sábado, 12 de abril de 2014

PALMEIRA IMPERIAL (SITIO BURACO - BANANEIRAS/PB)

Desde a primeira vez que estive em Bananeiras, em 2004, fiquei impressionada com as palmeiras que margeiam a estrada que vai do centro da cidade ao sitio Buraco.
Elas me fizeram lembrar das entradas das antigas fazendas de café, com suas alamedas cercadas de palmeiras que findavam na "casa grande".                                                                   
Retornando a Bananeiras, passados dez anos, lá estavam elas, imponentes e soberanas, no meio da paisagem.
Assim, nada mais justo do que retroceder bem mais no tempo para entender um pouco da sua história e seu significado.
Dizem que  o rei D. João VI, ganhou em 1809 uma semente de presente, e teria plantado com suas próprias mãos no Real Horto.
A partir de 1829, ela passou a frutificar, dando sementes, mas o administrador do Jardim Botânico mandava queimar as sementes para manter o monopólio da instituição sobre a espécie. No entanto, como a planta era muito bonita e imponente, havia muitos interessados, razão pela qual, alguns escravos, a noite, subiam no pé e retiravam as sementes e as vendiam. 
Por outro lado, o próprio D. Pedro II, gostava de dar de presente algumas sementes para os seus súditos mais importantes, como símbolo da lealdade desses. Daí a espécie se propagou muito rapidamente.
Inicialmente, no Rio de Janeiro e no Vale do Paraíba.
Na década de 1850/1860 foram distribuídos 160 títulos nobiliárquicos no Brasil.Com eles, sementes de palmeira.
Nessa época, a cafeicultura era uma atividade rentável que ocupava, além do Vale do Paraíba, boa parte do Sul de Minas Gerais e cidades do leste paulista.
No Brejo Paraibano a cafeicultura também despontava. Em Bananeiras o café já era símbolo de riqueza e prosperidade. 
Por volta de 1870, a palmeira, já conhecida como "palmeira imperial", dominava a paisagem, modificando espaços públicos e privados.
Geralmente, eram plantadas em praças em frente de igrejas ou edifícios públicos, bem como margeando as estradas que conduziam às fazendas de café que levavam à casa grande.
A imagem da palmeira imperial sempre esteve vinculada a ideia de nobreza e de poder. Daí a sua importância para os ricos cafeicultores.
Não sei quando as palmeiras foram plantadas em Bananeiras. Pela altura e por fotos antigas de 1930, que tive acesso, através do Professor Manoel José da Silva, elas são devem ter aproximadamente 150 anos. 
Infelizmente, até hoje não tenho a cadeia dominial do sítio Buraco. No entanto, sei que as palmeiras são testemunhas vivas de seu apogeu.
A alameda imponente que representa uma era. As palmeiras que devem ser preservadas. A sua história necessita ser resgatada, da mesma forma que foi aquela de 1809, sua "ancestral" , infelizmente destruída por um raio em 1972, denominada de palmeira mater, que deu origem a todas outras, plantadas pelo Brasil afora e que podem ser vistas e admiradas. 


foto: arquivo pessoal (2014)

As mesmas palmeiras em foto de 1920, já apresentam uma altura considerável

imagem: autor desconhecido. 

   

domingo, 23 de março de 2014

CACIMBA DE DENTRO - PB

CACIMBA DE DENTRO - PB
A ocupação do lugar teve início na primeira década o século XIX, após 1808, ocasião em que as primeiras famílias ali se fixaram atraídos por uma cacimba, uma fonte de água potável que resistia aos longos períodos de estiagem muito comuns na região.
Mas, foi a partir de 1850 que surgiram as primeiras casas que deram origem a futura cidade.
Os registros paroquiais, tanto de Bananeiras/PB como de Araruna/PB, demonstram que os primeiros habitantes eram considerados "pardos", o que significa dizer que eram fruto da miscigenação, provavelmente descendentes tanto das etnias indígenas que habitavam a região antes da colonização portuguesa com o próprio colonizador português.
O certo é que a localidade era denominada de SÍTIO CACIMBA DE DENTRO. 
A palavra "sítio" era utilizada para indicar uma extensão de terras maior do que "uma parte de terras". Bem diferente do sentido atual da palavra "sítio" que equivale a uma pequena fazenda.
Nesses sítios viviam várias famílias, geralmente ligadas por algum vínculo de parentesco. Cada qual explorando seu pedaço de terra, mas muito próximas uma das outras.
A historiografia "oficial" alega que a fundação da cidade está ligada a um cobrador de impostos chamado José da Rocha, que teria uma propriedade no local por volta de 1880.
No entanto, impossível desconsiderar o fato de que muito antes do ano apontado, várias famílias já estavam ali fixadas. Portanto, esse não foi o fundador da cidade.
Apenas para exemplificar, temos as famílias FERREIRA DE MELLO, ARAÚJO, CORDEIRO DE LIMA E COSTA, que lá estavam pelo menos três décadas antes do ano apontado como de fundação da cidade. 
1) Antonio, pardo, filho de Manoel Fernandes da Silva e Antonia Ferreira de Mello. Nasceu em 17/01/1856. Padrinhos Joaquim José de Vasconcellos e sua mulher Maria Ferreira de Mello.

 fonte: family search
 2) José, filho de José Ignácio de Araújo e Joanna Felinta de Araújo. Nasceu em 22/02/1856. Padrinhos: Francisco Guilherme de Araújo e sua irmã Narciza Maria da Conceição.

 fonte: family search

Duas décadas depois, a população já era considerável. Alguns exemplos:
1877 - Simplício, filho de Anacleto Rosendo e Josefa maria da conceição. Padrinho Francisco José dos Santos. Batismo: 24/04/1877.
fonte: family search
Manoel - filho de Miguel Francisco da Sila e Antonia Maria da Conceição. Padrinho Sérvulo d'Araújo Costa e Florentina Pontes. Batismo: 24/04/1877.
Sérvulo = filho de Servulo d'Araújo Costa e Florentina Pontes. Padrinhos:José Ferreira de Pontes e Francisca Laurina. Batismo: 24/04/1877.

fonte: family search
Hermenegildo - filho de Alexandre da Costa e Maria Marcolina do Espírito Santo. Padrinhos: Miguel Soares dos Anjos e Laurinda Maria da Conceição. Batismo: 24/04/1877.  
fonte: family search 
João - filho de Manoel Cordeiro de Lima e Anna Joaquina das Dores. Padrinhos: Pedro Ricardo da Costa .  
      
fonte: family search

quarta-feira, 5 de março de 2014

BATISMO DE ÍNDIOS EM BANANEIRAS/PB (1810/1813)

Para o colonizador português os índios constituíram um sério problema para a vida colonial. Quase sempre a relação entre os colonos e os indígenas era de grande hostilidade. A escravidão indígena perdurou no século XVI e garantiu mão de obra para os engenhos da Bahia e Pernambuco.
Devido a pressão dos jesuítas com o passar do tempo acabou por ser suprimida. Mas, os conflitos permaneceram, até que no século XVII  foi implantada a política de aldeamento.     Um local era escolhido, bem como um governador militar. Os índios eram batizados e catequizados segundo os preceitos da Igreja católica.
Os índios trabalhavam na agricultura e pequenas criações. Indígenas de diferentes etnias eram agrupados nesses aldeamentos, sem nenhum respeito a cultura de cada um.
É óbvio que os aldeamentos não poderiam dar certo. Os indígenas tinham hábitos e costumes próprios. Eram acostumados à natureza. A caça e a pesca eram fundamentais para a sobrevivência.
Natural que não se acostumaram com a disciplina rígida de trabalho e orações. Muitos fugiam e retornavam para as matas, longe do "homem branco" que acima de tudo disseminava doenças. 
Em todo Brasil foram criados tais aldeamentos. Na capitania da Paraíba, cerca de 12, e somente 5 deram origem a núcleos urbanos. Após 1760, quando já não se falava mais em aldeamentos, mas em "vilas de índios", cuja população "branca" também já era considerável, persistiram as práticas do batismo e catequese.
No início do século XIX, ainda constavam nos livros paroquiais de Mamanguape, a quem pertencia Bananeiras,  várias referências de batismo de índios. Casamentos também.
Exemplo disso:
Francisco Correia e sua mulher Anna Maria.  Índios da Villa de San José (antigo aldeamento localizado no Rio Grande do Norte que data de 1630 e transformado em vila em 1762 - São José do Mipibu). Foi batizado em 25 de julho de 1811. Padrinhos o Capitão Antonio José da Assunção e Francisca Maria.

imagem family search

JOAQUIM, filho de Bernarda Guedes, índios solteiros, foi batizado em 13/12/1813, na capella de Bananeiras. Padrinhos Floriano Perreira e sua mulher Florinda Maria.

imagem family search

segunda-feira, 3 de março de 2014

HENRIQUE EMIGDIO DE SOUZA PINTO

HENRIQUE EMíGDIO DE SOUZA PINTO 


Ainda tenho dúvidas quanto a data de seu nascimento. Em alguns documentos consta como nascido em 1876, em outros em 1872. Uma diferença de quatro anos ainda não explicada.
O certo é que nasceu em Santa Cruz/RN, sendo um dos 16 filhos do casal EMIGDIO JOSÉ DE SOUZA PINTO e ISABEL  FRANCISCA DE LIMA cujo casamento ocorreu em 14/06/1870, em Santa Cruz - RN.
Ainda era um adolescente quando passou a trabalhar com o pai, e  aos 15 anos de idade era o encarregado de dois armazéns: um na cidade de Moreno (atual Solânea) e outro em Santa Cruz. 
Como comerciante transitava pelas cidades próximas, tanto da Paraíba como no Rio Grande do Norte, onde seus parentes maternos e paternos residiam naquela época. Família grande que mantinha laços afetivos e de negócios. 
Creio que foi assim que veio a conhecer sua futura esposa RAIMUNDA CAROLINA DE OLIVEIRA LIMA, filha de  MANOEL SOARES RAPOSO DA CÂMARA e MARIA ESMIRNA DE OLIVEIRA LIMA, sobrinha do capitão BENTO JOSÉ DE OLIVEIRA LIMA.      .
Raimunda Carolina, mais conhecida como Sinhazinha, nasceu em Goianinha/RN em 1886, e era prima de segundo grau de Henrique, ou seja, era da mesma família de sua mãe Isabel Francisca, filha de Manoel Francisco de Oliveira.
O casamento de Henrique e Raimunda Carolina ocorreu em  Araruna, em 19/10/1905, sendo padrinhos o Capitão Bento José de Oliveira Lima (tio da noiva) e Leonardo Bizerra Cavalcante amigo e sócio do noivo.
 *Assinaturas do livro de casamento.

O casal teve 12 filhos: JOSÉ, ARTHUR, CORNÉLIO, ANTONIO, LAURA, ARNALDO, PEDRO, DÉBORA, HENRIQUE, AFONSO, JÚLIA e CARLOS.
Henrique foi dono de lojas de tecidos tanto em Araruna como em Bananeiras. Como podemos comprovar neste informativo de 1931. Naquela época a população de Araruna era de 28 mil habitantes, mas tinha apenas 810 eleitores.

* fonte Hemeroteca Digital - Almanak Adminstrativo Mercantil e Industrial - 1891 a 1940.
Vemos que outros irmãos de Henrique, Manoel e José, também se dedicavam ao comércio naquela cidade.
Segundo informações, confirmadas por relatos de pessoas da família, Henrique, assim como seu pai Emígdio, era maçom. Infelizmente, até a presente data não encontrei prova documental. Mas, se assim o for, Henrique era a terceira geração de maçons, iniciada com Joaquim, seu avô.
Henrique, Raimunda Carolina e filhos 1915

domingo, 23 de fevereiro de 2014

TROPEIROS DA BORBOREMA

Ouvir Luiz Gonzaga, que além de cantor foi um dos melhores compositores de música popular brasileira, ainda me provoca grande emoção. Sua voz, com o típico sotaque pernambucano, entoando canções que falam da "alma do nordestino", me remete ao sertão e a sua gente.
Uma das músicas que gosto muito muito é, sem dúvida, TROPEIROS DA BORBOREMA.
   
Estala relho "marvado'
Recordar hoje é meu tema
Quero é rever os antigos tropeiros da Borborema
São tropas de burros que vêm do sertão
Trazendo seus fardos de pele e algodão
O passo moroso só a fome galopa
Pois tudo atropela os passos da tropa
O duro chicote cortando seus lombos
Os cascos feridos nas pedras aos tompos
A sede e a poeira o sol que desaba
Rolando caminho que nunca se acaba
Estala relho marvado
Recordar hoje é meu tema
Quero é rever os antigos tropeiros da Borborema
Assim caminhavam as tropas cansadas
E os bravos tropeiros buscando pousada
Nos ranchos e aguadas dos tempos de outrora
Saindo mais cedo que a barra da aurora
Riqueza da terra que tanto se expande
E se hoje se chama de Campina Grande
Foi grande por eles que foram os primeiros
Ó tropas de burros, ó velhos tropeiros"
Impossível ouvir a música acima sem fazer uma "viagem" ao passado, no tempo em que a TROPA era o mais importante meio de transporte do Brasil, praticamento o único para cargas.
A TROPA nada mais era que um número variável de mulas em cujo lombo se colocava a carga.
Os tropeiros, homens que conduziam a tropa, tinham um trabalho árduo e penoso durante a viagem que poderia durar de dias ou meses.
Era no lombo das mulas que chegavam do sertão os produtos ali produzidos, Era no lombo das mulas que o sertão era abastecido com os produtos do litoral.
Assim, o papel dos tropeiros era fundamental para a vida econômica, tanto no período colonial como no Império.
Quase toda a "riqueza" era transportada pelas tropas.
A dificuldade dos caminhos, o mau tempo, as passagens dos rios, a travessia de serras, o tratamento diário com os animais, os atoleiros, a falta de pastagens e de água eram as preocupações diárias.
A rotina diária. A cada pernoite era necessário desmontar a carga para que os animais descansassem e se alimentarem. Dependendo do tamanho da tropa (que podia chegar até a duzentos animais) era trabalho para mais de duas horas. No dia seguinte, montar de novo a tropa para seguir viagem.
Geralmente, a marcha diária, dependendo do terreno a ser percorrido, era de três a cinco léguas, ou seja, cerca de 18 a 30 Km.
Assim, por todas as dificuldades o custo do transporte era bem elevado.     
Além do chefe da tropa, existiam os arrieiros e camaradas, todos portando arma de fogo e facões para garantirem a segurança da carga e dos animais.
No início, os próprios tropeiros construíam "ranchos" na beira dos caminhos. Com o passar do tempo muitos destes ranchos se tornaram povoados e, posteriormente, vilas e cidades. Os antigos caminhos se transformaram em estradas carroçáveis, depois estradas.
Até a metade do século passado ainda se podia ver no Nordeste as tropas. Não tenho conhecimento que nos dias atuais ainda é utilizado naquela região tal meio de transporte. Sei da existência de pequenas tropas em Minas Gerais, em regiões serranas, de difícil acesso. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

ANTONIO JOSÉ DA COSTA

O ancestral mais remoto que encontrei da família COSTA foi ANTONIO JOSÉ DA COSTA (meu tetravô), nascido aproximadamente em 1781. Era casado com Inácia Maria da Conceição. Faleceu no dia 12/06/1845, em Santa Cruz (RN), onde morava e foi enterrado em Cuité (PB).
Registro de seu óbito:
Aos doze de junho de mil oito centos e quarenta e cinco nesta matriz de Cuité de grades abaixo sepultou-se involto em hábito branco o cadáver de ANTONIO JOSÉ  DA COSTA, de sessenta annos de idade, casado com Ignácia Maria da Conceição da  Freguezia de Santa Rita do Thrahiri, fallecido de estupor sem os sacramentos, por não procuralos a tempo, encomendado por mim, do que para constar faço este assento, que assigno. O condj. Vice-Vigário Manoel Cassiano da Costa Pereira.”(Livro de Óbitos da Paróquia de Cuité).

Até recentemente não havia encontrado nenhuma outra referência dele apesar de ter procurado muito. 
Ciente que na minha família o deslocamento dos membros ocorreu, com muita frequência, entre as localidades da Paraíba e outras bem próximas, mas situadas no Rio Grande do Norte e, que, os documentos que tenho indicam que ANTONIO JOSE DA COSTA era neto de ANTONIO RODRIGUES DA COSTA que, segundo Coriolano de Medeiros no seu “Dicionário Coreográfico do Estado da Paraíba”, requereu terras na região onde fica Araruna/PB, em 24/10/1766, voltei a procurar nos registro paroquias de Mamanguape.
Este mesmo ANTONIO RODRIGUES DA COSTA seria Português e um dos fundadores de Guarabira/PB. 
Sabia que ANTONIO JOSÉ DA COSTA tinha terras no Brejo Paraibano, mas não sabia onde.
Encontrei três pessoas com o mesmo nome, ou seja, homônimos que pelo tempo e lugar verifiquei não se tratarem da pessoa procurada.
Mas, qual não foi minha surpresa ao encontrar um registro de 1818 (ocasião em ANTONIO teria cerca de 36/37 anos), indicando que naquela época estava morando em Serra da Raiz/PB e era o "dono" da escrava Antonia, mão de Pedro, batizado em 26/04/1818.
Eis o registro, onde consta:
"Aos vinte e seis dias do mes de abril do anno de mil oitocentos e dezoito de licença minha no Oratório da Serra da Raiz, filial desta Matriz, o Reverendo Coadjuntor Jozé Moreira da Silva baptizou solenamente  e lhe pos os santos óleos ao parvolo Pedro, filho natural de Antonia, escrava de Antonio Jozé da Costa, morador na Serra da Raiz; forão padrinhos Thomé e Rita, escravos, de que para constar fiz este termo que asignei."
 Imagem: family search

domingo, 1 de dezembro de 2013

OS 'SILVA PINTO' DESCENDENTES DE MANOEL JOZÉ PINTO

Conforme comprovam os registros paroquiais de Mamanguape e Bananeiras (séculos XVIII e XIX) os casamentos endogâmicos nas famílias PINTO E OLIVEIRA são frequentes, o que as tornam, na verdade, em uma única família.
Primos casados com primos, muitas das vezes uma irmã se torna concunhada de outra, já que ambas se casaram com outros dois irmãos que eram seus primos.
Como os casais tinham muitos filhos, e, os prenomes eram praticamente os mesmos, a dificuldade é muito grande em localizar o membro e sua descendência.
Um João era casado com uma Maria, que por sua vez era irmã de outro João casado com outra Maria, todos primos entre si. Saber quem era quem muitas das vezes se transforma em um verdadeiro quebra-cabeças.
Muitas incógnitas ficam sem resposta, até ser encontrado um documento que esclarece a dúvida.
É o caso de José, filho de MANOEL JOZÉ PINTO (meu pentavô) com sua segunda esposa JOSEFA MARIA DA CONCEIÇÃO. 
José nasceu em 9/10/1942, no Sítio BACOPARI em Bananeiras/PB. E, dele até agora não havia encontrado maiores informções.
Mas, revendo meus documentos encontrei uma anotação sobre outro filho do casal (Manoel e Josefa) JOÃO SIMPLÍCIO DA SILVA PINTO, nascido em 8/7/1844, que se casou com LODOVINA MARIA DA CONCEIÇÃO. Esse casal deixou muitos descendentes em Bananeiras e região, através de seus filhos MANOEL, ANTONIO, JOAQUIM, FRANCISCO E JOSÉ, que como o pai também assinavam o sobrenome SILVA PINTO.
Até agora não encontrei nenhuma explicação plausível para o sobrenome SILVA, embora ele apareça em alguns descendentes de MANOEL JOZÉ PINTO.
No caso de JOÃO SIMPLÍCIO também não encontrei nada que justificasse. Uma vez que o sobrenome do pai era apenas PINTO, e mãe, JOSEFA, era filha de DOMINGOS RIBEIRO DE SOUZA E MARIA FRANCISCA DOS SANTOS (vida postagem no blog sobre a família SOUZA).
Para tornar mais enigmática a “charada” todos os indícios sempre apontaram que FRANCISCO TEIXEIRA DA SILVA PINTO, o CHICO GAGO (vide outra postagem 'A FAMÍLIA PINTO DE BANANEIRAS"), era parente próximo de MANOEL JOZÉ PINTO.
Os filhos de CHICO GAGO assumiram o sobrenome composto SILVA PINTO. 
Além de JOÃO SIMPLÍCIO, encontrei a prova de que outro filho de MANOEL também tinha o mesmo sobrenome.
É JOSÉ, que aparece como JOSÉ DA SILVA PINTO, conforme comprova o registro de seu casamento em 3/2/1890, com JOANNA EULANA DO NASCIMENTO.
Ele tinha 47 anos e a noiva 26.
Imagem family search