sexta-feira, 31 de maio de 2019

IRLANDESES NA BAHIA - 1830

O serviço militar obrigatório, adotado no Brasil, para cidadãos do sexo masculino que completem 18 anos de idade, se tornou lei em janeiro de 1906.
Antigamente, muitas nações reforçavam os seus exércitos com tropas mercenárias contratadas no estrangeiro, as quais se envolviam em guerras, não para defender uma bandeira ou nação, mas para lutar por dinheiro - quem pagava mais.
No século XVIII, os soberanos de certos principados da Alemanha exploraram seus batalhões alugando-os para quem necessitasse à exemplo do Inglaterra que era freguesa desse tipo de mercado.
Muita gente não sabe mas nas lutas pela consolidação da Independência do Brasil, ocorridas entre 1821 a 1825, D. Pedro I se valeu de mercenários, sendo a maioria da Alemanha e da Irlanda.
Dizem que muitos dos elementos que foram trazidos para o Brasil eram de criminosos tirados das prisões alemãs que chegavam aqui algemados ou amarrados. Em relação aos irlandeses a grande maioria eram de gente pobre que passava forme e via nas guerras a unica forma de ganhar algum dinheiro e poder sobreviver.
Quando chegaram aos Brasil os mais aptos eram incorporados à tropa e mandados para o Sul sob a promessa de que uma vez terminadas as lutas ganhariam terras e outras recompensas.
Mas, finda a campanha esses mercenários foram enviados ao Rio de Janeiro.
Não se sabe o número correto desses indivíduos, mas calcula-se cerca de 3 mil, ou seja, um numero razoável considerando que toda a população do Rio de Janeiro na época não ultrapassava a 270 mil habitantes. 
Esses mercenários foram mal alojados. Não recebiam comida suficiente e nem pagamento. Também não viram com o correr do tempo disposição do governo de serem cumpridas as promessas e se tornaram rebeldes, com a sublevação de três batalhões do Corpo de Estrangeiros.
Para reprimir a revolta o governos solicitou ajuda de forças tarefas francesas e inglesas. O cenário foi de cenas de horror. Onde quer que aparecesse um alemão ou irlandês , fizesse ou não parte dos revoltosos, eram trucidados. Morreram cerca de 200 mercenários e outros tantos ficaram feridos. 
Vale ressaltar, que desde 1826 se discutiam  projetos de naturalização de estrangeiros, sob a justificativa de que era necessário povoar o Brasil. E, que em 1927 aqui chegaram mais de 945 colonos irlandeses que se somaram aos mercenários.
Diante da revolta dos mercenários e do quadro negativo que se apresentava, foram deportados cerca de mil e quatrocentos irlandeses, mas uma parte foi enviada para o Sul da Bahia, numa tentativa fracassada de colonização. E, 101 famílias foram encaminhadas para Salvador onde permaneceram até 1830.
Com o tempo a comunidade de irlandeses foi se desfazendo aos poucos e seus integrantes se espalharam pela província (Bahia) e todo o Nordeste.
O que justifica, em parte, muitos nordestinos possuírem uma herança genética desses ancestrais.
Infelizmente, poucas pesquisas foram feitas neste sentido. Os sobrenomes que foram aportuguesados dificulta ainda mais a pesquisa genealógica. 

# Essa postagem é consequência da discussão em grupos de genealogia genética da perplexidade de alguns diante da forte carga genética nos testes de DNA da "ancestralidade inglesa",  que engloba a Irlanda , mormente em pessoas da Bahia.    
     
  

sexta-feira, 1 de março de 2019

FRUTAS BRASILEIRAS APRECIADAS PELOS ÍNDIOS

Não se sabe com certeza quando nossos indígenas começaram a fazer roças (capoeiras) e, nem a partir de quando utilizavam em sua alimentação  os frutos que colhiam.
O fato é que há um  padrão nas sociedades indígenas, pois diversas plantas representavam substancial fonte alimentar, sendo que inúmeras espécies vegetais, objeto de coleta por parte dos índios, foram adotadas pelos colonizadores europeus, que passaram a cultivá-las e que hoje representam um papel relevante na economia mundial.
Podemos citar, como exemplo, o caju, a castanha do pará, o guaraná e a mandioca.

Algumas árvores frutíferas bem conhecidas são:  araçá, abio, araticum, bacuri, cajá, caju, cupuaçu, goiaba, guabiroba, guavira, guarajá, ingá, jambo, jabuticaba, jenipapo, jatobá, jurubeba,  maracujá, mangaba, macajá, murici, pitomba, pitanga, pequi, piquiá, taperabá, sapucaia, umbu,  umari e uvilha.  
Algumas palmeiras destacam-se como a bocaiuva, buriti, açaí, inajá, tucum e babaçu que forneciam o fruto, o palmito, a castanha (da qual faziam azeite para comer, para repelir insetos, para a cobertura das ocas, fazer cestos e  esteiras  com as fibras.
Da mata  os índios extraiam seus remédios como a copaíba, usada para curar feridas e para os rins. A ipecacuanha  usada contra a diarreia e a quinina um poderoso antimalárico. 
Muitas espécies da flora eram usadas como corantes naturais como o jenipapo e o urucu.

Nordeste, os frutos indígenas brasileiros foram incorporados na alimentação dos primeiros colonos como a mangaba, que pode frutificar o ano todo, e além da fruta seu caule libera um látex quando ferido que se solidifica em contato com o ar. O caju, que além da polpa, tem uma castanha muito saborosa.
Mas, nada supera o uso da mandioca, que é a principal planta herdada dos indígenas.
O cultivo da mandioca representa várias vantagens, já que não é suscetível a pragas, cresce em todo solo tropical, produz raízes cerca de 6 a 8 meses depois de plantada e da mandioca se faz farinha e muitos outros alimentos.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

BATISMOS EM SANTA CRUZ( 1868) RN

BRAZ - 3/2/1868, filho de Eleno Canuto Lopes e Maria José de Jesus
JOAQUIM- 16/07/1863, filho de Camilo Barroso de Carvalho e Maria Malaquias da Cunha
                  Batizado em Riquitelha, padrinho Malaquias de Cordeiro Castelo Branco  
MANOEL- 07/02/1867 - filho de Antonio José dos Santos e Clara Maria da Conceição
                   Padrinho Joaquim Nunes Marinho de Carvalho 
JOSÉ - 26/12/1867, filho de Manoel Francisco Campelo e Maria Francisca da Conceição
ALBINO - 5/02/1868, filho de João da Cruz e Maria José da Conceição
SEBASTIANA - 15/01/1868, filha de Marinho Santana e Maria Francisca da Conceição
CAPITULINA - 4/9;1867, filha de Alvez Carreiro Sobrinho e Joaquina Maria da Conceição    (Casa de oração do Potegi Pequeno)
MARIA - 26/01/1868 - filha de Antonio Bandeira de Lucena e Vicência Maria da Conceição
VICTORINO - 21/12/1867, filho de Felício Bezerra Leite e Josepha Bezerra
ANNA - 22/12/1867, filha de Umbelina Maria da Conceição 
ANTONIO - 22/01/1868, filho de Manoel da Paixão e Berenice Maria
ROSÁRIA - 7/01/1868 , filha de Feliciano Caetano e Maria José
PEDRO-  31/01/1867,  filho de José Joaquim Peixoto e Antonia Ferreira de Mello
JUVENAL - 9/7/1868 , filho de Luiz Gomes de Oliveira e Jovina Maria da Conceição
ALBINO - 5/2/1867, filho de Manoel da Cruz e Maria José da Conceição
ANTONIO - 4/11/1867, filho de Manoel Thomaz de Oliveira e Maria José da Conceição       Padrinho Capitão Job Furtado de Mendonça Menezes
JOAQUIM -  2/2/1868filho de Manoel José da Costa e Paulina Maria da Conceição
FRANCISCO- 29/01/1868, filho de Militão Miquelino de Barros e Antonia Maria da   Conceição
FAUSTINO - 17/02/1868, Filho de Idalino José da Silva e Paula Maria de Jesus
SEBASTIÃO- 18/01/1868, filho de Manoel Andre de Barros e Francisca Maria da                  Conceição 
MARIA - 17/01/1868, filha de João Francisco de Medeiros e Josepha Maria Florinda
URSULINA - 1/9/1867, filha de José Gomes dos Santos e Francisca Maria do Espirito      santo
ADOLPHO - 23/12/1867, filho de Alexandre (escravo de Joaquim José da Silveira Barreto)e Maria Rosa da Conceição, feito no Oratório do Potegi Pequeno
ANTONIO - 29/02/1868, filho de Francisco Alves de Oliveira e Florida Maria da Conceição
VICÊNCIA - 23/07/1868, filha de Francisco Manoel do Nascimento e Umbelina Erminiana da Conceição
ANNA - 3/3/1868 , filha de Faustino Gomes da Costa e Josepha Maria do Patrocínio
JOSÉ - 19/3/1868, filha de João Antonio Crisóstomo e Francisca Maria da Conceição
MARIA - 12/01/1868, filha de João Pedro da Silva e Nicácia Maria da Conceição
LUIZ - 28/02/1868, filho de Luzia Florinda do Nascimento
RAQUEL - 18/03/1868, filha de Miguel Joaquim da Paixão e Ana Maria da Conceição
GABRIEL - 30/03/1868, filho de Francisco Antunes de Lima  e Ana maria de Araújo
ANTONIA - 4/01/1868 , filha de Domingos Alvez da Silva e Maria Francisca da Conceição
MICAELA - 6/2/1868, filha de Sebastião da Rocha Bezerra e Maria Rosa de Mello Cabral
RITA - 5/2/1868, filha de Sancha Maria de Jesus
ANTONIO  - 6/1/1868, filho de José Miranda da Cunha e Francisca Maria da Conceição
JOÃO- 8/2/1868, filho de Manoel dos Santos Lima e Maria Perpétua da Felicidade
JOAQUINA - 8/9/1867, filha de Trajano Bento e Fellipa Maria de Jesus
ANTONIO - 20/02/1867, filho de Rita Maria da Conceição
SEBASTIÃO - 23/01/1868, filho de José Lupicínio da Silva e Rita Barbosa de Lima
LEÔNCIO - 23/02/1868, filho de Firmino José Justiniano e Maria Madalena da Conceição
JOAQUIM - 4/3/1868,filho de José Joaquim do Nascimento e Maria Joana da Conceição
BALBINA - 6/2/1880, filho de João Soares da Costa e Josefa Maria de Moraes
ISABEL- 8/3/1868, filha de José Gomes Bezerra e Cândida Maria da Conceição
LÚCIO - 15/04/1869, filho de Antonio Rodrigues da Rocha e Joaquina Andreza de Jesus
MARIA - 23/03/1868, filho de Manoel Thimóteo de Araújo e Maria Francisca da Penha
JOÃO  - 15/08/1867, filho de David José de OlIveira e Cândida e Delphina Maria da Conceição
VALDEVINO - 7/4/1868, filho de Manoel Fernandes da Cruz e Joana Maria da Conceição
JOÃO - 11/09/1867, filho e José Borges de Oliveira e Eugênia Maria da Conceição.            Padrinhos: Theophilo Ferreira da Rocha e Maria Secundina Ferreira da Rocha                    (solteiros)
MANOEL - 27/03/1868 - filho de Antonio Pereira da Silva e Rita Maria da Silva
PEDRO - 13/01/1868 - filho de Manoel Theixeira dos Santos e Maria da Conceição
ANNA - 18/05/1868, filha de Francisco Lins de Vasconcelos e Perpétua Thereza de Jesus,   padrinho Tenente Manoel Alves de Oliveira Galvão
RITA - 5/4/1868, filha de ANTONIO PAULO DA COSTA e LUZIA MARIA DE FRANÇA,  são   meus trisavôs, pais de meu bisavô MANOEL NORBERTO DA COSTA  (o batismo     ocorreu em São Bento)

Rita, nascida a cinco de abril de mil oitocentos e secenta e oito, filha legítima de ANTONIO PAULO DA COSTA E LUIZA MARIA DE FRANÇA, baptizei e puz os santos oleos aos quatorze de maio ditro ano no lugar denominado SAN BENTO desta freguezia, em desobriga, forão padrinhos Gerson José Ferreira de Farias e Umbelina Aquilina de Farias, desta freguesia.
*** Neste registro observa-se que o sobrenome de Luiza é França, igual a de algumas mulheres ligadas a Manoel Franco de Oliveira (meu tetravô), que assinavam Franca ao invés de Franco. 
Acredito que Luzia era irmão de Manoel Franco de Oliveira, meu outro tetravô,que em Santa Cruz aparece também como MANOEL FRANCISCO DE OLIVEIRA - vide outras postagens no blog, como no registro abaixo. Esclarecendo que Manoel era pai de Joaquina Eustaquilina de Oliveira que se casou em 1883, em Santa Cruz, com Manoel Norberto da Costa (meus bisavós), filho de ANTONIO PAULO DA COSTA E LUZIA MARIA DE FRANÇA

ANTONIA -5/01;1868, filha de Manoel Francisco de Oliveira e Ignácia Maria da Conceição, baptizei e pus os santos oleos nesta Matriz (Santa Cruz) 

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

FAMÍLIA PEREIRA DO LAGO ( PORTUGAL e BRASIL)

OS PEREIRA DO LAGO
Existem muitas pesquisas sobre a origem desta família portuguesa, mas tudo aponta que tudo começou na freguesia do Lago.
Manuel de Souza  da Silva (Nobiliário das Gerações entre Douro e Minho), dá a mesma versão do Felgueiras Gaio (Nobiliário de família de Portugal) de que a família "PEREIRA DO LAGO" descende dos PEREIRA, por varonia, através de um Gomes Gonçalves, que seria neto de Gonçalves Rodrigues Pereira
Mas, a origem me parece nebulosa. Não tenho fonte documental que comprove. Muitos declinam gerações e gerações até o século XI. Mas, sem nenhuma fonte confiável. Por isso, acho temerário seguir qualquer uma das pesquisas feitas anteriores ao século XV.
Daí para a atualidade é possível através de fontes primárias (documentais) provar  os fatos e acontecimentos ligados aos membros da família.

O mais antigo membro da família, com documentos comprobatórios, trata-se de JOÃO GOMES DO LAGO, filho de Diogo Gomes Froes e Senhorinha Anes do Lago, que foi o senhor da Torre do Lago.

 I -João Gomes do Lago se casou com Beatriz de Azevedo (que aparece também como Beatriz de Araújo, ou Brites de Azevedo) sobrenome de seu pai Fernão Affonso de Araújo, pertencente à nobreza).
Esse sobrenome ARAÚJO aparece em alguns membros da família mesmo depois de 150 anos, mas não sei se realmente está ligado a esse ramo. 
Casou-se , pela segunda vez com GERMINIEZA PEREIRA DE ARAÚJO (mesmo sobrenome que me chama atenção pelo numero de descendentes que o carregam). (Fonte: GAYO)
Não sei qual a relação de parentesco entre Beatriz e Germinieza.

II- O casal JOÃO GOMES (Ou Pereira) DO LAGO e Germinieza Pereira de Araújo teve 10 filhos, entres os quais ALDONÇA PEREIRA DO LAGO, que teve um filho chamado GASPAR PEREIRA DO LAGO (nascimento aproximado em 1565), mas não existe nenhum documento que aponte o nome do pai, que para mim continua como desconhecido. Há indícios de que o outro filho de Aldonça se chamava Sebastião Pereira do Lago, mas não fiz pesquisas a esse respeito e , portanto, nada posso dizer.

Gaspar aparece como "bastardo" (Gayo  XII, costados 3 e 4 , referência aos Pestanas e Peçanhas de Lourinhão). Já Sebastião aparece como filho de ALDONÇA Pereira sem constar se era bastardo ou não.
Inicialmente, também não quis postar esse dado, por não ter certeza, mas como é indicio espero que os interessados venham a pesquisar.
Da mesma forma, encontrei um Gaspar Pereira do Lago (está no manuscrito memorial dos Ministros), dito como ermitão, de família nobre, natural da Vila de Viana e Ministro de grande reputação e desembargador da Casa de Suplicação,  que teria fingindo ser o rei Don Sebastião . Ele teria  sido o cabeça de um levante contra Lisboa, liderando mais de 400 homens. Descoberto, foi sentenciado a "galez" (galés) e confessou nãos er o rei Dom Sebastião e nem queria ser...
Estou postando a história, por achar interessante, mas nem sei se trata-se do mesmo, embora o Gaspar Pereira do Lago, meu ancestral, tenha sido mesmo Desembargador da Casa de Suplicação e vivido na mesma época.

III - GASPAR PEREIRA DO LAGO, se casa com BRITES DE ARAÚJO (mais uma vez o ARAÚJO) dentre os filhos conhecidos tiveram

IV - ANTONIO PEREIRA DO LAGO se casou com Margarida Rabelo, e o casal Margarida Rabelo e também
V -MANOEL PEREIRA DO LAGO, faleceu em 16/10/1678, Prado,foi casado com PLÁCIDA FRAGOSO, filha de Luiz Fragoso de Leça (Lessa) e Isabel Pereira, dentre os filhos do casal temos
6 -ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO, casado que foi com MARIA DE AZEVEDO VELOSO (MARIA DE ANDRADE CARDOSO), filha de Gregório Veloso e Branca Cardoso, neta materna de Domingos Fernandes e Camila Fernandes.

ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO , cuja origem é da freguesia de São Martin do Lago, e de Maria Andrade, cuja origem é Barcelos, tiveram os seguintes filhos:
1) Marianna, batizada em 15/9/1645 (descendentes brasileiros)
2) Manoel, batizado em 26/12/1649
3) Felíx, batizado em 21/01/1649 (descendentes brasileiros). também conhecido como Félix de Araújo, Felix Araújo Pereira do Lago ou só Felix Pereira do Lago, que , posteriormente, foi abade.
4) Vicente . batizado em 28/1/1651 (descendentes brasileiros) 
5) Calisto Pereira, batizado em 19/07/1655, que foi ouvidor e cavaleiro da Ordem de São Tiago na Vila do Prado
6) Antonio, que não tenho a data de nascimento, mas sim do seu casamento realizado apenas  em 27/07/1716, com Maria Pereira, filha de Domingos Fernandes e Maria Pereira. Casamento que foi feito sem denunciações, por especial decreto do sr. dr  Rodrigo Moura Teles na Capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso.  Esse DOMINGOS FERNANDES era cristão novo, segundo consta parente da Camila Fernandes  .
Necessário esclarecer que a esposa de ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO, MARIA DE ANDRADE (Ou Veloso de Andrade)na freguesia de São Veríssimo, tamel, Vila do Prado, filha legítima de Gregório Veloso e de Branca Cardoso, sendo neta materna de DOMINGOS GONÇALVES PINTO (ou denominado PINTA DIABOS) e de CAMILA FERNANDES, família de cristãos novos de Barcelos,  o que é confirmado, parcialmente, por Luis de Bivar Guerra, no caderno de Cristão Novos de Barcelos, onde  afirma que Amador Fernandes Furtado, cristão novo,  era sobrinho de Camila Fernandes

Há uma habilitação familiar do Santo Ofício (maço 10, documento 113 de 1715) de que Alexandre Pereira do lago, sargento Mor em Vila do Prado , filho de Martinho Teixeira da Silva, neto materno de ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO, da Vila do Prado, e Maria de Andrade Veloso, filha de Gregório Veloso Cerqueira e Branca Cardoso da Silva, de São Veríssimo, Tamel, Termo da Vila do Prado. Outro documento que confirma a origem de Branca , como filha de Camila Fernandes.

Na habilitação do padre FELIX DE ARAÚJO PEREIRA DO LAGO (14/06/1672)tio de ALEXANDRE e também de JERÔNIMO PEREIRA DO LAGO, era filho de Maria de Andrade,  neto de Branca  Cardoso e bisneto de Camila Fernandes, consta ter ele afirmado que por parte de mãe tinha cristão novo, referente a sua bisavó, embora ele tenha tentando esconder essa origem já que os judeus, cristãos novos, mouros eram perseguidos na época e não podiam pertencer aos quadros da Igreja, que só admitiam aqueles "puros de sangue".

Na habilitação de JERÔNIMO PEREIRA DO LAGO, que está disponível on line no family search - Processo de Habilitação Braga/Vila Verde/Cabanelas - Pasta 21855, 1754) ele diz ser cristão velho, sem judeu, mouros ou cristão novo.
Isso se justifica por conta da perseguição que era tão grande em Portugal, que em alguns lugares como Barcelos e Guimarães esconder a origem judaica familiar (de ventre materno) era fundamental para a própria sobrevivência.
Jerônimo diz ser neto paterno de Francisco Lopes e sua mulher maria Pires e pela paterna de Felix Pereira do Lago (Abade) e Maria Francisca

Essa é origem judaica da família PEREIRA DO LAGO que vem de CAMILA FERNANDES e de DOMINGOS GONÇALVES CARDOSO, que viveu em Barcelos/Portugal, que teria nascido por volta de 1560.
Não pesquisei na Torre do Tombo todos os outros documentos envolvendo esses Fernandes de Barcelos. 

Quanto ao meu ramo, fiz outras postagens no blog, inclusive com maiores dados, já que descendo de Camila Fernandes, através do seu bisneto o ABADE FÉLIX DE ARÁUJO PEREIRA DO LAGO, e de sua companheira MARIA FRANCISCA.

I- Ramo fluminense ( Rio de Janeiro)
Minha ascendência até ela. (tratada em outras postagens)
1) CAMILA FERNANDES
2) BRANCA CARDOSO e GREGÓRIO VELOSO
3) MARIA DE ANDRADE (OU VELOSO) e ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO
4) FELIX DE ARAÚJO PEREIRA DO LAGO e MARIA FRANCISCA
5) MARIA PEREIRA DO LAGO e FRANCISCO LOPES
6) JOSÉ LOPES e ROSA FRANCISCA
7) ANA LOPES PEREIRA DO LAGO, que se casou com seu primo ANTONIO FRANCISCO PEREIRA, também descendente de Camila Fernandes.
8) JOAQUINA PEREIRA DO LAGO, nascida em 1811
9) MANOEL PEREIRA GOMES
10) ELVIRA PEREIRA GOMES
11) DAGMAR PEREIRA GOMES AUDEBERT (MINHA MÃE), ou seja, sou a 12a. geração.

Contudo, como está anotado acima outros Pereira do Lago vieram para o Brasil bem antes do meu bisavô MANOEL PEREIRA GOMES, que só chegou aqui por volta de 1867 e se estabeleceu em Três Rios/RJ,  existem descendentes de :

II - Ramo Mineiro - Miguel Lopes da Silva (nascido 30/09/1710), era filho de Maria Pereira do Lago e de Francisco Lopes, irmão do meu pentavô José Lopes . Portanto, neto materno do Abade Felix de Araujo Pereira do Lago e Maria Francisca, que veio para o Brasil e se estabeleceu em Minas Gerais, onde se casou com Júlia Maria do Nascimento. 
O casal teve muitos filhos, entre os quais 
- José Carlos da Silva, 
- Diogo Garcia Lopes
- Jerônimo Pereira do Lago
- Manoel José da Silva
- Júlia Maria da Silva
- Francisco Lopes da Silva 
- Tereza Maria de Jesus
Deixou muitos descendentes no Brasil.

III- Ramo Mineiro/Baiano (creio que deixou descendentes em todo o nordeste, pois há noticias seguras de sesmarias requeridas por descendente na Paraíba, mas difícil localizar, pois  não usam o Pereira do Lago e sim os sobrenomes Pereira, Souza e Araújo). 
Eu, que descendo por via paterna de um ANTONIO DE SOUZA, sesmeiro, não consegui ainda fazer a ligação deste com o Vicente. Desta forma, teria dois ramos da mesma família.   

2) Capitão Vicente Pereira do Lago, que foi batizado em 28/11/1651, sendo padrinho o padre Simão Ribeira de Castro, abade de São Romão, e madrinha Plácida Fragozo, sua avó paterna. O celebrante foi o padre Gonçalo da Rocha reitor e Abade de São Joaquim Nogueira.
O Vicente era filho de ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO e de  MARIA DE ANDRADE (VELOSO), portanto irmão do abade FÉLIX DE ARAÚJO PEREIRA DO LAGO.  
Ele veio para o brasil bem jovem, mais depois da ordenação de seu irmão em 14/06/1672 (habilitação encontra-se no family search), acompanhando o MARQUEZ DAS MINAS (que era um título nobiliárquico de Portugal, que foi dado inicialmente a D. Francisco de Sousa, que era Conde do Prado, em 1608).
Essa família SOUZA chega ao Brasil bem antes, talvez o primeiro tenha sido TOMÉ DE SOUZA, que foi o primeiro Governador Geral do Brasil (1549), mas não tenho como afirmar. O que posso dizer com certeza é que 
 O Capitão Vicente Pereira do Lago se casa com Ângela de SOUZA (aproximadamente em 1674), da mesma família do Marquez de Minas. 
Por ser um sobrenome mais famoso, alguns filhos e netos de Vicente abandonam o Pereira do Lago e assumem só o SOUZA, o que dificulta muito qualquer pesquisa, pois SOUZA (SOUSA OU SOIZA) são mais comuns no Brasil.

O capitão Vicente foi nomeado escrivão da Alfândega de Salvador/Bahia em 16/06/1684. 
São conhecidos os seguintes filhos:
1) Manoel Pereira do Lago (padre) - nascido aproximadamente 1676 em Salvador
2) Alexandre Pereira do Lago (Padre) -indícios de que teve 2 filhos. Mas, não consegui seus nomes.
3) João Batista de Araújo - Que registra o mesmo sobrenome Araújo, assumido anteriormente também pelo seu tio o abade FÉLIX DE ARAÚJO PEREIRA DO LAGO.
Deixou descendentes na Bahia, Minas e Pernambuco que conservaram o ARAÚJO.
4) Antonia Maria de Araújo, que foi casada com Manoel Carlos d Escobar e , em segunda núpcias com Antonio Rodrigues. Não deixou descendentes.
 5) Maria de Souza Araújo esta foi casada com Martin Affonso de Mendonça (foi a segunda esposa deste), mas o casal não teve filhos .
6) Isabel Maria de Souza, foi casada com Cláudio Teles de Menezes. Morreu bem jovem e não deixou descendentes
7) Joana de Araújo Pereira, morreu jovem, solteira e sem filhos.
8) Thereza Josefa de Jesus Maria, se casou em 15/08/1717 com Luiz de Goes de Mello Vasconcelos. Deixou uma grande descendência. 
9) Francisco de Souza - morreu solteiro.

4 - Ramo Baiano/Pernambucano
Outro membro famoso foi o CORONEL FRANCISCO PEREIRA DO LAGO, nascido aproximadamente entre 1590/1600, que foi casado em primeira núpcias com Andreza de ARAÚJO (sobrenome que vem se repetindo e não identifiquei a origem). Ele chegou a Bahia antes de 1620, ou seja, bem antes do Capitão Vicente. 
Ele era filho de João Pereira do Lago, que por sua vez seria filho de Sebastião Pereira do Lago, irmão de Antonio Pereira do Lago, ambos filhos de Aldonça Pereira do Lago (esta informação não foi confirmada).
De qualquer sorte , pelo primeiro casamento com Andreza de Araújo ele teve
- João Pereira do Lago ( deixou descendência em Pernambuco)
Do segundo casamento com Joana, teve 3 filhos:
1) Francisco Pereira, religioso no Convento do Carmo , Bahia
2) Jorge Pereira - não há indicação de descendentes.
3) João Pereira do Lago, que foi casado com Bernarda Siqueira da Silva . Esse casal teve os filhos conhecidos 
    3.1 - Madalena Clara Maria
    3.2 - Francisco Pereira do Lago
    3.3 - Francisca Xavier Pereira
    3.4 - Caetano Pereira do Lago, faleceu solteiro, foi fidalgo e cavaleiro - 22/04/1766

O Coronel Francisco Pereira do Lago chegou na Bahia antes de 1620 e em 1641 fundou em Salvador/ Bahia de Todos os Santos a Capela de Santa Bárbara. Instituiu um morgado (Igreja e Morgado de Santa Bárbara). 

**** Existe uma habilitação de Bento Pereira do Lago Sá de 1787 de Recife/ Pernambuco, descendente do Coronel Francisco

5- Ramo Fluminense
MARIANA PEREIRA DO LAGO, era filha primogênita de Alexandre Pereira do Lago e Maria de Andrade, nascida em 1645, se casou com  Martinho Teixeira da Silva.

filho: ALEXANDRE PEREIRA DO LAGO (1685) foi casado com MARIA DA SILVA SEPULVEDA
neto: Manoel Pereira do Lago casado com Domingas Gomes de Araújo (mesmo sobrenome de outros)
bisneta: Antonia Maria Pereira do Lago, casada com Manoel José Pinto
trineto: Miguel Antonio Pinto casado com Ana Maria da Silva Rodrigues

Cabe ressaltar que, identificamos um ramo no Rio Grande do Sul, que se origina de um patriarca estabelecido em São Paulo, que tem ligação com o capitão Vicente Pereira do Lago, mas ainda estou compilando documentos.
No Maranhão, existe uma família PEREIRA DO LAGO que não tem qualquer ligação com a família original portuguesa. O sobrenome foi adotado por um individuo que o passou para alguns descendentes seus. 

Minhas pesquisas não estão esgotadas. Sendo família grande e nobre de Portugal, tinha fortes ligações com o Brasil colonial e depois no Império, sendo provável a existência de outros membros que imigraram para o Brasil.
Finalmente, deixo registrado que é possível que ainda  sejam feitas algumas correções com o surgimento de novos documentos. Portanto, esse texto não esta completamente finalizado.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

COLONIZAÇÃO DA PARAIBA

Durante o século XVI a ocupação do território paraibano foi no litoral, sendo que somente nas primeiras décadas do século XVII é que os portugueses começaram a avançar para o oeste . Nessa época os colonos ocupavam a zona da mata e os vales do Mamanguape, Miriri, Gramane e, até a metade do século XVII  o  sertão era desconhecido.
Depois da expulsão dos holandeses na Paraíba, a criação extensiva de gado, negócio tão lucrativo como os engenhos de açúcar, foi a mola propulsora para o desbravamento dos sertões com os currais de gado.
Nesse contexto, por volta de 1663, Antonio de Oliveira Ledo  instala seus currais no lugar que ficou conhecido como Coniodió, distante do litoral e dos engenhos.
Posteriormente, requereu sesmarias, e junto com seu irmão Custódio e seu sobrinho Constantino formaram o maior latifúndio (media 180 Km de extensão por 72 Km de largura). Tempos depois, seu outro sobrinho Pascácio (que segundo consta era filho bastardo) chegou, vindo em fuga da Bahia depois de ter roubado uma moça para casar e também se estabeleceu na Paraíba .
Difícil encontrar na Paraíba quem não descenda da família "Oliveira Ledo", pois eles foram os primeiros povoados do sertão. 
Em muitos casos, nas regiões da Paraíba e do Rio Grande do Norte que estavam sendo desbravadas e ocupadas pelo colonizador existiam variadas tribos indígenas que culminou em confronto, No final do século XVII o sertão estava em estado de guerra e só foi pacificado por volta de 1711, quando a maioria das terras ficaram nas mãos de grandes latifundiários.
  

domingo, 30 de dezembro de 2018

CAPITÃO ANTONIO FERNANDES DE CARVALHO

Embora não esteja diretamente ligada a minha família, resolvi publicar algo sobre o Capitão Antonio Fernandes de Carvalho que encontrei ao longo de minhas pesquisas e, com certeza, será útil para algum descendente.
O que sei é que foi uma figura importante na Paraíba. 
Ele era português e dono de engenhos.    
Faleceu em 1853 e deixou o seguinte testamento.

" Saibam quanntos este instrumento de Testamento virem que sendo no anno do nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil oitocentos e cinquenta e três, aos três de maio do dito anno, nesta cidade da Parahyba do Norte em casas de minha morada, estando doente, mas em meu perfeito juizo, e com todas as minhas faculdades, e muito de minha vontade, sim constrangimento algum, só querendo deixar as minhas desposições para quando for Deus servido levar-me desta vida, ordeno o meu testamento pela forma seguinte.
Primeiramente, como verdadeiro catholico e obediente filho da Igreja Romana, em cuja fé sempre vivi e, protesto morrer, enconmendo a minh'alma a Deus Onipotente, em quem espero que me há de salvar pelo merecimento de Nosso Senhor Jesus Christo e, usando comigo de sua infinita misericordia, Nomeio em primeiro lugar para meus testamenteiros, os meus filhos o Doutor João Antonio de Carvalho em segundo Jozé Fernandes de Carvalho e em terceiro a Antonio Fernandes de Carvallho Junior, aos quais peço aceitem esta testamentária e para a cumprirem, assim como que dêem sepultura a meu corpo, fazendo o meu funeral a seus contentos. Declaro que sou natural do Reino de Portugal, filho legitimo de Gabriel Fernandes e sua mulher Thereza de Sam Miguel, já falecidos. Declaro que fui casado segundo as leis deste Império com Anna Cláudia Victoria, de quem tive vários filhos, os quaes são os meus unicos herdeiros, por os nunca ter tido no estado de solteiro, e nem viuvo. Declaro que os bens que são sabidos de todos os meus filhos e por isso os deixo de mencionar. Declaro que quero que o meu primeiro Testamenteiro logo que eu falecer mande dizer varias missas por minha alma, por oito padres diferentes , e uma capela por as almas do Purgatório, aquelas que farao, maes de minha obrigação. Deixo as minhas Netas, filhas dos falecidos meus filhos Gabriel e Bernardino a quinta parte de minha terça. Deixo forra a minha escrava de nome Romualda, pelos bons serviços que mi tem prestado, assim como o pae da dita escrava de nome Manoel Piqueno, aos quaes meus testamenteiros passara as cartas. Declaro que tenho forrado o meu escrevo de nome Manoel do Gentio de Angola, por carta que lhe passei. Declaro que um conto de reis que dei a minha filha Thereza, quando casou com Manoel Galdino, entrará na minha terça. Declaro que tive contas com meu filho José as quaes ajustei, e lhe fiquei restando o que consta da conta corrente em seu poder, por mim assignada, como também dos meus livros. Declaro que comprei em Jaguaribe uma porçan de gado,de que passei uma obrigação a qual esta paga, como consta das cartas e recibos em meu poder do dono da obrigação. Declaro que o meu filho João Antonio com si a quantia de um conto de reis, com o qual deverá entrar em partilha. Declaro que todos os meus filhos estão inteirados e pagos de sua legitima materna. Declaro que tenho tido contas com Victorino Pereira Maia e, nada lhe devo, como consta das contas corrente, menos da safra ultima de mil oitocentos e cinquenta e dois, a cinquenta e três que ainda não ajustamos. Declaro que não deixo dinheiro algum. como bem sabem meus filhos. Declaro finalmente que tirado da terça sas disposições que tenha feito o restante dela se unirá ao monte para ser dividida por os meus filhos e herdeiros. Rogo aos meus testamenteiros nomeados queirao aceitar a minha testamentária serem fieis procuradores e zeladores de todos os meus bens e direitos, e, executores destas minhas disposições, e meus verdadeiros testamenteiros. 
Rogo as Justiças Nacionais tanto Ecleziasticas como Seculares, hajao sempre por firme e valioso meu Testamento, e lhe fação dar a sua devida execução, por ser a minha ultima vontade, e minhas fieis disposições testamentares, as quaes se não puderem valer como testamento, quero que valhão como codecito, epor não poder escrever roguei a Jozé Jerônimo Rodrigues Chaves por mim escrevesse, e por estar em tudo conforme institui, o assigno em dia e mes retro. Antonio Fernandes de Carvalho. e Escrevi a rogo do Testador Jozé Jerônimo Roez Chaves"

domingo, 23 de setembro de 2018

GUARDA NACIONAL DE JARDIM DO SERIDÓ (1853)

Muitas das vezes me deparo com documentos que não necessariamente estão ligados à minha família. Contudo, como são fontes históricas, possuem valor inestimável para outras famílias. É o caso da lista da Guarda Nacional da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Azevedo (Jardim do Seridó) que encontrei quando pesquisava o rastro de Manoel Franco (Francisco de Oliveira), meu ancestral, cujo pai tinha o mesmo nome. 
Grande possibilidade do pai de Manoel Franco estar naquela localidade, pois em 1857 ele  já era falecido. Mas, não tenho como afirmar se era o mesmo. Entretanto, para preservar a lista para futuras consultas ou, quem sabe, ajudar outros pesquisadores resolvi publicar .
Eis a lista, com lugares, algumas datas de nascimento, profissões 

VILA
- Andre Curcino de Medeiros, 59 anos, professor
- Antonio Soares do Nascimento, 57 anos, criador
- Severino Xavier Pequeno, 52 anos, Criador
- Thomas de Aquino Pereira, 56 anos, ourives
- Luis de Magalhães Cirne, 52 anos , Cacheiro

RIO DO COBRA
- Antonio de Mello Azevedo, 51 anos, criador
- Bartholomeo Tavares, 52 anos, jornaleiro
- Jose Francisco de Azevedo. 57 anos, criador
- José de Azevedo Melo, 57 anos, criador
- Manoel José de Azevedo, 35 anos,  criador
- Sebastião Pereira do Rego, 52 anos, Criador

CRAÚNA
- Antonio de Araujo Ferreira, 58 anos, criador
-Jerônimo Gomes de Melo, 50 anos, criador
-João Ferreira Guedes, criador

SÃO PEDRO
- Francisco Soares da Silva, 54 anos, Criador
- João Medeiros, 50 anos, Criador
- Manoel Barbosa Pimentel - 55 anos, Criador
- Manoel Fortunato Garcia - 52 anos, Criador
- Pacífico Antonio Cordeiro, 57 anos, criador

SÃO JOÃO
- Joaquim Manoel de Oliveira, 53 anos, Criador
- João Batista de Avelar - 55 anos, criador
- Joaquim José Ribeiro, 50 anos, criador
- José Garcia de Morais, 50 anos , criador
- Pedro Garcia de Azevedo, 51 anos , criador

SÃO PAULO
- Joaquim Garcia do Amaral, 46 anos, criador
- José Pereira da Costa, 53 anos, Proprietário
- João Batista Pardo, 50 anos, Criador
- José Garcia do Amaral, 56 anos, Criador
Lourenço José de Medeiros, 54 anos, Jornaleiro
- Rodrigo de Medeiros Rocha, 52 anos, proprietário

RIACHO SÃO JOSÉ
- Antonio Vitorino de Medeiros, 59 anos, criador
- Andre Curcino de Macedo,51 anos, criador
- Cosme Damião de Medeiros, 51 anos , criador
- Joaquim Felix de Lima , 54 anos, criador
- Joaquim Belizario de Azavdo, 54 anos, criador
- MANOEL FRANCISCO DE OLIVEIRA, 51 anos, Jornaleiro (naquela época jornaleiro era a pessoa que trabalhava por tarefa, por safra ou mesmo por diária. Trabalhador rural). 
Esse pode ter sido meu ancestral que teria vindo da Paraíba, fugindo da seca e da epidemia de cólera. O pai de Manoel Francisco(Franco) de Oliveira . Em 1857 consta que já era falecido no registro das terras que tinha em Araruna, deixando viúva JOSEPHA, sua segunda esposa.  Contudo, não tenho nenhuma prova documental de que seja a mesma pessoa, até porque o nome parece comum. O fato é que esse ramo de minha família ao sair da Paraíba acabou por perambular em diversas cidades do Rio Grande do Norte. Manoel Franco de Oliveira, meu tetravô, contava uns 30 anos quando saiu da Paraíba, já casado e com filhos, quando foi para o RN. Foi um  retirante das secas.

ESPÍRITO SANTO
- Joaquim Candido de Medeiros, 56 anos, criador
- Manoel Barbosa dos Santos, 58 anos , criador
- Manoel Epitácio dos Santos, 53

PARELHAS
- Bonifácio José da Cruz, 58 anos, Criador
- Luiz Pedro de França, 58 anos, Curtidor
- Manoel Francisco do Nascimento, 55 anos, sapateiro
-Manoel Anselmo de Maria, 33 anos, criador

BOQUEIRÃO
- Antonio Torre de Azevedo, 37, criador
- Anselmo Pereira dos Santos, 57 anos, criador
- Francisco José de Santana, 59 anos, criador
- Luiz Rocha Lucas, 51, Criador
- Manoel Fernandes da Silva, 52 nos, Jornaleiro
- Manoel de Arruda Câmara, 58 anos, Criador
- Miguel de Azevedo Pessoa, 51 anos, Proprietário

JARDIM
- Antonio Pereira Cavalcanti 51 anos,, criador
- Antonio Baptista da Silva, 55 anos, criador
- José Bernardo da Silva, 55 anos, Criador
- João Ignácio de Medeiros, 53 anos, criador
- José Bento Casado, 52 anos, Criador
- Joaquim Moreira de Souza, 51 anos, Jornaleiro
- Cipriano José de Oliveira , 52 anos, criador

SÃO ROQUE
- Francisco Alves dos Santos, 52 anos, criador
- Gregório José de Sá, 67, criador
- José Francisco do Nascimento, 54 anos, criador
- Pedro Garcia de Araujo, 52 anos, criador

ANGICOS
- Felisberto José dos Santos, 56 anos,
- André dias de Carvalho, 51 anos, criador
- Antonio Bezerra de Peixoto, 60 anos
- Joaquim José dos Santos, 56 anos, criador

LAGES
- Carlos Tavares de costa, 56 anos
- francisco Gomes Ferreira, 56 anos, Criador
- Francisco Casado da Fonseca, 54 anos
- Francisco Manoel do Vale, 58 anos
- Manoel Barbosa da Fonseca, 52 anos
- Pedrpo Teixeira da Fonseca, 51 anos

DESTERRO
- Manoel Carneiro de Araujo, 55 anos, criador
- Manoel Alves, 54  anos
- Manoel Tavares da Costa, 51 anos
- Paulo Tavares da Costa, 56 anos
- Rodrigo Marques de Souza, 55 anos