por colocar um ponto final em qualquer dúvida.  Hoje, tive o prazer de encontrar um registro importante para o resgate da história da minha família.
Trata-se de um registro de terras feito em 1856, onde os proprietários  declararam que adquiriram as terras na VÁRZEA DA TACIMA de Manoel Franco de Oliveira e sua mulher Ignácia Maria da Conceição, respectivamente pais de JOAQUINA EUSTAQUILINA DE OLIVEIRA e ISABEL FRANCISCA DE LIMA – matriarcas das famílias OLIVEIRA e PINTO de quem descendo (vide postagens no blog).
Cabe ressaltar que, desde 1827  encontrei registros da presença em Araruna de membros da família  que assinavam 'FRANCO DE OLIVEIRA". Todavia, foi com o registro do batizado de Maria, nascida em outubro de 1854, que obtive a prova documental de que MANOEL FRANCO DE OLIVEIRA  e IGNÁCIA MARIA DA CONCEIÇÃO estavam na localidade.
É importante destacar que o casal era membro da família OLIVEIRA LIMA, cujos membros mais notáveis do final do século XVIII foram CUSTÓDIO DE OLIVEIRA LIMA e FRANCISCO DE OLIVEIRA LIMA, proprietários de currais de gado e fazendas na ribeira do Trairi, onde hoje é a cidade de Santa Cruz/RN
Custódio era o pai de LUIZ CUSTÓDIO DE OLIVEIRA LIMA, um dos subscritores do abaixo assinado para a criação da Paróquia de Nossa Senhora das Mercês em Cuité/PB, em 1801, que abrangia todos os paroquianos da fazenda de "caiçara" da ribeira do trairi e "os demais pela ribeira acima de uma e de outra parte do rio Trairi";
Não é certa a data que MANOEL e IGNÁCIA chegaram a Santa Cruz/RN. Mas, pelo registro teriam vendido as terras antes de junho de 1856. 
Considerando a epidemia de cólera que assolou a Paraíba em 1855/1856, acredito que o casal tenha se mudado para o Rio Grande do Norte no final do ano de 1855. 
Eis o registro, que comprova que MANOEL FRANCO DE OLIVEIRA foi um dos primeiros povoadores de Tacima/PB.
   
imagem: arquivo pessoal

129 – Registro de terras de Araruna
nós abaixo assignados declaramos que somos senhores de huma parte de terras na Data do Riaxo Grande ***  no lugar denominado Várzea de Tacima desta Freguezia de Nossa Senhora da Conceição da serra d’araruna, cujas houvemos por compra a MANOEL FRANCO DE OLIVEIRA e sua mulher IGNÁCIA MARIA DA CONCEIÇÃO, como consta dos títulos e deixamos de mencionar seus limites por serem profundos em cumprimento e não estarem divididos. Varzea de Tacima , 26 de junho de 1856. A rogo dos possuidores Antonio Vicente Ferreira e Maria da Conceição Luiz Caetano de Sousa.

OBSERVAÇÃO:
*** Consta que em 1816 Bernadino Gomes Franco, morador em Bananeiras, requeria sesmaria em "terras devolutas em cima da serra da baraúna em lugar chamado Riacho Grande e que contestam com um sítio TACIMA, do padre Davi (1) ( apontamentos para a História territorial da Parahyba de Lyra Tavares). 
Já na plataforma SILB. CCHLA/UFRN temos que os limites da sesmaria eram:  a leste confrontava com o sítio Tacima, do padre Davi Martins Gomes Freire, a oeste com terras devolutas, a norte com a Serra do Pires de Antonio Pita de Castro e ao sul com a serra da Baraúna.  
Assim, vemos que os limites da sesmaria foram bem definidos e,embora diversa a área do atual município, não há qualquer dúvida da origem do povoamento de RIACHÃO, pois foi chamada inicialmente de RIACHO GRANDE.

A título de esclarecimento Bernardino Gomes Franco foi capitão-mor da Villa Nova del rei no Ceará (IPU). Seu pai também se chamava Bernardino Gomes Franco e foi sargento-mor, tenente e juiz ordinário da mesma vila. Mas, Bernardino antes de se mudar para a próspera Bananeiras/PB e requerer a sesmaria foi acusado de mandar assassinar o juiz ordinário da Vila Nova Del Rei. Sofreu um longo processo onde restou absolvido das acusações,
Bernardino era casado  com ANA FELÍCIA DO CARMO, sendo que ambos foram padrinhos de Manoel  em 1813, conforme comprova o registro abaixo:


 Bernardino teve vários filhos entre os quais outro BERNARDINO GOMES FRANCO, que em 1845 aparece neste registro como dono da escrava cujo filho foi batizado.

ou neste outro registro de 1837 

Até recentemente acreditei que MANOEL FRANCO DE OLIVEIRA teria nascido em Santa Cruz/RN (1820/1824). Todavia, minhas recentes pesquisas provaram que nasceu no brejo paraibano. 
Seu pai de igual nome (MANOEL FRANCO de OLIVEIRA) aparece no registro de terras de número 135, também em Várzea de Tacima, como já falecido, e sua viúva era Juliana Maria da Conceição    
Não tenho dúvidas que ele era parente próximo de BERNARDINO GOMES FRANCO, mas até agora não consegui documentos que comprovem qual o grau parentesco.
O fato de MANOEL FRANCO DE OLIVEIRA ter sido proprietário de terras em Tacima e ter residido em Riachão, local onde batizou sua filha Maria em 1855, são provas contundentes que o sobrenome FRANCO não pode ser mera coincidência. 
Se Bernardino Gomes Franco nasceu por volta de 1770 (no Ceará) é bem provável que ele fosse o pai do primeiro MANOEL FRANCO DE OLIVEIRA. Logo, avô do segundo.


(1)Padre Davi era na verdade o Padre DAVI MARTINS GOMES DELGADO FREIRE, morador na Serra de São Bento desde 1805 e primo de Bernardino Gomes Franco, o mesmo que aparece na sesmaria como  proprietário do sítio TACIMA, que deu origem ao município. O verdadeiro fundador de TACIMA/PB, mas essa já é outra história.

sexta-feira, 31 de março de 2017

CAPELA DA SERRA DE SÃO BENTO/RN - REGISTROS DE 1823


SERRA DE SÃO BENTO/RN 


Na divisa do estado do Rio Grande do Norte com a Paraíba, a Serra do Pires, como era conhecida até metade do século XIX, teve seus momentos de glória no final do século XVIII, pois localizada em uma antiga estrada de boiadas.
Não confundir com outro município próximo, também na fronteira com a Paraíba, São Bento do Trairi, já que Serra do São Bento é de povoamento mais antigo.
Não é certa a data em que foi construída a capela, cujo orago - São Bento - deu o nome ao atual município potiguar. Mas, como a proliferação de oratórios privados e capelas na região ocorreu no início do século XIX, logo após a criação da paróquia de Nossa Senhora das Mercês de Cuité (PB) em 1801, é muito provável que o mesmo tenha ocorrido na Serra do Pires, ou seja, a capela deve ter sido nos primórdios do século XIX. No entanto, um antigo registro nos indica que sua construção foi em data anterior (1785, pelo menos).

"Joanna, filha de Rosa escrava de ... José Argolo natural desta freguezia foi baptizada na capela de São Bento ,filial desta Matriz llhe pos os santos oleos o Reverendo Francisco Rodrigues da Rocha de minha Licença aos quinze dias de julho de mil sette centtos e oitenta e sete, foram padrinhos Manoel Lopes da Silveira e Joanna Framcisca, solteiros".

Como são precários os registros em face da inexistência de muitos livros paroquiais que desapareceram ao longo dos anos, até agora só encontrei registros confiáveis  a partir do ano de 1823




"Aos sinco de novembro de mil oito centos e vinte e três corridos os banhos da naturalidade denunciados sem impedimento na Capella de São Bento da Serra do Pires, compareceu o Reverendo David Martins Gomes Delgado Freire ***e das testemunhas José Fidelis dos Prazerese Antonio José dos Santos de licença minha se receberão os nubentes Francisco da Silva, viuvo que ficou de Teodora e Joana Vicencia viúva que ficou de Manoel dias, residentes na Serra do pires na Forma do Cano."





Manoel Antonio e Anna Rita 14/12/1823 . T 


Antonio e Sabina. criolos, escravos de Liandro Martins Delgado(parente do padre David Martins que aparece como testemunha)  

Gonçalo da Cunha e Josefa Maria


*** O padre Davi (d) Martins Gomes Delgado Freire  morava em Serra de São Bento, mas tinha terras em Araruna no lugar denominado ABREU, como declarou em 1856 (vide post no blog). 
O padre já oficiava na região desde 1809, como comprova o registro abaixo de batismo de EUZÉBIA, realizado na Fazenda da Tacima. 

..A ele é atribuída a construção do Oratório de Tacima que acredito ter sido o embrião da futura capela. 

Padre Davi é descendente do Antonio Freire que recebeu a sesmaria em 1706; 


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

ALGUMAS TERRAS DE JOAQUIM JOSÉ PINTO (1856)

Até o presente momento não consegui localizar todas as terras que foram de propriedade de meu quarto avô JOAQUIM JOSÉ PINTO, o que poderia esclarecer muitos fatos.
Mas, recentemente consegui obter cópia do registro de algumas de suas terras localizadas na época em Araruna/PB (atualmente no município de Cacimba de Dentro).
São estes registros

imagem arquivo pessoal

“Nós abaixo assignados somos senhores e possuidores de huma parte de terras no lugar denominado LAGOA SALGADA da Freguesia de Nossa Senhora a Conceição da Serra de Araruna que havemos por compra a Julião Nunes de Souza e sua mulher, em comum com os meus herdeiros que fazemos esta declaração em duplicata. Possuímos mais outra parte de terras no mesmo lugar e freguesia que houvemos por compra a Antônio Francisco de Arruda e sua mulher, e em comum com os mais herdeiros do eu fazemos esta declaração em duplicata. Villa de Bananeiras , 8 de junho de 1856, A rogo de Joaquim José Pinto Antônio Rodrigues de Castro Neves, A rogo de Ignácia de Jesus Inocêncio José de Carvalho (ambos eram analfabetos)”

“Nós abaixo assignados somos senhores e possuidores de huma parte de terras no lugar denominado TAQUARI da Freguesia de Nossa Senhora a Conceição da Serra de Araruna que havemos por compra de Marcolino Candido Bezerra Cavalcanti , e em comum com os mais herdeiros do eu fazemos esta declaração em duplicata. Villa de Bananeiras , 8 de junho de 1856, A rogo de Joaquim José Pinto Antônio Rodrigues de Castro Neves, A rogo de Ignácia de Jesus Inocêncio José de Carvalho.”

Na época (1856), JOAQUIM JOSÉ PINTO e sua mulher IGNÁCIA MARIA DE JESUS residiam no sítio BURACO, localizado em Bananeiras, onde viviam também outros membros da família.
Ele também possuía terras em Moreno (atual Solânea) e em Bananeiras. Todavia, ainda não tive acesso ao livro de registro de Terras de Bananeiras.   

 .

domingo, 26 de fevereiro de 2017

A CAPELA DE ARARUNA/PB - 1856

Minhas pesquisas sobre os primeiros habitantes da localidade não estão concluídas. Existem muitas lacunas entre a "história oficial" - aquela que é contada e recontada - e a os dados que tenho encontrado ao logo de minhas pesquisas.

Recentemente consegui obter cópia do registro de terras do patrimônio da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Araruna, feito em 30 de junho de 1856***pelo procurador JUSTINO JOSÉ FERNANDES.
Nele encontramos alguns dados esclarecedores: o nome dos doadores das terras onde foi edificada a capela que mais tarde virou igreja e, posteriormente, matriz da  freguesia. Dentre estes FELICIANO SOARES DA SILVA ( e não do NASCIMENTO como consta da "história oficial").
No entanto, vemos que foram sete doadores de terras e não apenas um. Foi um esforço conjunto de alguns moradores e não de uma só pessoa.
Infelizmente, como sempre acontece, o erro é repetido mil vezes sem que ninguém se dê ao trabalho de pesquisar e buscar documentos que comprovem a história.
Espero, sinceramente, que no futuro, os habitantes de Araruna venham a resgatar sua história. De minha parte, ouso dizer que desde já contribuo com os documentos abaixo (Livro Registro de Terras de Araruna 1853-1856).  

"Eu abaixo assignado como procurador das terras do patrimônio de Nossa Senhora da Conceiçam da Serra d"Araruna, que é a Senhora possuidora de quatro partes de terras no lugar Serra d'Araruna da mesma data d'Araruna, e não declaro limites porque terras proindivizas, cujas terras foi dádiva para patrimonio, que dellas fizerão Feliciano Soares da Silva e sua mulher Anacleta dos Santos; João de Deos do Nascimento e sua mulher Ignez de Oliveira;Gonçalo Barbosa Maciel e sua mulher Anna Francisca e Antonio Lopes da Paixão Brasil, já falecido ,  sendo todas no valor de quarenta e cinco mil réis."

imagem arquivo pessoal 
imagem arquivo pessoal 
*** O registro foi feito em 1856. Araruna se tornou distrito em 1854, data em que a igreja já era matriz. 
Cabe ressaltar, que a lei de terras de 1850 só foi regulamentada em 30/01/1854 e obrigava os registros paroquiais de terras, onde os vigários ficavam encarregados de receberem as declarações para o registro de terras, por isso somente em 1856 foi feito o registro. A data que foi feita a doação é desconhecida. No entanto, nota-se que somente um dos doadores era falecido o que indica que não deve ter sido em data remota.