quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

JUDEUS EM PORTUGAL - A CONVERSÃO FORÇADA DE 1497

 

Inicialmente, devo registrar que há referências da presença de judeus na Península Ibérica desde a Antiguidade. Durante séculos os judeus que viviam no território que hoje conhecemos como Portugal e Espanha não tiveram maiores problemas. Mas, na medida que o tempo passava, tal comunidade prosperou devido, principalmente, ao grande comércio português, com participação significativa dos judeus. Tal situação gerou insatisfação na população não judaica, principalmente pelo fato das comunidades judaicas acumularem grandes fortunas e controlarem o comércio local.

O fato dos judeus terem religião própria, com suas tradições foi de encontro a fé católica, que culpava os judeus pela morte de Jesus Cristo. Somando-se a isso as grandes fortunas acumuladas por eles, baseada na usura que os judeus praticavam nas transações comerciais, o que via de regra, causava disputas econômicas e discórdias acabou por dar origem a uma série de acontecimentos que lhe foram desfavoráveis.   

Em 1492, os reis FERNANDO e ISABEL, emitiram o Decreto de Alhambra, expulsando os judeus dos reinos de Castela e Aragão, o que culminou em uma migração destes para as fronteiras com Portugal onde procuraram abrigo. Muitos refugiados esperavam que o decreto de expulsão fosse revogado, possibilitando assim o regresso a Espanha. Fato esse que não aconteceu.

Em 1496, D. Manoel I (apelidado de o Venturoso) de Portugal casou com D. Isabel I (filha dos reis católicos, Fernando e Isabel, que emitiram o decreto de expulsão dos judeus). Uma das condições do casamento era que o rei português devia expulsar os judeus de Portugal.

Já no mês seguinte ao casamento ele decretou a ordem de expulsão dos judeus (e dos mouros também). Caso não o fizessem seriam condenados à morte e todos seus bens seriam confiscados pela coroa. Uma época terrível para os judeus. Mas, tal decisão não foi muito bem vista pelo Conselho de Estado, vez que com a saída dos judeus de Portugal ocorreria também a saída de capitais do país, prejudicando a economia nacional.

Em consequência, temendo a derrocada financeira de Portugal o rei D. Manoel I ordenou que aqueles que se convertessem ao cristianismo poderiam permanecer no país. Dando o prazo para que esses judeus fossem batizados até a Pascoa de 1497. Os que não conseguiram fugir foram convertidos forçadamente.

Os que saíram do país levaram grande parte de suas fortunas, o que levou o rei em 1499 a proibir negócio (comércio) com os judeus e impedia os conversos de saírem do reino sem prévia autorização.

Muitos dos convertidos, chamados de cristãos novos (XN) conservaram a fé e as tradições judaicas, ou seja, continuaram a praticar o judaísmo ainda que em segredo, Só se convertiam na palavra.

Por conta de um incidente que ocorreu em abril de 1506, envolvendo um cristão novo e cristãos velhos, uma série de conflitos ocorreram. Muitos cristãos novos foram assinados, queimados em fogueiras e seus bens pilhados.  Massacres ocorreram em Lisboa. Arrombavam portas de casas, em busca de cristãos novos os quais eram queimados vivos. Mais de 3 mil pessoas morreram em apenas 3 dias.

Em Barcelos, cidade antiga da região do Minho (que desde 1177 já era mencionada) havia um “bairro” exclusivo de judeus, pelo menos desde 1369. Tal bairro estaria próximo ao Hospital, perto da praça da vila que tinha uma sinagoga. Na época da expulsão contava com dois rabinos, e a Judiaria de Barcelos ficava na Rua Nova, que depois chamou-se Rua dos Lanterneiros (atualmente Rua do Infante D. Henrique). À comuna judaica integravam-se um outro grupo de cristãos-novos vindos doutras localidades, notadamente Guimarães e Porto. Doravante, as fronteiras étnicas foram-se erodindo quer pelo casamento, quer pela conversão. 

O mais interessante documento conhecido, segundo Manuel Abranches de Soveral, sobre os nomes adaptados pelos judeus batizados é uma genealogia dos cristãos-novos de Barcelos, escrita nos finais do século XVI, onde se inventariam todos os cristãos-novos da cidade, começando cada família com o judeu batizado (cristão novo), dando o seu nome original e, logo após, o nome que então adotou.

Cabe ressaltar, que foi regra geral à época, os judeus convertidos terem adotado patronímicos portugueses. Naquele tempo, da conversão, a comunidade era pequena. Segundo consta, dois de seus membros eram vistos como Rabinos: Mestre Thomáz da Victória e Isaac Cohen, ambos casados e com grande descendência. Os outros eram Francisco Netto e a esposa Velida Ruiva, Micol e Junca Montezinho, Velida e Isaac Rua, Rica e Mosén Montezinho, os castelhanos Benvinda e Junca Bencatel; Salomão Pés e sua esposa Mazaltov (filha do Rabino Cohen) e o casal Orovida e Santo Fidalgo – personagens deste ensaio genealógico.

E de Rica, minha ascendência, a qual tratarei em outra postagem no blog.

A esses judeus se integravam um grupo de cristãos-novos, como a família dos “Piolhos do Rabo”, vinda de Guimarães; dos “Salta em pé”, os “Cains” e as irmãs tripeiras de Vitória Braga.  Através das alianças comerciais ou matrimoniais essas famílias permaneceram unidas, não sendo difícil encontrar várias entroncadas. Talvez seja pela hostilidade local, já eu odiavam os judeus, o fato é que essas famílias permaneceram unidas por muito tempo.

Um fato interessante é que sessenta anos depois desta Conversão, observado o prazo da tolerância para a inserção, a Inquisição prendeu 23 cristãos-novos oriundos deste grupo. Pelos depoimentos é possível constatar que ainda restavam traços do Judaísmo nestas pessoas (GUERRA, Luis Bivar). Quase todos ainda “guordava ho sábado milhor q. pudia”, “assendia as suas candeias” e vestiam “camisas lavadas”. Lembravam-se do Yom Kippur (Dia do Perdão), “não comendo senão hua vez a noute”. Jejuavam várias vezes, o jejum da Rainha Esther e “o da destruição do tempollo de Jerusalém (o 9 de Av). Observavam o Pessach (Páscoa). GUIOMAR FERNANDES casherizava (fazia a comida de acordo com as leis alimentares judaicas), “desnervava a carne”. Todos acreditavam que “não era vyndo o mexias”. Maria Zores acrescentava que “avia de vir ate ho anno de sessenta”.

Válido lembrar que era proibido o funcionamento de sinagogas, os textos sagrados do judaísmo, e, vedado alguém ser rabino. Mas, uma grande parcela desses cristãos novos continuaria a judaizar secretamente, ameaçando o catolicismo, sendo esta, inclusive a causa primaz para a instauração do Tribunal do Santo Ofício em Portugal a partir de 1536. Consequentemente, as principais vítimas (cerca de 80%), das quais mais de quarenta mil pessoas envolviam cristãos novos, em grande parte, acusados de judaísmo.

Muitos dos meus ancestrais, assim como de muitos brasileiros, descendem deles. Mais de 500 anos se passaram da conversão obrigatória de Portugal, e, foi por reconhecer a injustiça com esse povo que Portugal editou em 2015 o Decreto- leu 30_A/2015 que passou a conceder a nacionalidade portuguesa aos descendentes dos judeus Sefardita.

Pelo interesse na nacionalidade, muitos brasileiros foram atrás de suas arvores genealógicas até chegarem ao seu ancestral cristão novo (cerca de 12 a 19 gerações acima da sua) e buscam junto à COMUNIDADE ISRAELITA DE LISBOA (CIL) a certificação de ser descendente (condição primária para a concessão da nacionalidade portuguesa).

Em consequência, ocorreu um aumento de sites de genealogia e publicações de livros a respeito, pois como disse anteriormente, são muitos os brasileiros descendentes dos cristãos novos. Eu descendo de alguns, Pelas minhas pesquisas, pelo menos 5 - até agora- comprovados por documentos (postagens no blog).

 

 

domingo, 29 de novembro de 2020

OS ARAÚJOS - LIGAÇÕES GENEALÓGICAS COM A FAMÍLIA PEREIRA DO LAGO DE BRAGA/PORTUGAL

 

LIGAÇÕES GENEALÓGICAS COM A FAMILIA PEREIRA DO LAGO – BRAGA/PORTUGAL

OS ARAÚJOS

1- Segundo Felgueiras Gayo, PAYO RODRIGUES DE ARAÚJO foi o primeiro que tomou o sobrenome ARAÚJO, por ser senhor de Araújo.

Foi meu ICOSAVÔ ( 20 gerações). 

Nasceu por volta de 1245, na Galícia, Espanha.  

Passou a Portugal no tempo do rei D. Dinis (1279/1325), e foi senhor das terras de Araújo, Lobios, Azevedo, Algteve, Sinde, Gondive, Meixide, Ossos, Couto de Couto de Rio Caldo Soutello, Campelio, Val de Poldros, Milmanda com seus Padroados e fora tambem Alcaide Mor de Lindozo e Castro.

Payo Rodrigues de Araújo se casou com D. Brites Velho de Castro, filha de João Velho de Castro, Embaixador a Aragão a pedir a Rainha Santa Isabel, porém outros dizem que se casou com D. Brites de Mello e Castro, filha de Nuno Velho de Castro Alcaide Mor de Melgaço e neto do dito João velho embaixador a Aragão.

A única certeza é que Brites foi casada com Payo e que tiveram:

 

2 -VASCO RODRIGUES DE ARAÚJO ,  que foi um dos 13 comendadores de São Thiago.

Vasco viveu em Portugal e foi capitão do Rei D. Diniz e tinha sido fronteiro em Galiza antes de passar a Portugal na época do rei D. Fernando I.

Segundo Gayo, se casou com sua tia  Maria Rodrigues Velho Pereira irmã de sua mãe (Velho = Pereira). Mas, há informações que teria se casado com Beatriz Pires Velho, filha de Pedro Annes Velho .Vasco Rodrigues de Araújo  foi comendador de Monte Molim .

Seu filho:

 3 - PEDRO ANNES DE ARAÚJO foi fronteiro Mor (capitão mor da fronteira) na Galicia no tempo do rei D. Fernando I (1367-1383). Se casou com  DONA INÊS OU JOANA VELLOZO , senhora da vila de Lobios, descendente do Infante D. Rodrigo Vellozo ou D. Gonçalo Rodrigues Vellozo, que fez a  Torre de Lobios, e por este casam.to se unia a Casa de Lobios aos Araujos (filha de Gonçalo Rodrigues Velíaso) Gonçalo Rodrigues de Araújo. Tiveram

 

4 – GONÇALO RODRIGUES DE ARAÚJO, foi vassalo do Rei D. Fernando I, de Portugal.  Foi Cavaleiro Fidalgo,  senhor de Lobios. Serviu "com quatro lanças" ao rei Dom Fernando, que lhe concedeu o senhorio de Vilar de Vacas, Cidrais, e Casal de Donas, além de Lindoso. Em 12 de Outubro de 1382, foi nomeado Alcaide-mor de Lindoso.

Em 20 de Abril de 1383, foi nomeado Alcaide-mor de Castro Laboreiro.

Gonçalo apoiou o partido da rainha Dona Beatriz (princesa portuguesa, casada com o rei de Castela).

Casou dona MARIA RIBEIRA da Galiza.

Tiveram :

 

5 – PEDRO ANNES DE ARAÚJO, foi senhor da Casa de seu pai e senhor de terras em Vilar de Vacas, Casal de Donas e Barroso.Foi senhor de Lobios.

Em 20 de Maio de 1398, tornou-se senhor de juro e herdade de Lindoso.

Em 16 de Agosto de 1398, foi nomeado Alcaide-mor de Lindoso.

Participou da defesa de Ponte de Lima contra o Mestre de Avis, que depois o perdoou, confirmando-lhes os senhorios que possuía em Portugal.

Foi portegueiro-mor de Celanova..

Casou com Dona LEONOR GONÇALVES PEDROSO filha de Rui Gonçalves Pedroso Senhor  do Couto de Pedrozo , de quem teve

 

6- RODRIGO ANNES PEREIRA,  foi Alcaide Mor e Governador da vila de Alhariz (Galiza),foi morto as setas quando o povo daquela vila se levantou contra os Cavalheiros.

Casou  pela segunda vez com Dona  Inês Rodrigues Pereira, já viúva de João Rodrigues de Novaes,  filha de Rui Vaz Pereira senhor de Payva, Pena e Baltar como diz Manuel de Souza de Silva, e sua mulher D. Maria Gonçalves de Barredo. Tiveram :

 

7 - GERMINEZA PEREIRA DE ARAÚJO que se casou com JOÃO GOMES DO LAGO, de quem foi sua segunda mulher (Senhor da honra do Lago).O casal teve:

7.1 Afonso Pereira do Lago

7.2 João Pereira do Lago c.c. Branca da Silva filha de Rui Gomes da Silva

7.3 Rui Gomes do Lago de que vêm os Pereiras Lagos da Barca

7.4 Senhorinha Gomes do Lago que alguns confundem com sua meia irmã, filha do primeiro casamento de seu pai.

7.5 Maria Pereira do Lago

7.6 Pedro Gomes do Lago

7 7Aldonça Pereira do Lago

7 8 Isabel Pereira do Lago

 

8. ALDONÇA PEREIRA DO LAGO, não há informação de quem seria o pai de seu filho GASPAR PEREIRA DO LAGO

 

9. GASPAR PEREIRA DO LAGO casado com BRITES (ou Beatriz) DE ARAÚJO.  Foram pais de :

 

10. ANTONIO PEREIRA DO LAGO, que se casou com Margarida Rabelo , foram pais de

 

11. MANUEL PEREIRA DO LAGO casou com PLÁCIDA FRAGOSO PEREIRA filha de Luís Fragoso de Leça e Isabel Pereira Machado, filha de Manuel Pereira das Angustias e Catarina Francisca Machado, Tiveram :

 

12. ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO .Casou com Maria de Azevedo Veloso filha de Gregório Veloso Cerqueira e Branca Cardoso da Silva , filha de Domingos Gonçaves  e Camila Fernandes de Andrade, tiveram:

 

 FELIX PEREIRA DO LAGO , Abade de Cabanelas, que é meu octavô, nascido em 23/01/1643 em Santa Maria da Vila do Prado, Braga, Portugal (tratarei em outro post).

 Vicente Pereira do Lago Capitão no Minho

 Calixto Pereira do Lago Ouvidor em Prado, Cavaleiro da Ordem de São Tiago

 António Pereira do Lago Escrivão da Câmara de Prado

 Dona Mariana Pereira do Lago

 

 

  ,

 

 .

 

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

FAMÍLIA LOPES DE SANTA EULÁLIA DE CABANELAS

 

 OS LOPES DE SANTA EULÁLIA DE CABANELAS, VILA VERDE, BRAGA, PORTUGAL

Muitos brasileiros (principalmente, mineiros, cariocas, fluminenses e paulistas) descendem, assim como eu, dessa família que tem suas origens na freguesia de Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde Portugal.

Freguesia antiga, sendo que a localidade já era conhecida desde o século XII, e foi lá que a família LOPES criou raízes.

Devo ressaltar que, não me foi possível fazer pesquisas mais profundas sobre a origem judaica Sefardita desta família. Luiz Bivar Guerra, em seu caderno de Cristãos novos de Barcelos sentiu a necessidade de recuperar dados e resgatar a história desses cristãos novos. Como ele mesmo afirmou “ a diluição do sangue cristão- novo em Portugal é tão grande que pode hoje afirmar-se , sem receio de cometer erros, que não existem famílias puritanas."

Foi na habilitação par o santo Ofício do Senhor de Aborim, Alvaro Barbosa Brandao Escobar Lopes de Barros, existente na Torre do Tomo que ele retirou os dados, enriquecendo o texto com algumas notas, dentre as quais temos JOÃO LOPES e sua mulher MARGARIDA VAZ, cristãos novos,  pais de DIOGO LOPES, o velho, que foi mercador em Barcelos, casado pelos anos de 1520, com Guiomar Fernandes, irmã de Pedro Alvares, ourives que foi casado com Clara Henriques. O casal teria tido, pelo menos 5 filhos entre 1521 e 1545): Francisco Lopes, que foi o primeiro chamado para suceder no Morgado; Diogo Lopes; Antonio Lopes (falecido em 12/02/1606), Manoel Lopes, Maria Lopes.  Não informando Bivar em qual freguesia viveram.

Contudo, justamente em Santa Eulália de Cabanelas que encontramos um número expressivo de pessoas com o sobrenome LOPES . No caso do meu  enavô  FRANCISCO LOPES o casamento dele com Ana Alvares sugere uma proximidade com Pedro Alvares e a irmã Guiomar Fernandes (Maria Pereira do Lago que se casou com Francisco Lopes - número 4 abaixo, era trineta de CAMILA FERNANDES E DOMINGOS GONÇALVES /cristãos novos), o que demonstra um entrelaçamento entre essas famílias em Barcelos, unidas, na minha opinião pela sua origem judaica Sefardita.

Contudo, não me foi possível fazer outras pesquisas para obtenção de prova documental (existem muitos testamentos de Cabanelas que não tive tempo de acessar, tampouco o do Morgado e outros documentos existentes na ANTT. Mas, para evitar que as informações até agora coletadas desapareçam prefiro publicar e aguardar novas pesquisas.

Ao que tudo indica o meu eneavô FRANCISCO LOPES era neto de JOÃO LOPES. 

Um fato que me chamou a atenção é que até hoje alguns descendentes do ramo mineiro ainda carregam os sobrenome LOPES, mesmo depois de passados mais de 440 anos.  

 

1.  1.  O ancestral mais antigo conhecido foi FRANCISCO LOPES , meu eneavô,  que nasceu aproximadamente em 1560, na Aldeia, em Santa Eulália de Cabanelas. Foi casado com Anna Alvares (falecida em 9/7/1621). O casal teve vários filhos dentre os quais: ANTONIO LOPES, MARGARIDA LOPES (falecida em 18/9/1616), MANOEL LOPES e FRANCISCO LOPES (falecido em 23/08/1639).

Ó     óbito de Francisco Lopes 14/12/1616.



2.  2.FRANCISCO LOPES, nascido aproximadamente em 1590 em Santa Eulália de Cabanelas. Se casou EM 7/8/1619 com MARIA RODRIGUES (falecida em 20/04/1657), filha de Domingos Rodrigues e Apelônia Antônia. Faleceu 23/08/1639. O casal teve vários filhos, entre os quais FRANCISCO (nascido aproximadamente em 1633)

  c casamento de Francisco Lopes e Maria Rodrigues


óbito de FRANCISCO LOPES. Morava na Aldeia de Santa Eulália de Cabanelas, consta no registro que era "riquo" (rico)



3.   3. FRANCISCO LOPES se casou em 15/01/1665, em Santa Eulália de Cabanelas, com MARIA PIRES, nascida em 31/05/1637, filha de Domingos Pires e Maria Fernandes. Francisco faleceu em 7/3/1706 em Santa Eulália de Cabanelas. Foi filho do casal FRANCISCO LOPES

4.    4. FRANCISCO LOPES (o quarto de mesmo nome), nascido em 12/04/1672 e falecido em 2/11/1735. Se casou com 29/7/1704 com MARIA FRANCISCA (PEREIRA DO LAGO). São filhos conhecidos do casal: MIGUEL LOPES DA SILVA (veio para o Brasil onde deixou uma grande descendência), MANOEL LOPES DA SILVA (veio para o Brasil também deixando grande descendência, JOSÉ LOPES (JOSÉ LOPES PEREIRA), nascido em 28/02/1718 em Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde, Braga, Portugal.

ca casamento 


 

5.   5. JOSÉ LOPES se casou com ROSA THEREZA em 18/11/1762. Tiveram vários filhos dentre os quais ANA PEREIRA DO LAGO



6.    6. ANA PEREIRA DO LAGO, nasceu em 26/04/1775 em Santa Eulália de Cabanelas, foi batizada em 3/5/1775. Se casou com Antônio Francisco Pereira, filho de Domingos Francisco e Urcela Pereira em 18/11/1805 em Santa Eulália de Cabanelas. Dentre os filhos do casal está JOAQUINA PEREIRA DO LAGO




7.  7.JOAQUINA PEREIRA DO LAGO, nasceu em 20/06/1811 e se casou com JOSÉ CUSTÓDIO GOMES DE CARVALHO EM 17/06/1833 em Santa Eulália de Cabanelas, Vila Verde, Braga, Portugal.  Dentre os filhos do casal, tiveram muitos filhos. São conhecidos: MARIA PEREIRA GOMES, JERÔNIMO PEREIRA GOMES, THEREZA PEREIRA GOMES (28/11/1847), ROSA PEREIRA GOMES (27/05/1845), MANOEL PEREIRA GOMES (6/8/1842), ANTONIO PEREIRA GOMES (28/08/1850). MANOEL e ANTONIO imigraram para o Brasil onde deixaram descendência.



8.   8.MANOEL PEREIRA GOMES, se casou em 6/11/1871 com MARIA DAS MERCÊS BOTELHO DE MEDEIROS, nascida na Ilha de São Miguel, Açores, Portugal. O casal teve os seguintes filhos: JOAQUINA PEREIRA GOMES; ANTONIO PEREIRA GOMES (25/091874). HENRIQUETA PEREIRA GOMES (6/3/1880); MANOEL PEREIRA GOMES (11/2/1882); ELVIRA PEREIRA GOMES; (20/10/1883); JOÃO PEREIRA GOMES (24/6/1885), Jerônimo PEREIRA GOMES, ALVARO PEREIRA GOMES, JOSINO PEREIRA GOMES.

9.    9. ELVIRA PEREIRA GOMES, NASCIDA EM Três Rios/RJ em 20/10/1883. Casada com Pierre Audebert

1  10. DAGMAR PEREIRA GOMES AUDEBERT

1111. ISABEL DE OLIVEIRA PINTO


sábado, 31 de outubro de 2020

VIDA NOS ENGENHOS DE CANA DE AÇÚCAR NO BRASIL COLONIAL

 

VIDA NOS ENGENHOS DE CANA DE AÇÚCAR NO BRASIL COLONIAL

Embora muitas vezes romantizada a vida nos engenhos de açúcar está longe de ser uma vida fácil.

Os engenhos eram grandes propriedade que tinham uma estrutura bastante parecida, constituindo-se de uma plantação de cana de açúcar (canavial) , casa das caldeiras, trapiche para armazenamento, casa grande (onde se alojavam o dono do engenho e sua família), casa dos trabalhadores livres , capela, senzala.. Constituindo de um agrupamento humano razoável para a época com 50 a 100 pessoas.

Os escravos representavam entre 60 a 80% da mão de obra do engenho. Eles trabalhavam roçando o solo, plantando, colhendo, pescando, caçando e cuidando dos animais (vacas, patos, porcos e cabras). Além do transporte do açúcar para sua comercialização.

A maioria dos engenhos da Paraíba era movido a tração animal, utilizando-se bois, cavalos e mulas para isso.

Eram localizados ao longo de rios, pois tanto as pessoas como o gado precisavam de agua. As estruturas iniciais eram feitas de taipa e adobe. Posteriormente, no Império, foram utilizados tijolos e argamassa,

No engenho não eram só senhores e escravos, mas uma gama grande de trabalhadores livres tais como pedreiros, ferreiros, mestre de açúcar, feitores, capatazes, muitos desses portugueses recém-chegados acabavam se casando com filhas dos seus patrões.

Escrevas trabalhavam nos serviços domésticos lavando, passando, cozinhando e como amas de leite.

Havia abundância de aguardente que era consumido por todos.

A vida não era fácil nos engenhos de açúcar no período colonial, pois viviam longe dos centros de abastecimento e o produto (açúcar) tinha que ser comercializado. Para tanto, necessário leva-lo até os portos em lombo de mulas ou mesmo carros de bom (dependendo dos caminhos utilizados).    

Evidentemente, pela importância do açúcar na economia brasileira, os donos de engenho participavam ativamente na estrutura do poder colonial, tornando-se ricos e poderosos.

sábado, 24 de outubro de 2020

RUY VAZ DE MEDEIROS - MEU ANCESTRAL (HEPTADECAVÔ)

 17 geração 

RUY VAZ DE MEDEIROS (LC78-91H - family search), meu heptadecavô, segundo Frutuoso, nasceu em Ponte Lima  ou em Guimarães (Portugal), *por volta de 1450, filho de Vasco de Medeiros e Catarina da Ponte, se casou na Ilha da Madeira com Ana Gonçalves de Mendonça , com quem teve pelo menos 8 filhos conhecidos , dentre os quais RAFAEL DE MEDEIROS.


16 geração 

RAFAEL  DE MEDEIROS foi casado com Antonia da Costa, viveram na Ilha de São Miguel e tiveram vários filhos entre os quais MARIA DE MEDEIROS


15 geração

MARIA DE MEDEIROS  que se casou com ANTONIO CAMELO PEREIRA (filho de Antônio Camelo e Isabel Veloso).


14 geração 

GASPAR MEDEIROS CAMELO que se casou com GUIOMAR ALVARES ( ou Guiomar Alves de Souza), filha de Manoel Alvares Pinheiros e Isabel Gonçalves ( vide Rodrigo Rodrigues - capítulo 154 ) era irmã de HENRIQUE SOARES, cristão novo processado ( abaixo parte do processo) . Essa é origem de judeus sefarditas de todos os descendente brasileiros, dos quais me incluo.


13 geração

BÁRBARA DE MEDEIROS CAMELO, nascida por volta de 1586 e se casou com SEBASTIÃO VIEIRA MACHADO na Igreja de São Sebastião de Ponta Delgada em 12/10/1611.  Bárbara e Sebastião tiveram pelo menos três filhos ( ANTONIO CAMELO PEREIRA, GASPAR CAMELO PEREIRA e BRAZ CAMELO PEREIRA). Desses filhos existe notícias de que Gaspar veio para o Brasil por vota de 1650, indo para Pernambuco.


12 geração 

BRAZ CAMELO PEREIRA se casou em 27/04/1648 na Igreja de São Pedro de Ponta 

Delgada com Maria Vieira de Almeida, sendo seu filho JOÃO CAMELO PEREIRA


11 geração

JOÃO CAMELO PEREIRA  se casou nos Fenais de Ajuda ,Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, em 27/11/1679 com BÁRBARA MONIZ DE BETTENCOURT, tiveram 


10 geração

MANUEL MONIZ PEREIRA OU MANUEL DE BETTENCOURT CAMELO, OU MANUEL CAMELO MONIZ,  dos Fenais da Ajuda, se casou em 10/08/1744, em São Roque , Rosto de Cão em Ponta Delgada com ANA DE SOUZA..


9 geração

ISABEL MONIZ  (OU MUNIZ)**** casou a primeira vez em S. Roque, a 25.5.1726, com João Gouveia, filho de Matias Gouveia e Úrsula da Costa. Casou a segunda vez em São Roque, a 19.6.1740, com Bartolomeu de Sousa, filho de Manuel da Costa Farrapo e Barbara de Aguiar (TODOS OS CEARENSES e brasileiros descendentes brasileiros do MANUEL da Costa Farrapo são descendentes de cristão novos. Portanto de origem judaica sefardita comprovada, através do HENRIQUE SOARES). 


8 geração 

THEREZA FRANCISCA ou de JESUS Casada como José de Souza Farrapo em 19/05/1765 em São Roque do Rosto de Cão, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel ( seu parente).


7 geração

ANTÔNIO DE SOUZA VALE Casado com Joaquina de Carmo em 1805.


6 geração

ANNA JOAQUINA Nascida em 7/10/1809. Casou com Felisberto Botelho em 2/11/1832 em São Roque do Rosto do Cão. Todos os BOTELHOS, descendentes deste casal são descendentes de judeus sefarditass, via HENRIQUE SOARES. Existem muitos na região de Três Rios/RJ e Rio de Janeiro/RJ.


5 geração

JACINTHA CANDIDA BOTELHONasceu em 26 de Julho de 1838 , em São Roque do Rosto de Cão, São Miguel, Açores. se casou com Joaquim Antonio de Medeiros (vide postagem )  


4 geração

MARIA DAS MERCES BOTELHO DE MEDEIROS, nasceu no dia 21 de setembro de 1856 na Vila da Lagoa (Ilha de São Miguel/Açores) Casou-se com o português MANOEL PEREIRA GOMES, filho de José Custódio Gomes de Carvalho e Joaquina Pereira do Lago no dia 6/11/1871 em Três Rios/RJ (Brasil) . Família Pereira do Lago (também descendentes de judeus sefarditas, via CAMILA FERNANDES E DOMINGOS GONÇALVES - vide postagem ).


3 geração

ELVIRA PEREIRA GOMES, filha de Manoel Pereira Gomes e Maria das Mercês Botelho de Medeiros, nasceu no dia 20/09/1883 em Três Rios/RJ, Brasil

2 geração

DAGMAR PEREIRA GOMES AUDEBERT, nasceu no Rio de janeiro/rj em 10/03/1917, Faleceu em 18/12/2004

1 geração

EU (Isabel de oliveira Pinto)


PROCESSO DE HENRIQUE SOARES 

https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=2307967

HENRIQUE SOARES  era irmão de  GUIOMAR ALVARES, era bacharel em leis e dono de muitas propriedades na Ilha de São Miguel, oi processado e condenado por praticas judaizantes em 1621. 


]


PROVA DE SER HENRIQUE SOARES IRMÃO DE GUIOMAR ALVARES casada com Gaspar Camelo Pereira


condenação


Na biblioteca de Ponta Delgada existem livros sobre a família de Henrique  que não tive acesso.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

MINHA ASCENDÊNCIA ATÉ JOÃO GONÇALVES ZARCO - POVOADOR DA MADEIRA

 Como minha bisavó materna (minha linha matrilinear) era açoriana, 1/8 (12.5%) dos meus ancestrais são açorianos .  O que significa dizer também que descendo dos antigos povoadores (São Miguel e Santa Maria). 

Neste passo á discorrer sobre minha ascendência até João Gonçalves Zarco, que foi povoador da Madeira e que deixou inúmeros descendentes através dos seus sete filhos.

   

PRIMEIRA GERAÇÃO

JOÃO GONÇALVES ZARCO

Foi o responsável pelo arquipélago da Madeira, até 1460 aparece com o o nome de João Gonçalves ZARGO.

João Gonçalves Zarco, ou Zargo, foi o primeiro Capitão Donatário do Funchal.

D. Afonso V concedeu-lhe Brasão de Armas em 4.7.1460, dando-lhe o apelido de “Câmara de Lobos”. Por esta Carta de Brasão foi feito nobre, pois dela se vê que o não era. Nela se diz ser ele Cavaleiro-criado do Infante D. Henrique. Passou a designar-se como JOÃO GONÇAVES DE CÂMARA.

D. Afonso V mandou para a Madeira quatro fidalgos para casarem com as filhas de João Gonçalves Zarco. Casou em Portugal com CONSTANÇA RODRIGUES DE ALMEIDA, com quem teve sete filhos, dentre os quais:

 

SEGUNDA GERAÇÃO

RUI GONÇALVES DA CAMARA              

3.º Capitão Donatário da ilha de S. Miguel e primeiro desta família. Comprou a Capitania a João Soares de Albergaria por vinte mil cruzados e quatro mil arrobas de açúcar, compra que foi confirmada a 20.5.1474

Casou na ilha da Madeira com MARIA DE BETTENCOURT, que morreu sem geração e instituiu o morgado da Água do Mel e a Capela dos Mártires, naquela ilha, para seu sobrinho Gaspar de Bettencourt Rui Gonçalves da Câmara não deixou filhos legítimos. Teve, porém, de diferentes mulheres, filhos naturais, que foram legitimados.

 

TERCEIRA GERAÇÃO

PEDRO RODRIGUES DA CAMARA

Filho natural legitimado por D. Manuel em 1510. Sua mãe foi Maria Rodrigues, solteira, da família dos Albernazes (Frutuoso, Livro IV, §§ X e XI). Em 1507 contratou com outros a construção da Matriz Ribeira Grande, onde era morador. Fez nesta Vila o Convento de Jesus e foi loco-tenente do Capitão Donatário Rui Gonçalves da Câmara, seu sobrinho, governando a Capitania em sua ausência durante sete anos (Frutuoso, Livro IV, Cap.º XXVI, § XXXI). Fez testamento a 17.2.1541 e deixou bens à Misericórdia de Ponta Delgada.. Casou com Margarida de Bettencourt e Sá

Teve de Margarida de Bettencourt e Sá, sua mulher

 

QUARTA GERAÇÃO

HENRIQUE BETTENCOURT DA CAMARA

Henrique Bettencourt da Câmara, ou de Sá, morador na Ribeira Grande, que andou muito tempo na Corte. Fez testamento com sua mulher na Ribeira Grande, começado a 20.6.1575 e terminado a 1.11.1575, onde fala no pai, nos filhos Rui, Henrique e Manuel e nas filhas Francisca e Ângela. Diz também ser padroeiro do Convento de Jesus da Ribeira Grande

 Casou na Ribeira Grande com SIMOA VAZ DE SOUSA

 

QUINTA GERAÇÃO

MANOEL BETTENCOURT DA CÂMARA

Morador na Achadinha. Casou na Matriz Ribeira Grande, a 21.11.1577, com Maria Gago da Câmara, sua prima (filha de Rui Gago da Câmara e de Isabel Botelho?)

 

SEXTA GERAÇÃO

FRANCISCO DE SÁ BETTENCOURT

Casou com Isabel de Paiva

A 28.6.1672 na Lomba da Maia se começou o inventário por morte de Isabel de Paiva, sendo inventariante seu viúvo o Capitão Francisco de Sá Bettencourt; os filhos do casal são: Maria dos Anjos, de 27 anos; Bárbara da Cruz, de 25 anos; Isabel de Sá , de 15 anos; e António de 13 anos; no inventário está transcrito o testamento da inventariada feito a 17.4.1672 em que deixa a terça ao marido e por morte deste a suas filhas Bárbara e Maria e pede ao marido e ao legar a sua terça se lembre de sua filha Isabelinha, (sic) que aqui não é contemplada

 

SÉTIMA GERAÇÃO

BÁRBARA MONIS DE BETTENCOURT

Casou nos Fenais da Ajuda a 27.11.1679, com JOÃO CAMELO PEREIRA.

 

OITAVA GERAÇÃO

MANUEL MONIZ PEREIRA OU MANUEL DE BETTENCOURT CAMELO, OU MANUEL CAMELO MONIZ, ALFERES, dos Fenais da Ajuda.

Faleceu em S. Roque a 23.12.1744. Casou em São. Roque, a 20.8.1704, com Ana de Sousa, filha de Manuel Dias Sardinha e Isabel Simões falecida em São. Roque a 29.6.1759.

 

NONA GERAÇÃO

ISABEL MONIZ ¨**** casou a primeira vez em S. Roque, a 25.5.1726, com João Gouveia, filho de Matias Gouveia e Úrsula da Costa. Casou a segunda vez em São Roque, a 19.6.1740, com Bartolomeu de Sousa.

DÉCIMA GERAÇÃO

THEREZA FRANCISCA ou de JESUS

 Casada como José de Souza Farrapo em 19/05/1765.

 

DÉCIMA PRIMEIRA GERAÇÃO

ANTÔNIO DE SOUZA VALE

 Casado com Joaquina de Carmo em 1805

 

DÉCIMA SEGUNDA GERAÇÃO

ANNA JOAQUINA ,

Nascida em 7/10/1809. Casou com Felisberto Botelho em 2/11/1832 em São Roque do Rosto do Cão.

 

DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO

JACINTHA CANDIDA BOTELHO

Nasceu em 26 de Julho de 1838 , em São Roque do Rosto de Cão, São Miguel, Açores

 

DÉCIMA QUARTA GERAÇÃO

MARIA DAS MERCES

 Nasceu no dia 21 de setembro de 1856 na Vila da Lagoa (Ilha de São Miguel/Açores

Casou-se com o português MANOEL PEREIRA GOMES, filho de José Custódio Gomes de Carvalho e Joaquina Pereira do Lago no dia 6/11/1871 em Três Rios/RJ (Brasil).

DÉCIMA QUINTA GERAÇÃO

ELVIRA PEREIRA GOMES

Filha de Manoel Pereira Gomes e Maria das Mercês Botelho de Medeiros, nasceu no dia 20/09/1883 em Três Rios/RJ, Brasil

 

DÉCIMA SEXTA GERAÇÃO

DAGMAR PEREIRA GOMES AUDEBERT

Nasceu no Rio de janeiro/rj em 10/03/1917, Faleceu em 18/12/2004,

 

DÉCIMA SÉTIMA GERAÇÃO

EU

 

***** ISABEL MUNIZ é descendente de Ruy Vaz de Medeiros e também de GUIOMAR ALVARES PINHEIRO, casada como Gaspar Medeiros Camelo , cristãos novos. Guiomar teve um irmão inteiro HENRIQUE SOARES, que foi processado por judaísmo.

 

Gaspar Medeiros Camelo, filho de Antônio Camelo Pereira e Maria de Medeiros, descende de outro povoador de São Miguel – Fernão Camelo Pereira,